Balanço do tesouro direto em 2012
O ano de 2012 tem trazido bons ganhos ao tesouro direto. Em vários dos títulos, vê-se uma forte rentabilidade para quem os detinha em sua carteira no início do ano. Por outro lado, os títulos de prazo mais longo têm apresentado forte volatilidade, tendo em vista a incerteza quanto ao futuro da taxa Selic, o que tem assustado muitos investidores.
Rentabilidade do tesouro direto em 2012
Tenho recebido vários e-mails de leitores assinalando o temor com relação aos seus investimentos em tesouro direto. Muitos – principalmente os que investiram em NTN-B e NTN-B Principal de prazo mais alongado – estão preocupados com os prejuízos dos últimos meses. Em junho, por exemplo, o título NTN-B Principal com vencimento em 2035 apresentou queda de 8,04%. Os títulos de prazo mais curto ou apresentaram alta ou forte alta, como as LTNs com vencimento de 2014 a 2016, sinalizando que o mercado espera juros baixos no horizonte de curto e médio prazo. Em junho, contudo, havia a expectativa de que os juros fossem se estabilizar após a penúltima queda – mas esta não se confirmou no último ajuste, que levou a Selic de 8,5% ao ano para 8%.
Por conta disso, os últimos 30 dias foram mais estáveis, tendo os títulos de vencimento mais alongado recuperado parte das perdas, como você pode observar na tabela divulgada pelo Tesouro Nacional na última sexta-feira:
E daqui pra frente? O que esperar do Tesouro Direto?
Prever o futuro é sempre complicado. Mas o mercado tem alguma expectativa de que o Copom reduza a Selic ainda mais, podendo chegar a 7,5%. Isso pode trazer mais instabilidade ao longo dos próximos meses; afinal, mesmo que a taxa Selic alcance esse patamar, é possível que o mercado já comece a projetar eventuais subidas na taxa a partir do ano que vem. Afinal, se a inflação começar a subir , é bem possível que o governo busque controlá-la com aumentos nela. Se isso acontecer, é possível que os títulos de prazo mais longo voltem a sofrer, compensando as fortes altas que apresentaram nos últimos 12 meses.
É sempre importante destacar que os investidores que carregarem seus títulos em suas carteiras até a data do vencimento terão a rentabilidade combinada no momento da compra dos títulos. Se o seu caso é esse, não se preocupe com as flutuações do mercado.
Categoria: Educação financeira








Ou seja, qndo a selic bater em 7,5% terá chegado a hora de vender..
ou comprar….
Fabio,
Essa preocupação com a variação dos titulos é relevante apenas para quem que se desfazer dos titulos antes do vencimento, certo?
Obrigado,
Fabricio.
se nao concordo com especulaçao em ações, tampouco com especulaçao em titulos…
o assunto tratado no post é especulativo, na minha opiniao.
o investidor recebe o combinado na hora da compra e pronto.
Leo,
Sempre tenho alertado para o fato de que o investidor de longo prazo não precisa ficar trocando de título, já que a rentabilidade combinada no momento da compra é assegurada.
Eu sou totalmente favorável em “especular” com títulos públicos federais… não como mera especulação, mas com o pensamento de investimento de longo prazo…
a primeira decisão é investir em títulos públicos e concordar com a remuneração pactuada até o vencimento.
passada esta fase, é hora de escolher qual título comprar…
Se a tendência da taxa básica de juros é de queda, compro LTN’s ou NTN’s. Se a tendência da taxa básica de juros é de alta, compro LFT’s. Se a tendência da taxa básica de juros é de estabilidade, mantenho a última posição comprada.
se no curto prazo der errado, não tenho a preocupação, pois entrei pensando em carregar o título até o vencimento… mas se no curto prazo o lucro for muito acima da taxa selic, por que não trocar de título e ganhar com as oportunidades oferecidas pelo mercado?
Abraços.
Fábio,
Sou iniciante no mundo dos TD, mas não sei se entendi bem, mas se por exemplo, compro hoje NTN-B-principal 2025 a 4,54%, e vamos supor que entre 2013 a 2025 a taxa de juros sobe, o mesmo papel sendo negociado acima de 10%, o que vou receber em 2025 caso mantenha o título é apenas 4,54% a.a. + IPCA do período?
Ou seja investidor a longo prazo que compra um título NTN ou LTN na época de juros baixo sai perdendo se não vender e comprar uma outra com taxas mais atrativas quando a taxa de juros sobe?
Obrigado,
Luiz
Eu tenho ouvido tanto falarem de bolha imobiliária e de queda de preços de imóveis, mas ninguém fala de “Bolha do Tesouro Direto” rs Já imagino o susto que o investidor vai tomar quando ver a rentabilidade ficando negativa.
[]´s
TETZNER.wordpress.com
Esse pessoal gosta de procurar chifre na cabeça de cavalo.
O tesouro direto foi criado para oferecer uma opção simples e rentável, sem comprometer a segurança do investimento. Mas o povo gosta de complicar. Até acredito que dá pra fazer algum tipo de arbitragem, mas tem que se ter muuuito conhecimento, raciocínio muito afiado e analisar muito bem antes de fazer algo. Ainda assim duvido que o retorno seja melhor que o retorno ao se deixar investido até o vencimento.
Comprei NTNB há cerca de dois anos e, devido à queda dos juros, estou com rentabilidade média de quase 2% ao mês.
Creio que vou ficar com os títulos no máximo até o fim do ano, quando os juros devem começar a subir. Aí vou trocar por títulos atrelados à Selic. Pra que vou carregar os títulos até o vencimento se posso vender antes e lucrar quase o dobro?
Claro que vale a pena especular com esses títulos.
O Fábito tem toda razão. O investidor deve saber enxergar as oportunidades.
Fábio, primeiramente parabéns pelo site! Sempre colho ótimas dicas aqui. Bem, no meu caso, investi em títulos do testouro NTN-B Principal com vencimento em 15/08/2024. Já aumentaram 38,82%. Seria um bom momento para vendê-las? Isto é, se eu esperar chegar no vencimento, dificilmente vou lucrar mais do que 40% certo?
Não sei se é relevante, mas adquiri os títulos em março de 2011. Obrigada!
Fabio
Sem querer adivinhar o futuro(selic), qual seria a melhor carteira de títulos do TD para quem quer começar a diversificar os investimentos?
Abs
Eu gosto dos NTN-B Principal, com vencimento próximo ao do momento em que você pretende usar o dinheiro… elas acabam dando proteção contra qualquer variação inesperada da inflação para cima.