A vida frugal de alguns bilionários…

| 27 de junho de 2012 | 30 Comentários

Quando pensamos no mundo dos milionários, imaginamos vários carrões, propriedades extremamente caras, muitas viagens… enfim, um estilo de vida bastante perdulário. Embora provavelmente esta seja a regra para alguns dos grandes bilionários do planeta, existem também as dignificantes exceções dos ricaços que preferem manter um estilo mais frugal, com algumas pequenas “regalias”. Vejamos alguns casos, bem lembrados recentemente no site Investopedia.com!

1. Warren Buffett

Com um patrimônio líquido de mais de US$ 40 bilhões, o terceiro homem mais rico do planeta e provavelmente o maior ícone vivo do mundo dos investimentos financeiros, Buffett tem um estilo de vida bastante inferior a suas possibilidades. Desde 1958, Buffett vive em uma casa de cinco quartos na pacata cidade de Omaha, adquirida, na época, por US$ 31.500. Uma bela casa, mas nada de espetacular. Até hoje, Buffett vive sem telefone celular e só recentemente começou a utilizar um computador. Sem qualquer paixão por carrões, possui um Cadillac DTS comprado em 2006 sem qualquer alarde por US$ 50.000,00 – um belo carro, sem sombra de dúvidas, mas bem abaixo do padrão que muita gente esperaria. Para se divertir, o mago de Omaha adora uma partida de Bridge – regada a uma latinha do refrigerante Cherry Coke.

2. Mark Zuckerberg
O membro mais novo da lista de bilionários da Forbes tem um patrimônio líquido de US$ 17,5 bilhões – quase integralmente ligado ao patrimônio do Facebook. Zuckerberg tem um padrão de vida bastante pacato e passa a maior parte de seu tempo no escritório da empresa. Até hoje não possui casa própria, pois prefere a casa alugada onde vive, próxima à sede de sua empresa em Palo Alto.  Casou-se recentemente sem qualquer alarde na festa de formatura de sua noiva, sem convidar ninguém especificamente para a celebração matrimonial (os convidados acreditavam que iriam apenas à festa de formatura). Zuckerberg também não é adepto da alta moda: ao invés de ternos caros, prefere usar camiseta e jeans.
3. Carlos Slim Helu
O homem mais rico do planeta, Carlos Slim, tem um patrimônio líquido que vale aproximadamente US$ 69 bilhões. Proprietário de mais de 200 companhias, Slim vive  em uma casa relativamente modesta e, assim como Buffett, abomina computadores. A maior parte de seu tempo é dedicado a seus filhos e netos. Mesmo com os riscos para a sua segurança, Slim dirige seu próprio carro, sem depender de motorista particular.
4. John Caudwell
Apesar de o empresário inglês, agora aposentado do seu império na telefonia celular,  gostar de alguns mimos – como um helicóptero, um iate e um carro caro -, Caudwell também tem algo a ensinar sobre frugalidade. Ele corta seu próprio cabelo por considerar a ida ao cabeleireiro uma  perda de tempo e dinheiro, e suas roupas são compradas em promoção. Antes de se aposentar, ia para o trabalho de bicicleta – costume mantido, com trajeto diverso: ele agora pedala até seu pub favorito.
Que lição para nós brasileiros, hein? Muita gente torrando o que não pode para pagar por roupas e restaurantes caríssimos,   casamentos de R$ 200.000,00 e apartamentos a preços extorsivos, enquanto Zuckerberg vive de aluguel e aproveitou a festa de formatura da noiva para anunciar a união matrimonial, Caudwell vai para o trabalho de bicicleta e Buffett toma refrigerante…

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Categoria: Educação financeira

Sobre o Autor ()

Fábio Portela é investidor desde 2006 e disponibiliza neste site seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, seja com sua experiência, seja por meio das leituras que fez ao longo dos anos. O autor é mestre em Direito Constitucional e em Filosofia pela UnB, e atualmente cursa doutorado em Direito Constitucional na mesma instituição.

Comentários (30)

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  1. Luigi disse:

    Sobre a frugalidade dos milionários / bilionários, creio que uma boa leitura seria “O Milionário mora ao lado” :) Fica a dica ao amigo cujos blog acompanho diariamente.

    abraços

    Luigi

  2. Nélio Oliveira disse:

    Fábio, sobre o assunto (vida frugal) recomendo o livro “Chega de Desperdício!” (http://www.submarino.com.br/produto/7248385/livro-chega-de-desperdicio).

    Um tanto panfletário, mas que levanta questões pertinentes sobre os excessos das nossas vidas.

  3. Gil DF disse:

    O mal da maioria das pessoas é querer mostrar que “está bem”.
    E isso só se consegue tendo carro, roupas finas, relógio e óculos bacanas, celulares top etc.
    Sou servidor público federal das carreiras top. Quando passei no concurso meus familiares (a parcela que gosta de mostrar que “está bem”) logo queria saber o quanto eu ganhava, que carro que compraria, para onde viajaria, enfim. Disse a cada um deles que agradecia muito o interesse deles por minha saúde.
    Hoje, acreditam que eu ganho na faixa de uns 5.000, porque não vêem sinais exteriores de riqueza no meu dia-a-dia.
    Acho muito comédia como as pessoas são fúteis.
    É a velha história do pesquisador do IBGE. Se ele vier na minha casa, eu serei enquadrado na classe D, apesar de não ter dívida nenhuma e uma considerável quantia financeira aplicada. Mas se for na casa de uma pessoa toda endividada que gosta de expor futilidades, essa será colocada na classe A.
    Triste D+.

  4. Vinicius disse:

    Senhores,

    Tudo isso é muito lindo. Tenho também o costume de poupar sempre, aplicar sempre, gastar o necessário, não tenho nada de grande valor, não esbanjo nada, mas também não sou cheio de dinheiro. Apenas estou planejando uma segurança futura e um planejamento financeiro de longo prazo. Mais aí vem aquela famosa questão. Vou ficar poupando só para ter a tranquilidade orçamentária no futuro. Ficarei velho e deixarei de ter um carro bonito, uma roupa bonita, que em geral são mais caros, deixarei de viajar para mais lugares… e por ai vai… Para poder ter dinheiro sobrando para os filhos e netos. Vão lembrar de mim pelo que deixei de dinheiro e não pelo que vivi e deixei de experiência. É um grande dilema, mas tenho certeza de que se todos nós soubessemos que tivessemos pouco tempo de vida certamente começaríamos a gastar em várias coisas que não fazemos até o momento. Não estou querendo dar liçao de moral sobre viver o hoje e a vida, pois sou igual a todos que andam por esse blog, “economistas de natureza”, pois fomos criados dessa forma e temos esse modo de vida… mas as vezes eu me pergunto essas coisa.
    abraço a todos.

    • Vinicius disse:

      Apenas para completar… sou tanto economista de natureza como vocês que tenho um blog para discussão sobre economias de casa. O blog está meio desatualizado e pouco acessado, mas pretendo voltar a operá-lo com mais efetividade: “http://www.amantedadomestica.blogspot.com”

    • Nélio Oliveira disse:

      Eu entendo o que você quis dizer, e sempre procuro me lembrar da máxima “no logo prazo todos estaremos mortos”, mas acho que dá pra conciliar consumo responsável com poupança e formação de patrimônio.

      PESSOALMENTE, não me ligo em roupas caras (tenho várias camisas sociais da Renner, p. ex.), e sou um cliente assíduo de um “brechó para homens” que abriu recentemente aqui em BsB.

      Igualmente não estou nem aí pra gadgets, até por não ter paciência pra usá-los.

      Mas tenho meus fracos, evidentemente, só não os deixo interferir na minha contabilidade pessoal ao ponto de serem relevantes.

      Meu irmão mais velho certa vez me disse uma frase que me marcou muito: há poucas coisas melhores pra se fazer com nosso dinheiro do que comer bem, morar bem e vestir bem. Acho que é bem por aí…

      • Vanessa disse:

        Estas pessoas se tornaram bilionárias não por viverem na frugalidade, Small. Elas já nasceram assim. E o que tem de tão nobre em ser frugal com 1 bilhão na conta?

        • Adert disse:

          ja nasceram assim o q? bilionarias ou frugais?
          se for bilionario esta completamente errada. nasceram ou pobres ou medios. se for frugal esta errada tb, pois a frugalidade se adquire com o tempo, naum se nasce com ela.

          “E o que tem de tão nobre em ser frugal com 1 bilhão na conta?”

          eu vejo mais nobreza nisso do que ser riquissimo e esbanjar como donald trunph

          e o q tem de nobre em ganhar 2 mil reais e comprar um carrao?

          o que eh nobreza?

          • Vanessa disse:

            A minha tese é: as pessoas listadas já nasceram com tal suposta virtude. Cabe a você oferecer a contra-prova para a afirmação. Por exemplo, você poderia pesquisar e encontrar um hábito de consumo extremamente sofisticado do Buffet antes dele se tornar adepto do hambúrguer e da coca-cola. Leia a chatice da Bola de Neve.

            A minha segunda pergunta é: qual a nobreza de uma suposta frugalidade que apenas visa o enriquecimento pessoal? Frugalidade envolve muito mais que simplesmente enriquecer. Torna-se uma disciplina espiritual e uma virtude à medida em que existe um fim nobre. Que não é o enriquecimento, como mero fim. Que tal complementar com a caridade? Leia outra chatice: “Environmental Theology”, Richard Cartwright

            Agora, um teste (por favor, sem ofensas ou reações mais arraigadas): qual o presente mais caro que vcs deram para as respectivas mães? Eu, sinceramente, tenho receio de ler as respostas dos frugais.

          • Nélio Oliveira disse:

            Vanessa, você apresenta uma TESE (palavra sua). Se é TESE, não constitui-se VERDADE (na verdade é uma mera opinião pessoal). E ainda afirma que cabe ao outro oferecer contra-PROVA? Contraprovar o quê se você não provou NADA?

            Outra coisa, quem concluiu que a frugalidade dos bilionários citados “apenas visa o enriquecimento pessoal” foi VOCÊ. Em lugar nenhum tal afirmativa foi feita. Logo, NÃO HÁ resposta pra sua segunda pergunta, porque ela parte de uma premissa que VOCÊ criou.

            E novamente: afirmar que a frugalidade “torna-se uma disciplina espiritual e uma virtude à medida em que existe um fim nobre” é uma mera opinião pessoal sua, e quem caberia provar a veracidade dela é, portanto, você.

            PESSOALMENTE (desculpando-me pela redundância, friso tratar-se de opinião pessoal, e não tese ou axioma o que vou escrever a seguir), não acho que um “fim nobre” seja necessário para QUALQUER virtude, muito menos a frugalidade.

            Finalmente, o que tem a ver o valor do presente de mamãe com frugalidade? Sem saber qual a relação que você espera encontrar entre coisas tão distintas fica meio difícil responder a sua pergunta.

            Por exemplo, minha mãe me disse que o maior presente que eu já dei a ela foi minha filhota, e minha filhota pra mim vale mais do que o resto da humanidade (eu incluso). Logo, eu não tenho a “virtude” da frugalidade, é isso?

          • Adert disse:

            bola de neve uma chatisse?

            a frugalidade de WB naum visa o enriquecimento pessoal, pois ele ja eh rico minha cara. WB e soros saum um dos maiores doadores da historia. einstein tinha uma vida bastante frugal e naum visava o enriquecimento.

            veja no dicionario o q significa a palavra frugalidade, e veja q esses caras sao nobres sim.

            nobreza para vc eh comprar presente caro para a mae? tsc tsc tsc

            Ser humilde com os superiores é obrigação, com os colegas é cortesia, com os inferiores é nobreza.
            – Benjamin Franklin

          • Vanessa disse:

            Nélio, me desculpe.

            (i) apenas levantei a hipótese (“minha tese”) acerca da inexistência de qualquer relação causal entre $ na conta e hábitos pessoais, da forma como ilustrada no post do Small e em resposta ao Adert. Sem necessidade e sem suficiência. Dei apenas um exemplo do Buffet. Muito embora, um ponto fora da curva não explique a curva, dei ao Adert a oportunidade de explicitar a curva com os pontos que ele pudesse oferecer. Sob a suspeita de que o relato do small pudesse apenas configurar uma correlação espúria, tal como o crescimento do PIB brasileiro e a velocidade de surgimento de novos fios de cabelos na sua cabeça.

            (ii) onde disse que a frugalidade dos nomes citados visam apenas o enriquecimento pessoal? Pelo contrário, sou fã do Buffet e tenho ciência para onde vai o $ dele e da postura com relação a temas realmente nobres, como o imposto sobre a riqueza. Ainda, como nasci na década de 90 e tenho paixão por tecnologia, não acredito que o FB nasceu meramente para ser objeto de um IPO. O “mero enriquecimento pessoal”, eu concluo lendo vários comentaristas, não necessariamente de você. Quanto ao Small, tenho certeza que o fim dele é nobre…o de despertar a necessidade de consciência financeira nas pessoas.

            (iii) Bom, na minha opinião, frugalidade por frugalidade é pó. Para você, tem méritos e, portanto, quanto maior a frugalidade mais saciado estará…fazer o quê?

            (iv) todos entenderam a pergunta sobre as mães. Alguns mais, outros menos.

            Adert, chatice é com “C”. E a minha resposta para o Sr. Nélio, conforme acima exposto, é também para você.

          • Adert disse:

            nas suas palavras

            “A minha segunda pergunta é: qual a nobreza de uma suposta frugalidade que apenas visa o enriquecimento pessoal?”

            e também:

            “Adert, chatice é com “C””

            e eu escrevi como? e com letra minuscula, minha cara.

          • balzana disse:

            kkkkk essa discussão de vcs está ótima!!!

            Mas a melhor parte:

            Adert: “bola de neve uma chatisse?”
            Vanessa: “Adert, chatice é com “C”.”
            Adert: “e eu escrevi como? e com letra minuscula, minha cara.”

            HAhahahaha quase morri com essa!

  5. Álvaro Guilherme disse:

    Numa sociedade com altos índices de violência como a nossa, é até prudente levar uma vida mais frugal (não que não se possa desfrutar das coisas boas, mas em ostentação).

    Quanto à observação do Buffet tomar refrigerante, dia desses estava me lembrando de pessoas que provavelmente não têm paladar para distinguir um vinho de R$ 50 para um de R$ 5000, mas que toma o mais caro somente para dizer que pode (e fingir que tem bom gosto).

  6. Álvaro Guilherme disse:

    …mas SEM ostentação…

    Complementando, gosto é algo bem pessoal. Não é pecado admitir que um vinho de R$ 50 possa ser mais saboroso que um de R$ 5000.

  7. Sady Fernandes disse:

    Acredito que a simplicidade é grande sabedoria e que dinheiro só traz liberdade. Esses bilionários que vc citou estão apenas usando a liberdade que o dinheiro dá para viverem da maneira que querem. O que é muito bom.

  8. Andre Luiz disse:

    Boa iniciativa, Fabio.

    É bom ver que os “sonhos” consumistas, fogem da realidade das pessoas que realmente poderiam realizá-los.

  9. Francisco disse:

    Ainda some-se a isto que todos estes citados contribuem de forma significativa com suas fortunas com doações inteligentes para humanidade. Mas alguns deles são considerados sovinas/pão duro, caso do Warren Buffett. Na verdade o ideal é um meio termo, como tudo na vida, nem tão sovina/pão duro nem tanto gastador abusivo, desnecessário ou supérfluo.

  10. Flavio disse:

    O Zuckerberg já “saiu do aluguel” faz algum tempo.
    http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT231114-16355,00.html

    Afinal, quem casa quer casa. ;)

    Observem que é uma casa grande, bacana… Mas é apenas uma casa. Ele poderia comprar algo muito mais luxuoso que isso, mas escolheu morar ali.

  11. Samuel Souza disse:

    Fábio,

    Temos também alguns bons exemplos nas terras tupiniquins: por exemplo, o Antônio Ermírio de Morais que por muito tempo foi o cabeça do grupo Votorantim, dava expediente num prédio antigo atrás do Teatro Municipal no centro de SP, andava a pé por lá e dirigia o próprio carro (um Fiat Premio). Outro era o Samuel Klein, dono das casas Bahia, que manteve o jeito simples, conversava com todos os funcionários, e a mobília do escritório (e da casa) era a mesma que se encontrava nas lojas.

    Hoje temos muitos empresários que mantém uma vida mais simples do que suas posses permitem, muito mais por razões de segurança do que por opção e estilo de vida, infelizmente. De qualquer forma, concordo num ponto: o colchão financeiro de que dispõem permite a eles viverem do jeito que bem entendem.

  12. Jean Jacques disse:

    De fato é uma lição para alguns brasileiros que querem parecer que são ricos quando estão é ficando mais pobres,mas acho que tem que haver na verdade um equilibrio onde não podemos ser um esbanjador cujo o destino será a falência, também não podemos ser um pão duro que somente acumula patrimônio e não curte a vida.

    No caso dos citados, poderiam viver com um pouco mais de luxo que não lhes faltaria absolutamente nada.

    E fica a pergunta: Carlos Slim 72 anos, Warren Buffet 81 anos, John Caudwell 59 anos, será que já não passou da hora de usufruir mais desse dinheiro, do que mais tarde servir apenas para pagar fraldas geriatricas e os melhores médicos do mundo ?

  13. Wagner disse:

    A Humanidade não está disposta a olhar com atenção para a conduta dos grandes vencedores, desde que estejam do lado correto.

    Um vencedor é sempre parte da resposta.
    Um perdedor é sempre parte do problema.

    Um vencedor sempre possui um programa.
    Um perdedor possui sempre uma desculpa.

    Um vencedor diz: “Deixe-me ajudá-lo”.
    Um perdedor diz: “Não é minha obrigação”.

    Um vencedor vislumbra uma resposta para cada problema.
    Um perdedor vê todos os problemas sem resposta.

    Um vencedor diz: “Pode ser difícil, mas não impossível”.
    Um perdedor diz: “Pode ser possível, mas é difícil”.

    Um vencedor entende que sem Deus não poderá encontrar-se com o melhor para sua vida.
    Um perdedor crê que pode viver sempre baseado em seus recursos próprios e em seu orgulho pessoal.

    Deus é contra os orgulhosos, mas ajuda os humildes.
    Bíblia, livro de Tiago, capítulo 4 verso 6

  14. Wagner disse:

    Ser frugal para mim significa ser uma pessoa que valoriza aquilo que já tem, que não desperdiça seus recursos materiais, sejam eles em vasta quantidade ou em baixa quantidade. Significa dar valor a aquilo que já possui, procurando extrair o máximo de utilidade das coisas ao seu redor.

    Frugalidade significa então aproveitar as coisas que estão disponíveis para você. E para aproveitar aquilo que está ao seu alcance você não precisa necessariamente possuí-lo, basta apenas usá-lo. E esse é precisamente um dos encantos de um estilo de vida frugal: não só valorizar aquilo do qual você é proprietário, mas também aquilo do qual você tem apenas a posse.

    Quando você consome menos e dá mais valor e utilidade a aquilo que já tem, você se preocupa menos em ter mais, e mais em ser mais.

  15. Carlos disse:

    E vocês acreditam nessa frugalidade, acho que essa o autor desse post gosta de piadas….

  16. Midas disse:

    Pessoal, que assunto polêmico. É incrível as divergências de idéias, isso que tratam-se de pessoas que curtem investimentos. Imagine se posto na esfera de pessoas comuns(não investidores) que representam mais de 95% da população?

    Esse assunto também é sutilmente abordado no livro “Pai Rico, Pai Pobre”, quando relata o estilo de vida do “Pai Pobre”, que pertence a alta classe média americana e o do “pai Pobre”, que é empreendedor e investidor, mas leva uma vida frugal.

    Acho que o segredo está no equilíbrio, nem tão ao céu e nem tão a terra. Não adiante juntarmos uma fortuna durante toda vida, e levarmos uma vida cheia de restrições, pensando em gastá-lo num futuro incerto elongínquo. Também não tem fundamento gastar mais do que se tem, para apresentar um estilo de vida incompatível com sua renda.Não tenho dúvida que devemos investir uma certa quantia para o futuro, sem que isso se torne um sacrifício.Aqui, mais uma vez o livro “O homem mais rico da Babilônia” traz interessantes ensinamentos.

    Penso que aqueles bilionários não levam uma má qualidade de vida, mas apenas não se deslumbram com símbolos do sucesso material.

  17. Cláudio Silva disse:

    É uma boa lição de moral e exemplo a vida desses bilionários, mas o trabalho e família deve ser a razão de vida deles. Sei que é muito bom poupar, levar uma vida mais simples, eu mesmo sou bastante cobrado no trabalho, pelos meus amigos, para comprar um carro, mas não senti necessidade ainda, acham graça que estou com o mesmo celular há anos enquanto eles compram a última novidade em tecnologia. Mas curto um bom computador, já que trabalho com isso, gosto de viajar, pra ficar em contato com a natureza e ter novas experiências, pagar um plano de saúde enquanto os caras com carro e smartphones de 2 mil reais vão pro SUS, dinheiro foi feito para dar conforto também, meu amigo, não pra entocar num banco e deixar tudo para os outros.

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