Por que diversificar? Ou… admitindo minha ignorância

| 16 de maio de 2012 | 38 Comentários

Muitos leitores têm me enviado e-mails ou comentando no blog a respeito do que enxergam como um problema em minha carteira: a excessiva diversificação. Eles até apontam uma contradição em minha abordagem e aquele a quem digo ser uma de minhas inspirações: Warren Buffett, que abomina a diversificação. Afina, o oráculo de Omaha prefere “guardar todos os ovos em uma cesta e vigiá-la cuidadosamente”. Se é assim, por que eu diversifico tanto? E por que eu continuo a teimar que Buffett é um inspirador de minha estratégia se eu não sigo o mandamento de me concentrar nas ações que entendo serem as mais valiosas de minha carteira?

Diversificar é proteção contra minha própria ignorância

Eu tenho mais medo do que eu sei do que do que eu não sei. E ter um certo medo é algo importante no mercado de ações; significa que você valoriza seu patrimônio e não vai arriscá-lo fazendo uma grande bobagem. Muitas pessoas gostam de citar a frase de Buffett que acabei de mencionar e que indicam que Buffett gosta de concentrar sua carteira de ações em poucas empresas. Mas elas se esquecem de outras duas citações que considero igualmente importantes. Elas são as seguintes:

Diversificação é proteção contra ignorância. Ela faz pouco sentido para aqueles que sabem o que estão fazendo.

Se você é um investidor capaz de compreender a economia dos negócios e de encontrar de cinco a dez empresas cujos preços são razoáveis e que possuem importantes vantagens competitivas de longo prazo, a diversificação de portifólio convencional não faz nenhum sentido para você.

Nós, seres humanos, temos a tendência de acreditar que estamos sempre certos. É um viés psicológico que já foi identificado em vários experimentos científicos. É por isso que muitos levam ferro no cassino: têm autoconfiança, acham que estão com muita sorte porque ganharam as primeiras três rodadas em um jogo de azar e acabam pondo em risco não apenas o que ganharam até então, mas muito mais.  É por isso também que muita gente tem prejuízo investindo na bolsa de valores: acreditam que encontraram “A” ação que lhes dará a independência financeira em três meses, investem todo o seu patrimônio nela e depois choramingam pelo resto da vida que o mercado de ações é “pros tubarões”.

Mas isso ocorre porque elas não se protegeram contra a sua própria ignorância. Elas acreditaram que sabiam tudo o que era possível e acabam tomando decisões erradas por acreditar nisso. De minha parte, embora acredite que tenha uma metodologia razoavelmente adequada para escolher as ações de minha carteira, sei que também posso estar errado. Sei que não tenho o tempo que gostaria de analisar todas as empresas que fazem parte do meu portifólio com a profundidade necessária para ter certeza – afinal, eu trabalho, sou casado (e preciso me dedicar à família) e ainda estou cursando meu doutorado, atividades que tomam muito tempo.

Portanto… reconheço que a possibilidade de que as coisas que eu não sei afetem meus investimentos é bastante alta. Ou seja, a minha ignorância de fatores que podem me levar a prejuízos é alta, e por isso diversifico. Sei o que estou fazendo? Acredito que na maioria das vezes sim… mas como sei que existe a possibilidade de estar ignorando fatores que podem afetar substantivamente meu patrimônio, eu prefiro me manter protegido contra minha própria ignorância. Pode me trazer um retorno abaixo do que talvez meu potencial pudesse me trazer, mas também pode me proteger de fazer uma burrada muito grande.

Eu reconheço: não sou Buffett e por isso diversificar é uma estratégia razoável

Não sou Buffett (e não se preocupe: você também não é). Não tenho o conhecimento dele, e tampouco sei avaliar uma empresa como ele. Já cometi erros crassos, como meus investimentos em Inepar, Usiminas e uma avaliação mais otimista a respeito dos efeitos da revisão tarifária sobre as ações da Eletropaulo (vendi, recentemente, uma parte de minhas ações). Mas também sei que “cometi” importantes acertos, como meu investimento em Marcopolo e em Ambev. Sei também que vou cometer muitos erros e acertos daqui pra frente.

Recentemente, eu fiz uma experiência de pensamento: como seria minha carteira de investimentos se eu me concentrasse apenas nas 5 posições que, há alguns anos, me pareceriam vencedoras? E eu cheguei à seguinte conclusão: a última da minha lista, em 2008, era a Marcopolo. Era a pior opção da minha carteira, e hoje ela é a que me deu maior rentabilidade até aqui. A melhor era a Ambev, que constaria da lista de qualquer jeito (e, de fato, foi uma das empresas que me trouxe maior rentabilidade). Mas em outros casos eu teria fracassado fortemente: Gerdau, Usiminas e CSN estavam entre as melhores de então. Mas, com a crise, elas afundaram (já me desfiz de Gerdau e Usiminas, por conta de problemas na administração) em seu desempenho – algo esperado, já que são empresas cíclicas. Outra “vencedora” do portfólio era a Saraiva – que operacionalmente já esteve melhor, mas ainda é uma empresa que me parece boa do ponto de vista administrativo, apesar da “vermelhidão” de sua performance no Ibovespa.

Por tudo isso, diversifico.  Você poderia me perguntar: “por que, então, você não investe diretamente em fundos de investimento?” Por um simples motivo: os gestores de fundos muitas vezes têm que comprar deliberadamente empresas que eles já sabem que são uma porcaria, mas que precisam comprar para satisfazer exigências da legislação ou de normas políticas da gestora do fundo. De minha parte, posso até comprar de vez em quando uma porcaria, mas ao menos não é deliberado. E eu posso vendê-la quando eu me convencer de que não é uma boa empresa para a carteira, ao contrário do gestor do fundo. Mas de qualquer forma também estou começando a investir em dois fundos – um de ações voltadas para dividendos, e outro, de small caps. Nesse caso, estou interessado na média histórica dessas duas classes de ações.

Mas não seja um pessimista: reconhecer a ignorância é o primeiro passo para acertar – mesmo que seja atirando em vários alvos para acertar alguns poucos, que serão os responsáveis pelo grande sucesso de sua carteira.

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Categoria: Ações, Educação financeira

Sobre o Autor ()

Fábio Portela é investidor desde 2006 e disponibiliza neste site seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, seja com sua experiência, seja por meio das leituras que fez ao longo dos anos. O autor é mestre em Direito Constitucional e em Filosofia pela UnB, e atualmente cursa doutorado em Direito Constitucional na mesma instituição.

Comentários (38)

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  1. Alcimar disse:

    Se verificar no livro “OS AXIOMAS DE ZURIQUE” verá uma parte sobre sorte, aonde mostra que muitas pessoas perdem dinheiro porque acreditam que são as mais sortudas do mundo. Apesar de eu não seguir isso, pelo meu investimento ainda ser pequeno, concordo com sua ideia, não temos bola de cristal e muitos como nós, não tem tempo e conhecimento necessário para se cercar de toda certeza necessária a ponto de confiar totalmente em nossos lances.

  2. Nélio disse:

    EXCELENTE post. Quando terminei uma pós-graduação eu li uma frase do Millôr que eu achei ótima: “Especialista é aquele que só não é ignorante em um assunto.”

    Quanto à “sorte” que esperamos ter quando fazemos certas apostas, imagine um concurso de cara ou coroa, em que, por óbvio, cada participante tem 50% de chances de sair vencedor em cada rodada. Se forem 1024 participantes, o vencedor terá ganho o cara ou coroa DEZ VEZES CONSECUTIVAS, e ainda assim isso não terá significado NADA para a sua “sorte pessoal”.

    Tangenciando um pouco o assunto do post, Fábio, o que você achou do ECOO11? Digo, nem tanto pela proposta, até porque pessoalmente não acredito que o planeta esteja em risco pelas emissões de CO2, mas sim pela composição do fundo, que me pareceu MUITO interessante…

    • Fábio Portela disse:

      Obrigado pelo elogio, Nélio!
      Quanto ao ECOO11, a carteira é bem interessante mesmo: Ambev, Natura, Itaú… boas empresas. Apesar disso, tem umas bombas, como Marfrig (pelo menos era até a última vez que estudei). Só não entendi por que investem na OGX, empresa de petróleo (deve ser porque, não produzindo quase nada, polui muito pouco).

      • Alcimar disse:

        O esquema da OGX é como um jogo de loteria que você tem chance de ganhar um bom dinheiro, se tiver sorte. Estão vendendo papéis com nome de petróleo! Como percebi ultimamente, realmente a propaganda é a alma do negócio!

      • Nélio disse:

        Fábio, e sobre o UTIP11 e sua composição (Cesp, Comgas, Cemig, Coelce, CPFL, Copel, Copasa, Eletrobras, Eletropaulo, Energias BR, Equatorial, AES Tietê, Light S/A, MPX Energia, Sabesp, Tractebel e Transmissão Paulista)?

      • dimarcinho disse:

        Empresas de Petróleo no ECOO11 é piada, seja OGX, Petrobras, Shell, Manguinhos, etc.

  3. gustavo disse:

    20 ações nem é tão diversificado assim.

    Peter Lynch tem 1400.

    Temos que diversificar sim!

    O Buffet não é um investidor como nós, o trabalho dele é comprar grandes fatias de empresa para administrá-las; se ele tivesse muitas empresas diferentes, ele não teria como se dedicar a todas.

    Nós, minoritários, que estamos usando ações para formar patrimônio, usamos apenas os balanços e não temos como interferir no resultado de uma empresa.

    O Buffett é considerado um grande investidor, mas não é. Ele é um excepcional administrador e isso é muito diferente.

    Nós, pequenos, não podemos agir ou basear nossos investimentos no que os grandes fazem.

    O que podemos usar do Buffet ou Peter Lynch é a forma como analisam as empresas e mesmo assim, sem levar tudo ao pé da letra.

    • Alcimar disse:

      Na verdade Buffet não é só um investidor, ele também é corretor,sua fortuna se deve em grande parte aos ganhos de administração de sua empresa de investimentos a “BERKSHIRE HATHAWAY INC.”. E nessa empresa ele possue ações de varias outras empresas o que mostra uma diversificação, além do mais se a administração das emrpesas está ruim a culpa é só dele e de seus funcionários, não é como nós que temos que ter “sorte” de que os administradores das empresas em que temos ações sejam bons.
      Além do mais ele sabe se houver algum problema na empresa bem antes, enquanto nós pequenos investidores sabemos só depois que já perdemos dinheiro.

      • Adert disse:

        Pra um cara que adminitra bilhões, ele não diversifica.
        WB é investidor. Não fale besteira. Ele não é corretor. Já foi bem antigamente, mas não é mais porque odiava isso.

  4. Valdir disse:

    Bacana o texto, você tem papeis de quantas empresas diferentes?

    Abraço,

  5. Flavio disse:

    Apesar de concordar com a forma do WB analisar uma empresa, tenho consciência de que não sou como ele nem posso fazer as coisas que ele faz. Quando o Buffet está interessado em uma determinada empresa, ele convida o CEO para almoçar. Eu não consigo fazer isso, tenho que me contentar com os demonstrativos contábeis.

    Já cheguei a analisar investimento em empresas usando as técnicas do Buffet, mas é uma atividade que demanda tempo e estudo. O Buffet faz só isso o dia inteiro, o ano todo, mas eu trabalho de manhã e de tarde e preciso exercer meu papel de marido e pai à noite e nos finais de semana.

    O que faço: PIB11 e SMAL11. Diversificação, index investing, baixa taxa de administração e aportes periódicos. Na renda fixa, Tesouro Direto. Tenho investimento em algumas ações individuais (Natura, Vale, Randon, Itaúsa e Usiminas), mas estou estudando diminuir esse grupo para umas 2 empresas somente e usar os recursos que sobrarem para comprar mais PIB11 e SMAL11.

  6. Vanessa disse:

    MELHOR POST DO SITE DE TODOS OS TEMPOS.

    Parabéns, Fabio. Tem muita gente na Net que se acha o Buffet, o grande gerador de alpha. Aliás, muitos anônimos de blog os quais na primeira grande queda como esta irão parar de escrever. Você, dessa forma, vai continuar a escrever por muito mais tempo, admitindo fraquezas e na tentativa de identificar os próprios erros. Parabéns!

    • Fábio Portela disse:

      Obrigado, Vanessa! Sei que és uma crítica de várias das minhas postagens, mas sei que sua atitude é sempre séria. Ter seu reconhecimento é algo importante aqui no blog.

      Abraços,
      Fábio

  7. capivarao disse:

    Parabéns Fábio,
    A bolsa tá cheia de boas oportunidades, não tem porque ter apenas algumas. Minha meta é não deixar que um ativo tenha mais de 3% da carteira. Não vejo nada de mais nisso, além do mais, balanços não trazem toda a verdade sobre uma empresa, não dá pra saber as maracutais e conluios e maquiagens por trás dos negócios, então, como não somos WB, melhor assumir que podemos estar errados e diversificar…

  8. Douglas Schlabitz disse:

    Fábio, parabéns por mais um grande post!
    Um dos melhores artigos que já li sobre o tema “diversificação de carteira” e finanças/investimentos de um modo geral.
    Assumo também minha ignorância e, assim procuro a diversificação. Quem diria, se todos nós tivéssemos a mente do Buffett…

    Abraço,
    Douglas.

  9. Minha cara quando eu estou all in ao ler este post..

  10. Comecei com ETF e a maioria das razões que vc citou bate também com minha razão de agora escolher as ações.

    Atualmente só compro as defensivas e FIIs.

    Minha carteira até o mês passado foi essa:

    http://investidordefensivo.blogspot.com.br/2012/05/atualizacao-mensal-abril-de-2012.html

    Minha meta é ficar entre 10 a 30 ativos, aconselhado por Benjamin Graham. Devo chegar nos 30.

  11. investindoalp disse:

    Legal, Fábio. Para investirmos bem é necessário admitir a própria ignorância no assunto, ter disciplina para fazer aportes mensais, diversificar (mas não muito) e sangue-frio quando da queda. Ótimo post. Parabéns!

    Abraços e $uce$$o em seus investimentos.

  12. Além do fato de que nunca teremos toda a informação necessária para comprar um papel, os fatos da economia podem afetar o valor da empresa e você só ler a notícia depois que os investidores com as melhores informações já realizaram seus lucros, então vai ter que manter o papel com perdas. Diversificando, o resultado total da carteira reduz a força da perda em um caso como esse, deixando seus resultados positivos mesmo se um ou outro papel tenha caído. Você concorda Fábio?

  13. Guimarães disse:

    Boa noite Fábio, considere o ouro como a parcela mais importante para sua diversificação. Peter Schiff recomenda 10 a 30% do portfolio apenas em ouro físico.

    Na BM&F temos o privilégio de comprar tal ativo pelo código OZ1D.

    Veja o dia de hoje, IBOV – 3,31% e o ouro SUBIU +2,32%. A crise pode ser intensa e ouro é o ativo mais seguro para hedgear frente a atual conjuntura macroeconômica.

    []s

    • capivarao disse:

      Concordo em parte com vc,
      o ouro é um ótimo ativo e serve como proteção de patrimônio,
      mas ele não trabalha, não produz, não gera renda, ele não é um bom soldado para trabalhar para você. Precisamos botar o dinheiro pra trabalhar pra nós

      • Guimarães disse:

        Amigo, se interessar, leia o meu blog e poderá compreender que esse reducionismo analítico pode lhe ofuscar.

        Ouro fechou hoje em 104 reais o grama, alta de 3%. O upside é astronômico.

        Compare o gráfico do ativo OZ1D da BM&F com a sua carteira e poderá perceber a força do ouro.

        []s

  14. dimarcinho disse:

    Fábio,

    mto bom post!

    Só discordo em uma coisa com vc: no seu exercício mental, vc esqueceu de levar em conta que sua carteira é revisada de acordo com os resultados das mesmas e as empresas que vc citou não vieram nada bem das pernas de 2008 pra cá!

    Mas sou a favor da DIVERSIFICAÇÃO. Não do tipo algumas estratégias do tipo qto mais ativos melhor, mas apenas por questão para diminuir o risco de cada setor…

    []s!

  15. Excelente postagem Fábio!
    Pena que são poucos os investidores que encaram a realidade que citou em seu texto, diversificar é a proteção contra a ignorância pois somos frutos de um país que não estimula o investimento principalmente em renda variável e que abomina guardar dinheiro em vez de torrar tudo.
    Diversifico pelo mesmo motivo que o seu, mas no meu caso ainda tenho fundos imobiliários e renda fixa em títulos, ações apenas posição em ETF’s.

    Continue com essa disciplina e sucesso!

    Abraços

  16. Leandro disse:

    Perfeito.

    Acredito que a disponibilidade de profissionais do mercado facilita e muito a escolha de bons ativos e que o sistema realmente força gestores a performarem em bases anuais além de se posicionarem indevidamente em virtude da legislação.

    Em 2008 diversos clubes de investimento fecharam diante da crise.A pergunta é: Aonde esta a aplicação da regra do 70/30?
    Resposta: A lei não permite…

    Eu estou estudando para um dia poder me dedicar somente a isso e espero ter uma carteira minimamente diversificada no futuro,mas enquanto isso visto a camisa da humildade assim como nosso amigo aqui!Grande exemplo!

    Abraços!

  17. Leandro disse:

    Perfeito.

    Acredito que a disponibilidade de profissionais do mercado facilita e muito a escolha de bons ativos e que o sistema realmente força gestores a performarem em bases anuais além de se posicionarem indevidamente em virtude da legislação.

    Em 2008 diversos clubes de investimento fecharam diante da crise.A pergunta é: Aonde esta a aplicação da regra do 70/30?
    Resposta: A lei não permite…

    Eu estou estudando para um dia poder me dedicar somente a isso e espero ter uma carteira minimamente diversificada no futuro,mas enquanto isso visto a camisa da humildade assim como nosso amigo aqui!Grande exemplo!

    Abraços!

  18. fox disse:

    Gerdau, Usiminas e CSN não “afundaram” completamente ainda, pois 2008-2012 é um período muito curto. Talvez seja só uma baixa no ciclo…
    Acho que a questão principal é o círculo de competência, e não a quantidade de empresas.

  19. Tiago Ourives disse:

    Ótimo post Fábio. Diversifico minha carteira em 8 ações, de 5 setores diferentes da economia.O corretor sempre diz que é melhor diminuir o número de empresas, mas creio que ele quer que eu gaste com corretagem,hehe.

  20. Bruno Pessoa disse:

    Muito bom texto, venho batendo nessa tecla faz tempo.
    É preciso ler muito e filtrar o que cada escritor / investidor de sucesso diz para moldar seu perfil como investidor de acordo com as suas particularidades.

  21. Post adicionado ao caderno de anotações da Laurinha :)

  22. Fábio, tudo bem?

    Excelente post! Diversificação é um dos fatores mais importantes para obter bons resultados dos investimentos.

    De acordo com o perfil de risco de cada investidor, é necessário primeiramente diversificar os mercados (renda fixa, renda variável, imóveis, etc). O segundo passo também importantíssimo é ter uma carteira diversificada em cada um destes mercados. Assim, o risco geral da carteira fica bastante diluída, o que dá tranquilidade para o investidor seguir suas estratégias a disciplina necessária.

    Ah tempo, sou novo no mundo dos blogs… se pouder incluir meu link na sua blogs recomendados eu agradeço muito… o link é investidorderisco.blogspot.com.br.
    Já incluí o seu link na minha lista…

    Abraço.

  23. Jean Jacques disse:

    Sobre a questão do tempo; você tem 22 empresas em seu portfólio, o tempo que gastou analisando 22 empresas, não poderia ser melhor aproveitado analisando 10 e assim ganhando tempo e sem abrir mão da segurança ?

    • Fábio Portela disse:

      Jean,

      E se eu estiver errado na análise das 10 e, por mais que as estude bem, acabar ignorando algum aspecto? Ainda assim, ganho mais diversificando. Aliás, a própria Berkshire tem ações de mais de 20 empresas…

      Abraços,
      Fábio

  24. Investidor de risco disse:

    Na minha visão há 3 pontos sobre a diversificação que não podem deixar de ser analisadas.

    1 – Diversificar os tipos de investimentos (ações, imóveis, renda fixa, etc)
    2 – Diversificar a carteira em cada tipo de investimento
    3 – Avaliar o tamanho da posição em cada operação, não expondo mais do que X% da carteira do tipo de investimento referente a operação e nem mais do que Y% da carteira global (todos os tipos de investimentos somados).

    Isto diminui significativamente o risco da carteira e o risco de cada operação, possibilitando que o investidor tenha mais tranquilidade para analisar e decidir de forma racional e disciplinada.

    Quanto colocar em cada tipo de investimento e qual deve ser os máximos X% e Y%, é outro assunto e vai de acordo com o perfil do investidor e com o perfil da carteira.

    http://investidorderisco.blogspot.com.br

  25. business disse:

    Pessoal, antecipadamente, obrigado pela sua atenção. O caso é o seguinte, tenho R$450.000 para investir com a finalidade de conseguir renda e andei pensando nos últimos dias, a investir esse dinheiro em ações que tenham 2 características: – Consistência no pagamento de dividendos acima da taxa Selic (10% pra cima de dividend Yeld) – Estabilidade quanto às oscilações na bolsa, comparando-se ao Ibovespa. Penso que se conseguir isso, tenha uma renda de R$45000 ao ano de dividendos, fora a valorização da ação, mas o que pretendo é num futuro próximo ter renda ao ano de no mínimo R$60000 de dividendos. Agora, quais ações devem compor a carteira na opinião de vocês? Penso que do setor elétrico como Eletropaulo( essa é quase certa) e telecomunicações não?

Escreva sua resposta.


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