A bolha criada pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”
Que o programa “Minha Casa, Minha Vida” tem vários problemas, os leitores do blog já sabiam. Há várias fraudes no programa, sendo que a principal diz respeito a construtoras sem escrúpulos que propagandeiam que suas unidades podem ser vendidas pelo programa quando não satisfazem os critérios estabelecidos pela Caixa Econômica. Mas, como também já salientamos, o principal problema é que o programa tem gerado uma bolha imobiliária no setor de imóveis de menor custo, o que, no longo prazo, pode até inviabilizar o próprio programa. Agora, os empresários do setor desejam que o governo aumente ainda mais os limites de preço do programa. Obviamente, se isso acontecer, os preços desses imóveis terão espaço para altas ainda maiores. Isso não pode dar certo…
Segue matéria do Estado de São Paulo sobre a questão. Os destaques negritados foram marcados por mim:
Título e fonte originais: “Minha Casa” está inviável, alertam empresários
Autor: Lu Aiko Otta, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA – O programa Minha Casa Minha Vida praticamente não existiu em 2011 para as famílias de baixa renda e seguirá o mesmo destino em 2012 se o governo não elevar os valores das unidades atendidas. A avaliação é do empresário Eduardo Aroeira Almeida, sócio-diretor da Apex Engenharia, que atua no segmento popular no Distrito Federal. “Acho que essa é a avaliação geral, pelo que tenho conversado com empresários de outros Estados.”
Para empresários da construção civil, a alta dos preços dos imóveis, associada ao aumento das exigências como adequações para idosos e deficientes físicos inviabiliza a construção de unidades. Paradoxalmente, segundo Almeida, o próprio lançamento do Minha Casa Minha Vida provocou a especulação imobiliária. “Apartamento que eu vendia por R$ 90 mil no início hoje está por R$ 170 mil.” O preço médio da moradia destinada a esse público subiu de R$ 42 mil para R$ 55,2 mil. Nos municípios da região metropolitana do Estado de São Paulo e Distrito Federal, o limite é de R$ 65 mil.
No caso da capital federal, em particular, o preço dos terrenos é tão elevado que não foi construída nenhuma unidade destinada às famílias com renda de até três salários mínimos. “O Distrito Federal é limitado na oferta de terrenos, pois há grande dificuldade na legalização de terras”, explica o vice-presidente do Sinduscon-DF, Paulo Muniz.
Um microempresário que não quis ser identificado conta que construiu três unidades na periferia de Formosa, já fora dos limites do DF, em Goiás, com o intuito de vendê-las por meio do programa. Não teve sucesso porque a rua não era asfaltada, como exige a Caixa Econômica Federal. Depois disso, desistiu da carreira de empreiteiro. “Hoje, um lote em área não muito boa aqui em Formosa não sai por menos de R$ 80 mil, então não dá para enquadrar“, explica.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, concorda que construir para o Minha Casa Minha Vida tornou-se inviável em alguns locais. “Mas depende da região”, diz. “Em algumas cidades, os limites do Minha Casa Minha Vida são suficientes.” Ele informa que o aumento do valor das unidades está em discussão com o Ministério das Cidades, responsável pelo programa.
“Mas não dá para ficar 100% em cima do governo federal”, defende. “Os Estados e as prefeituras têm de entrar.” Isso já ocorreu em São Paulo, onde o governador Geraldo Alckmin e a presidente Dilma Rousseff assinaram este mês um convênio no valor de R$ 8 bilhões para construir em parceria 97 mil casas e apartamentos para famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil.
O governo paulista vai doar R$ 20 mil por unidade, em adição aos R$ 65 mil alocados pela União, de forma a viabilizar a construção dessas habitações. Segundo Simão, processo semelhante ocorre em Belo Horizonte (MG), onde a prefeitura vai entrar com os terrenos.
A secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, informa que não há, no momento, discussão para novo reajuste no preço de imóvel ou redução de tributo para a indústria da construção. “Não dá para o valor final mudar sempre. O município pode estabelecer zonas especiais para assegurar um melhor preço do terreno e as empresas melhorarem o processo industrial para ganharem eficiência”, frisa.
Crescimento. Em meados do ano, Dilma poderá elevar a meta de construção do Minha Casa Minha Vida, dos atuais 2 milhões de unidades para 2,6 milhões até o fim de 2014. O programa é uma das principais apostas para manter a economia aquecida em ano de crise internacional. A presidente quer uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 4% e 5%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta 3% e o mercado financeiro estima 3,27%. “Neste ano, o programa será um dos grandes instrumentos para aumento do investimento e para geração de empregos”, diz Inês Magalhães.
É justamente por causa da importância do programa para a estratégia de crescimento econômico que o empresário Almeida acredita em um reajuste nos valores das habitações. “Eles contam com a construção civil para atravessar a crise, mas para isso o Ministério das Cidades vai ter de ser mais ousado na definição das faixas”, aposta. “Se ficar como está, o Minha Casa Minha Vida vai parar no DF.” (Colaborou Edna Simão)
Arquivado em: Imóveis





Pontual como sempre, Fábio. Obrigado pela referência pessoal no artigo ;-)
Prof. Jonas, essas bolhas, onde isso vai parar?
Bondia Auf,
Aonde essa bolha no setor imobiliário vai parar?
Bem, eu costumo ser bom no acerto de previsões. Aliás, esse meu dom de prever com precisão certos eventos futuros tem me causado muitos mais constrangedores problemas, do que exatamente o reconhecimento desse meu inato talento…
Mas já que vc insiste, mais uma vez, reprimirei o meu bom senso mais os conselhos de alguns amigos mais chegados e te direi aonde essa bolha do setor imobiliário vai parar:
Essa bolha do setor imobiliário vai atropelar em cheio a bolsa de valores. Serão os ativos listados em bolsa que irão pagar essa conta! Assim que ela estourar (e será em breve…) a necessidade imediata de liquidez de diversos agentes direta e indiretamente envolvidos nessa bolha irá arrastar de roldão milhares e milhares de pequenos investidores transformando em quase pó o valor de seus ativos comprados em bolsa.
Quem viver, verá e depois não digam que eu não avisei.
Abraços do Jonas
O que vc sugeri então Jonas?
Vendo toda minha carteira agora e gasto todo o dinheiro comprando coisas supérfuas.
ou invisto em tijolo? então?
Wag,
Desculpe-me a incompreensão: mas o que são “coisas supérfuas”?
Abraços do Jonas
PS – “o que vc SUGERI”…. também me deixou intrigado.
Tranquilo Jonas… coisas superfluas a que me referi é tudo aquilo que não preciso ter no momento.
Gerando assim uma sobra de capital que posso investir para possuir mais no futuro.(não é garantido)mas se gastasse tudo que ganho agora a chance ja é 0.
¨o que vc sugeri¨ é em relação ¨ profecia¨ que relatou.
Se possuo ativos em bolsa oque devo fazer agora antes da profecia se cumprir.( vender tudo)
Não seria a primeira e nem última vez que isso aconteceria.
vejo como oportunidade nesse caso(comprar mais ativos a preços melhores.
sucesso wag
“Ah, esses pobres que insistem em ter casa própria…”
Faltou só essa frase como corolário da matéria do Estadão (acriticamente reproduzida pelo “espetador” Fábio). Mas é assim mesmo, quando vem o governo e viabiliza o acesso dessa “gentalha” à casa própria bancando descontos generosos na aquisição dos imóveis, o acusam de criar bolha, que nada mais é do que pessoas (naturais e jurídicas) que viram aí a possibilidade de LUCRAR inflacionando os preços dos imóveis. Até aí, qual a novidade?
E qual a solução proposta? INTERVENÇÃO ESTATAL, lógico, aumentando os limites dos valor dos imóveis! Que livre mercado que nada, rapaz! Defendê-lo só vale quando reclamamos dos impostos!
Então tá combinado: não basta o governo dar descontos às pessoas que pretendem adquirir a tão-sonhada casa própria, tem que financiar até o limite que os construtores acham adequado, e se possível desonerando-os ainda de alguns impostos.
Mas pensando melhor, é tudo culpa da Caixa, esse banco estatal, que, pra aceitar financiar empreendimentos pra essa “gentinha”, faz exigências ABSURDAS como instalações de água e luz, ruas asfaltadas e adaptações para portadores de deficiências! ABSURDO, LOUCURA, NEGAÇÃO DO CAPITALISMO, INTERFERÊNCIA ESTATAL! oh, wait…
Fábio, você, como eu, deve ter feito Leitura e Produção de Textos na época da graduação, na UnB. Talvez até você tenha lido “O Senso Crítico”, como eu o fiz. Estou relendo-o, e sugiro que você faça o mesmo. Aqui você encontra pra comprar: http://www.submarino.com.br/produto/1/21432037/senso+critico+do+dia-a-dia+as+ciencias+humanas.
Abraços,
Nélio
Nélio,
Concordo que é necessário pensar em alguma solução para o problema da habitação popular. Minha crítica não é elitista.
Só não sei mesmo se programas como o MCMV alcançam esse objetivo. Na verdade, acho que fazem o contrário – ajudam por um tempo, mas depois os preços sobem tanto por causa do fácil acesso ao crédito que fica inviável comprar uma unidade. Conheço algumas pessoas que deveriam fazer parte do programa, mas já não têm dinheiro para ter acesso a ele, em razão da subida dos preços.
Tanto é assim que o programa ainda não decolou como o governo gostaria.
Nélio, meu caro, voce me poupou tempo e neuronio. Eu estava aqui me preparando pra escrever um longo email, mas voce tirou as palavras da minha boca, digo, do meu teclado. rsrsrssr Obrigado !!!
Fabio, como vc sabe, sou assinante do blog, mas tenho que confessar que vc assumiu uma postura equivocada diante do programa “Minha casa, minha vida”. Eu recomendo fortemente a leitura de outras fontes de informacao, alem da Veja, Estadao, Folha e quetais. Eu garanto a vc que sua visao, se nao mudar, pelo menos irah ser enriquecida com opinioes diferentes daquelas do senso comum.
Abraco !!!
Glauber,
Então é mentira da Veja e do Estadão que os preços desses imóveis estejam disparando? E que o governo tenha aumentado o limite de preços em resposta?
Ilumine-me!
Se leu, não deve ter entendido o livro. O artigo do Fábio Portela é bem mais simples e, aparentemente, o Nélio não compreendeu a mensagem. Ele apenas frisou que um dos motivos da bolha é o MCMV. Os empresários tem sua parcela de culpa mas, que setor produtivo, não visa o lucro? Vide o caso dos preços exorbitantes dos automóveis no Brasil.
Glauber, o que você sugere? Tijolaço, Conversa Afiada, Carta Capital, Luis Nassif?
Deixe-me “iluminá-lo”, Fábio.
O problema está em “o programa tem gerado uma bolha imobiliária no setor de imóveis de menor custo, o que, no longo prazo, pode até inviabilizar o próprio programa”. Essa afirmação é completamente desprovida de sentido. Vejamos: o programa tem gerado uma bolha tão significativa quanto qualquer distorção PONTUAL e LOCALIZADA gera. Da mesmíssima maneira que os materiais escolares têm seus preços inflados em janeiro, por exemplo. Ou seja, é um movimento NATURAL de um mercado que se viu aquecido, e para o qual, se observarmos a garantia CONSTITUCIONAL da livre iniciativa e a liberdade individual e as “leis de mercado”, NÃO HÁ SOLUÇÃO.
Se você acha que há, “ilumine-nos”, por favor! Só não empurre a conta na viúva, afinal, não precisamos que o governo intervenha nas forças do mercado, não é mesmo?
Quanto à suposta “bolha” inviabilizar o programa, não se pode depreender da leitura que o problema ocorra em todo o território nacional. Aliás, muito pelo contrário. Extrapolar o raciocínio para todo o país é desonestidade intelectual, é ofender a inteligência do leitor.
OBVIAMENTE que nem cova no cemitério se conseguirá em Brasília que atenda ao limite do financiamento. Você esperava o quê? Em São Paulo, idem. Estamos falando de duas cidades desenvolvidas, com alta demanda por imóveis. E o objetivo do programa não é e nunca foi garantir moradia para a população de baixa renda em áreas nobres das cidades…
Como, diante disso, o programa poderia ser inviabilizado? Você REALMENTE acha que qualquer empreendimento do Brasil INTEIRO pode ficar acima do teto do financiamento?
Novamente: quer espetar, espete. Mas tenha um mínimo de SENSO CRÍTICO ao fazê-lo…
A solução, então, é esperar a bolha estourar em determinadas localidades, segundo suas premissas.
O que eu acho que deveria ser feito? O governo deveria sinalizar que NÃO aumentará os limites do programa. Ou apenas aumentaria de acordo com a inflação, medida por algum índice oficial. É a mesma coisa que eu acho que a CEF deveria fazer com o limite de R$ 500.000: aumentá-lo só vai gerar mais inflação no mercado. É importante que o governo, se quer realmente quer diminuir o déficit habitacional na população de baixa renda, regule e fiscalize de maneira eficaz o limite máximo dos financiamentos. Com isso, tanto os preços dos terrenos quanto o dos imóveis subiriam de maneira razoável, e não ao bel prazer do mercado, forçando o aumento dos limites governamentais. O que está acontecendo em várias regiões do país – já ouvi casos semelhantes, além de Brasília, no Maranhão, no Piauí, em São Paulo e no Paraná – é que os empresários estão forçando a barra para cima, assumindo que o governo aumentará os limites. Não acho sensato deixar nossa população mais pobre e o dinheiro público que é injetado nesse programa refém dessa mentalidade: é preciso sinalizar que o limite é esse, e ponto final.
O problema é que o governo quer acabar com o déficit habitacional em 3, 4 anos, e acaba se sujeitando a ser refém do setor. Desequilíbrio total das forças de mercado, e a conta vai sobrar para os mais pobres, como sempre. Conheço algumas pessoas que realmente precisariam do programa e não têm o menor acesso a ele, por conta da situação que já foi gerada.
Fábio, iluminá-lo é tarefa difícil. Eu acredito em luz própria, e basta procurar que você encontrará a sua.
De todo modo, creio que fontes de informação e fraldas devem ser mudados frequentemente, e pela mesma razão.
Então me diga em que fonte de informação eu poderia ler as maravilhas do MCMV, Glauber!
Fábio, bom dia!
Sabe como o governo “sinaliza que NÃO aumentará os limites do programa”? Assim:
“A secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, informa que não há, no momento, discussão para novo reajuste no preço de imóvel ou redução de tributo para a indústria da construção. ‘Não dá para o valor final mudar sempre. O município pode estabelecer zonas especiais para assegurar um melhor preço do terreno e as empresas melhorarem o processo industrial para ganharem eficiência’, frisa.”
Está NO PRÓPRIO ARTIGO!
Ano passado disseram a mesma coisa e depois aumentaram…
Você me lembrou o Ricardo Boechat hoje, na Band News. Depois de veiculada a notícia de que consumidores que compraram apartamentos de algumas construtoras não estavam recebendo seus imóveis, ele me solta esta: “MINHA GENTE, o que o Governo Federal está fazendo quanto a isso? NADA!”.
Aí eu virei pra minha esposa e disse: “Já imaginou, bebê, se você compra um apartamento, não te entregam e aí o Governo Federal edita uma Medida Provisória com o seguinte teor: ‘entregue-se o imóvel tal a Fulana de Tal’? Seria fácil demais, não é?”.
Então, Fábio, incorpore o “justiceiro” Boechat e sugira: o que deve o Governo Federal fazer? Baixar uma MP dizendo “ficam os donos de lotes da periferia proibidos de pedir mais pelos seus bens enquanto existir o programa Minha Casa Minha Vida”?
Que ele adote uma postura firme quanto aos financiamentos. O que não dá é ficar cedendo, como no ano passado. Só peço isso.
as construtoras sempre irão pressionar para aumentar os valores. Isso tá me cheirando ao velho : deixa vê se cola.
Espero q o governo não caia nessa!
Nélio,
Excelente análise!!!
Concordo com o Nélio!
E eu pensando que o único aqui que tinha a pachorra de ficar escrevendo comentários com mais de 1.000 caracteres fosse só o Jonas…. Ledo engano, rs
Alías por falar nisso, discordo de forma veemente acerca das previsões do Jonas!
O que vc achou dessas previsões, Fábio?
Discordo em parte. Acredito que as grandes prejudicadas com a bolha à brasileira serão as construtoras. Pelo modo como o SFH funciona, não creio que os bancos sofrerão – talvez, em parte, com a quebra das construtoras que pegaram financiamento bancário para suas atividades. Mas mesmo assim não acho que eles sofrerão tanto quanto o Jonas espera. Os financiamentos pelo SFH não são problemáticos, até porque as regras são razoáveis. Me preocupa mais o financiamento que algumas construtoras estão oferecendo – parcelas pequenas e chaves grandes, impossíveis de serem pagas.
O Jonas está se garantindo além da conta no seu vasto conhecimento e experiência do mercado e deve estar fortemente vendido em futuros! Só pode….
Vamos aguardar os acontecimentos e obrigado pela sua análise clara e suscinta acerca das previsões jônicas, Fábio!
Nélio,
Existe algum portal ou blog onde eu possa consultar sua produção blográfica, suas opiniões etc enfim gostaria de aprender com sua experiência
Fábio,
Poderia se aprofundar em quais seriam as outras falhas do programa, além da principal?
O que acha de consolidarmos uma carta com todos essas pontos e encaminharmos para Brasilia? É uma idéia…
“Auf”,
Eu não possuo blog, logo, não tenho “produção blográfica”, e não tenho a pretensão de ensinar nada a ninguém, afinal, “quem sabe, faz, quem não sabe, ensina”.
“Esses são os meus princípios! Se você não gostar deles, eu tenho outros!” (Groucho Marx)
Como eu ensino… hehehe
Fábio, você FAZ, antes de tudo.
Mas o Ministro das Cidades não está caindo ? Como ele poderia fazer algo de muito competente?
Fábio FAZ, não há dúvidas. E digo mais, além dele FAZER, o que ele faz viabiliza a nossa liberdade de expressão. Esse espaço é fantástico, o Fábio tá de parabéns, assim como o Jonas, o Ronnie, o Lopes, o Nélio e eu! Estamos todos de parabéns!!!
Rapaz, eu só restrinjo a expressão nesse espaço de quem tenta ofender os outros. De resto, que os leitores se digladiem (entre si e comigo) educadamente defendendo suas ideias!
Aufredo,
O problema desse lance de sair distribuindo homenagens a quem merece é que às vezes nos esquecemos de algumas pessoas importantes e aí cria-se um certo mal-estar.
Vc acabou se esquecendo de elogiar o Dimarcinho, o Leo e a mim também, é claro!
Abs
Peço licença para discordar de você, Fábio!
Teve um comentário meu, no qual eu expressava a minha preferência pela caderneta de poupança acima do tesouro direto e do CDB que vc não só não o liberou, como também, limou os meus comentários anteriores já publicados sobre o tema.
Fiquei magoado, é claro.
Mas depois me lembrei que às vezes quando estou muito chateado, confesso, que me pego dando uns tiros de sal em uns viralatas de rua que cismam de pular a cerca do meu quintal pra fazerem cocô aqui no meu jardim. Eles não tem culpa…. afinal de contas são animais irracionais!
Grande abraço e obrigado pela compreensão!
Ronnie,
Aquele dia eu estava chateado. :)
Prometo que não se repetirá.
Obrigado, e mais outro grande abraço!
Vc é o cara!
Pessoal, vamos focar as discussões em torno do tema do dia eleito pelo Fábio, ao invés de futilidades como política, etc. O Fábio diz o tema que ele vai consagrar no dia seguinte, a gente pesquisa em casa e vem debater os desdobramentos, aprofundar, etc. Sem dúvida nenhuma esse Portal se destaca dos outros meros blogs pelo auto nível, tanto do autor como dos leitores, nós só precisamos canalizar tudo isso
Fábio, seu comentário logo após o comentário do Nélio foi muito mais esclarecedor que o próprio artigo. O grande chamariz que me faz visitar este blog é o debate de idéias, e foi o que senti falta no artigo. Se é só para reproduzir alguma matéria, basta apresentar um link (como já vi em outros artigos).
Mas se você tiver um tempo para colocar uma opnião, uma idéia sua, isso vale e esclarece muito mais qual o ponto em discussão. Concordo que é complicado e delicado deixar o MCMV se subordinar e se sujeitar às regras (ou vontade) do mercado. Um programa social com esse objetivo e desse porte deveria impor suas regras ao mercado, caso contrário vira uma barca furada e pior, pode arrastar o mercado com ele, tanto para cima quanto para baixo, pois torna-se indutor e potencializa o ‘efeito manada’.
Abraços!
Samuel,
Às vezes eu apenas posto o artigo porque acho que é interessante para os leitores, mas não tenho tempo de comentar na hora. O engraçado é que esses artigos às vezes têm mais debate do que outros nos quais me esmero muito pra fazer. Outro dia mesmo escrevi um artigo comparando o histórico de bull e bear market no Brasil e nos EUA e quase ninguém comentou… e esse aqui já vai pra mais de 30 comentários em um dia! hehehe
é porque este “ataca” o governo
fanatismo PTista, voce vê por aqui
Eu não devia alimentar os trolls, especialmente um, que, até onde me lembro, JAMAIS postou um comentário construtivo sequer, mas vamos lá.
Minha discordância do conteúdo do post foi fundamentada na PREMISSA, que pra mim está errada. Independentemente do governo que implementou o MCMV, a suposta bolha não se sustenta em argumentos robustos.
Fosse o blog sobre política, provavelmente você leria comentários meus apoiando INTEGRALMENTE a desocupação do Pinheirinho, a ação da PM no show da Rita Lee etc.
Em vez de trollar, por que você não REBATE os argumentos? Falta-lhe capacidade intelectual para tanto?
Fábio, hoje tem artigo?
Hoje não… só amanhã.
É complicado quando se trata de investimentos em imóveis…os valores geralmente não são baixos.
Prezado Fábio.
Na minha opinião não há como mais viver neste país pois tudo é muito caro. No meu blog eu revelo meu patrimônio e agruras de ser pobre e note como mesmo eu aportando alto não consigo ter qualidade de vida pois tudo é caro.
Apto pra mim? Acho que nunca terei.
ALiás adicionei você no meu blog roll pra te ajudar. Sou pequeno mas crescerei nas visitas espero beneficiá-lo.
http://vidaruimdepobre.blogspot.com
Você também está na minha blogroll… como uso uma blog roll rotativa, de vez em quando seu blog aparecerá. É muito bom!
Obrigado Fábio, conte comigo. Desde muito tempo leio o site.
Forte abraço!
Eu concordo com o Fábio.
O governo não pode ficar nas mãos das construtoras.
Não entendo como eles alegam não conseguir construir se já estão vendendo imóveis a preços MUITO superiores aos que vendiam a 2-3 anos atrás!
Não esqueçam da inflação inercial….
Outro dia, conversando com um conhecido, ele falou que tinha se dado bem, pois comprou um imóvel por 300mil e agora estava avaliado em 600mil. Então comentei: então aproveita e vende, ué!
“Mas se eu vender agora não consigo comprar outro”
Fiquei quieto.
Fábio, gostaria de sugerir seu nome para o programa Jo Soares, você teria disponibilidade?
Ué, rapaz… se o Jô topar, por que não?
jo soares mal consegue discutir a sua cultura inutil com seus convidados futeis. imagina discutir economia, bolsa de valores, etc… artista de TV nao serve pra isso, nao
Pelo menos mais gente fica sabendo do blog, ué! Vai que cola :)
por esse lado é uma boa mesmo!
Pobretão, tb sou seu fã!
Mas me tira uma dúvida: vc tb não é o gnomo de itapira que sempre comenta lá no blog do Valentim Terra?
Obrigado Ronnie, é um prazer.
Eu não sou esta pessoa pois o blog do Valentim conheci agora.
Forte abraço!
boa idéia, Aufredo!
Pra agilizar a coisa, procura direto o Paulinho Val (produtor do programa) pra botar o Fábio o mais rápido na pauta dos entrevistados do Jô!
Fala com ele em meu nome: “Ronnie da Monareta Tigrão” que era o meu nome de guerra dos tempos da nossa turminha da pesada lá em Paquetá!!!
abs
Glauber, o que você sugere? Tijolaço, Conversa Afiada, Carta Capital, Luis Nassif?[2]
bingo, Lopes!
chega a ser inacreditavel o ponto a que chega um petista para defender o governo. simplesmente “mude as fontes”! como se Veja, Folha, etc, fossem propositalmente contra o governo, ainda que diariamente façam propaganda pro-dilma/pro-lula.
quem sabe as unicas fontes serias e fidedignas sejam membros do PT, como a maioria dos editores das publicações que o Lopes sugeriu ironicamente?
Enquanto o brasileiro tiver como ideal de vida o “sonho da casa propria” a qualquer preço e nao fazer conta, o mercado imobiliario vai continuar assim, supervalorizado, pois a ignorancia financeira e o imediatismo do povo é o combustivel que alimenta o capitalismo selvagem e fazem poucos terem muito e muitos nao terem nada.
Olha, o resumo da situação é simples:
- Aumentou a oferta de crédito e tem comprador,
o preço aumenta.
(Mercado).
- Aumento constante ano a ano (como observado
recentemente) – construtoras mascaram E ACEITAM
os aumentos de custos, bem como compradores, pois
empurram no valor final.
- Não é só em SP e Brasília que existe dificuldade
pra se encontrar algo que se enquadre no programa.
Até porque, pra quem não sabe, a cidade de SP não
tem só gente de alta renda, tem bem bastante gente
em favelas, cortiços, submoradias que PRECISARIA
de imóveis baratos financiados.
(E duvido que Brasília também não tenha essa população
que precise destes imóveis também).
Resumo:
- Terreno com preços nas alturas (compradores se recusam
a vender mais barato), CUB subiu, mão-de-obra subiu, etc, etc, etc….
Meio difícil achar uma solução DE MERCADO simples.
O que se fazer?
Criar uma estatal pra construir casas/aptos populares?
Desapropriar terrenos a preço de banana pra construção?
Meio difícil….
É obvio que o Programa Minha Casa Minha vida criou uma bolha imobiliaria no Brasil. Gostaria que os senhores que discordam (serão construtores????) tentassem adquirir um imóvel hoje e comparassem os preços de um ano atrás. Enquanto o programa existir e não procurar medidas para tentar controlar o mercado isto vai acontecer, e pior, como atingiram valores irreais, a longo prazo sofrerão desvalorização.
O programa não foi criado para a classe operária e classe média, os financiamentos não cabem no orçamento, os valores de entrada invibializam a compra. Ele foi criado para as construtoras. Afinal, o governo no Brasil administra para atender a elite, não é mesmo?