Balanço final da carteira de investimentos: como foi o ano de 2011?
Fim de ano, é hora de fazer o balanço final da minha carteira de investimentos. 2011 foi um ano difícil para a bolsa de valores, e isso afetou o desempenho de minha carteira de ações. Mas a minha estratégia tem dado certo: como tem sido uma constante, a carteira bateu o iBovespa mais uma vez, no mês e no ano. O iBovespa, aliás, teve o seu terceiro pior ano desde 1995, apresentando uma queda de 18,11%. Mas vejamos como se saiu a minha carteira de investimentos no primeiro ano de publicação dos meus resultados mensais.
Ano foi bom para acumular ações na carteira
Assim como 2010, 2011 foi um ano muito bom para acumular ações. Se no ano passado o iBovespa andou de lado, e em 2011 acumulou uma queda expressiva, isso significa que os dois anos foram excelentes oportunidades para que um investidor diligente comprasse ações de empresas com vantagem competitiva durável a preços razoáveis. Evidentemente, há empresas relativamente caras, com P/L superior a 20; mas existem boas empresas a preços bastante razoáveis e P/L em torno de 5. Ao longo do ano, segui diligentemente a estratégia de formar preço médio com as ações de minha carteira. Algumas ações saíram (como Usiminas e CPFL, além da Inepar – que permaneço com menos de 1 lote porque para vendê-la, hoje, pagaria um valor percentual muito significativo em corretagem) da carteira e outras entraram. Nos últimos meses, comprei ações da Le Lis Blanc, Cemig e Eternit, que não começaram a carteira ao longo do ano. Outro elemento que influenciou a performance da carteira ao longo de 2011 foi a retirada de dinheiro da renda fixa que tive que efetuar, com o objetivo de reformar o apartamento onde resido. Isso alterou significativamente a composição de minha carteira, já que no início do ano cerca de 25% do meu capital estava investido em ações, estando os 75% restantes em renda fixa (títulos do Tesouro Direto). Agora, a proporção é praticamente a inversa: 70% em ações, 30% em renda fixa.
A carteira viu os primeiros impactos do lançamento coberto de opções
Pela primeira vez, efetuei o lançamento coberto de opções. Consegui um resultado importante – cerca de +2,18% em opções da Vale, +3,4% em opções do Itaú (mas fui exercido, talvez por inexperiência – e perdi uma alta importante de quase 13% das ações), e + 1,72% em opções da CSN. No caso do Itaú, considero que o risco foi calculado: de fato eu troquei um ganho seguro de 3,4% em um mês (o que considero fantástico) por um ganho incerto que posteriormente se concretizou (a subida na cotação). Foi um bom aprendizado. Depois do exercício, recomprei as ações que haviam sido vendidas para honrar o contrato. Como o objetivo do lançamento coberto de opções foi o de garantir um ganho extra relativamente seguro, considero ter sido bem sucedido em minha proposta.
Desempenho da carteira em dezembro
Segue a tabela com o cômputo do meu resultado no mês:

As únicas operações que realizei no mês foram a compra de ações do Itaú (em roxo para indicar que se deveu ao exercício) e a compra de títulos do Tesouro Direto (NTN-B Principal com vencimento em 2024). Ainda estou com o dinheiro das compras do mês reservado, já que estou estudando quais serão minhas próximas aquisições. No mês, as ações tiveram alta de 1,49%, ao passo que o Ibovespa apresentou queda de 0,21%. No ano, as ações tiveram uma pequena baixa, de -1,91%, contra -18,11% do Ibovespa. Ou seja, por mais um mês (e mais um ano) a carteira venceu o índice de ações. Em termos gerais, computando o resultado da renda fixa, o resultado foi ainda superior: +1,19% no mês (pouco abaixo das ações), mas no ano +2,70%. A meu ver, um resultado excepcional considerando as circunstâncias do ano e a concentração de investimentos em ações.
Entre as ações, a grande vencedora no ano entre as ações que compõem a carteira foi a Le Lis Blanc, com alta de 59,65% – mas ela só passou a compor a carteira há algumas semanas. A Cielo, que já compõe meu portifólio há mais tempo, teve boa rentabilidade também: 53,59%. Com expressivas rentabilidades, vieram em seguida Cemig (+48,64%), Eletropaulo (41,18%), Ambev (38,16%), Coelce (28%) e Eternit (18,69%). Isso sem computar os dividendos. Na ponta “perdedora”, lideram Inepar (-63,93%), Saraiva (-50,59%), CSN (-40,70%), Randon (-28,35%), Natura (-20,37%), Banco do Brasil (-19%) e Vale (-16,52%). Confira:

Feliz 2012!
Agora, que venha 2012! Acho que será um ano difícil, mas essa história de fazer previsões não é comigo. Prefiro seguir com a minha estratégia, que tem dado certo ao longo dos últimos anos: se novas quedas vierem, é mais uma oportunidade de comprar ações de boas empresas a preços mais razoáveis. Em algum momento a economia mundial se recuperará: 2012, 2013, 2015, 2020… e quem estiver bem posicionado antes que isso ocorra decerto colherá bons frutos. Vejamos o que 2012 nos reserva!
A nossos leitores, desejo um Feliz 2012, repleto de realizações e sucesso em todos os aspectos de suas vidas – e, especialmente, em suas finanças. Que 2012 seja o ano da virada, se você ainda tem uma vida financeira caótica, repleta de vidas; ou que seja o ano da consolidação de seus objetivos financeiros, rumo à construção de sua independência financeira. Feliz ano novo a todos!
Arquivado em: Educação financeira





Parabéns pelo sucesso da carteira Fábio, e que 2012 seja ainda melhor , estaremos juntos em 2012 firmes e fortes!
Muita saúde e inspiração para continuar nos dando as ótimas dicas do site o pequeno investidor!
Abços!
ITM
Olá Fábio, td bem?
Parabéns pelos resultados.
Estou elaborando um controle similiar ao da sua planilha.
Vc poderia me explicar como obtenho o percentual de proventos? Devo calcular com base no preço médio do Ativo?
Um abraço.
Eu calculo o percentual de proventos sobre o preço médio do ativo…
fábio,
parabéns e feliz ano novo !!
quanto a tua carteira, acho que deverias reduzir um pouco o número de ações. 12 empresas é o número ideal, segundo o guru lirio parisotto.
jorge
Por que 12 e não 11? Ou 13? :-)
para facilitar a análise: uma por mes
Eai OPI, parabens pela rentabilidade e de mais um ano ter conseguido superar o ibov. Estou nessa mesma estrategia porem comecei ela em abril de 2011 mas fazendo a alocacao em 50%RF e 50%RV por incrivel que pareça bati o ibov todos meses fechando o ano com 4,70% de rentabilidade, essa estrategia de efetuar aportes todos meses e reinvestir os dividendos vem dando muito certo pois com o ibov caindu meu portfolio está crescendo muito e quando se iguala eu compro titulos que tambem nao param de subir. Realmente o Brasil é um pais cheio de oportunidades, e o que falta para as pessoas é ter o conhecimento buscar a informacao certa e blogs como o teu e de muitos outros estao de parabens e que 2012 seja um ano de baixo consumo e de altos aportes, feliz 2012!
Parabéns Fábio por ter fechado o ano no positivo. Como você disse, foi uma rentabilidade excepcional comparada com o iBovespa. Também não tenho o que reclamar da minha carteira.
Desejo a você feliz 2012 repleto de alegrias e realizações.
Seguindo com disciplina e determinação!
Parabéns pelo elucidativo e criterioso trabalho.
Feliz 2012 pra voce e familia!
Obrigado! Desejo o mesmo!
Nos encontramos no santuário dos campeões, ao fim dessa vida. “Tirai o chinelo e abandonai vossa sabedoria, ó vós que entrais”
Com certeza!!!
Parabens pelos rendimentos, ver algo assim é inspirador.
Como é impossível saber o futuro, saber quais as novas surpresas que o ano nos reserva, acredito ser preciso ter um bom percentual do patrimônio na renda fixa. Esse dinheiro pode ser usado para aproveitar as pechinchas do mercado, as famosas guimbas de charuto de Buffet.
Um abraço, e continue com esse que é o melhor blog sobre finanças do Brasil.
Obrigado pelo elogio! Acredito que ter um percentual em renda fixa é importante… mas minha carteira é menos arriscada do que parece. Há um bom percentual em ações que pagam bons dividendos – algumas das quais me pagaram até mais do que a renda fixa em juros.
Fabio parabens pelo trabalho. Tenho uma planilha parecida com a sua mas tenho MUITA dificultade em apurar os proventos. Como vc faz?
Eu divido o montante recebido em dividendos e JSCP pelo total investido.
Parabéns pelo seus investimentos no ano de 2011. Fábio tenho uma dúvida, é confiável investir em um Banco pouco conhecido como o SOFISA, pois esta Instituição sempre coloca que investindo no CDB eles pagam 100% do CDI… e caso acontecer deste Banco ir a falência e eu estiver com 70 mil reais, quanto tempo que o FGC faz o reembolso deste dinheiro. Deste já agradeço.
Gilton,
Particularmente, não sou muito favorável a investimento em instituições que oferecem taxas de retorno muito acima do mercado. Há muitas pessoas que confiam na Sofisa, mas eu ainda não tenho opinião formada a seu respeito. Quanto ao FGC, acredito que o processo demoraria um bocado, até porque seriam muitos os investidores afetados.