Análise fundamentalista ou análise técnica?

31 de outubro de 201119 comentários

análise fundamentalistaAs duas principais escolas de investimento são as conhecidas como análise fundamentalista, de um lado, e análise técnica, de outro lado. A escola mais popular das duas é a da análise técnica. Embora as duas escolas de análise possam funcionar, elas têm características diferentes. Entenda porque o blog favorece a análise fundamentalista sobre a análise técnica e as características das duas escolas, a fim de que você possa optar conscientemente pela que se compatibiliza mais com seu perfil de investidor.

Análise técnica e análise fundamentalista: principais características

As escolas de análise fundamentalista e análise técnica se diferenciam por vários fatores – em especial, quanto ao horizonte de tempo dos investimentos, à abordagem com que vêem a aplicação de recursos em ações (investir ou especular), e quanto aos instrumentos utilizados como métodos para aplicar ou resgatar os valores aplicados.

Horizonte de tempo

Quanto ao horizonte de tempo, a análise fundamentalista privilegia o longo prazo. Um investidor que utiliza a análise fundamentalista investe na empresa com o objetivo de tornar-se seu sócio e de usufruir dos lucros da companhia pelo período integral em que se é sócio da empresa. Por essa razão, ao analisar uma empresa, ele busca elementos no passado da empresa que indiquem uma probabilidade maior de sucesso no futuro. A análise dos lucros de um único ano não faz muito sentido; é preciso ver o histórico da administração da companhia ao longo de vários anos – como a empresa se endividou e controlou suas dívidas; se as suas margens de lucro são crescentes; se a sua receita e lucro são crescentes (e se isso não é mero reflexo da atividade econômica, mas fruto da competência de sua administração); se sua eficiência aumenta ou diminui ao longo do tempo; e se os preços da empresa são adequados para o investimento no longo prazo – enfim, são vários os indicadores utilizados.

Já a escola de análise técnica, por usa vez, normalmente utiliza indicadores gráficos de curto prazo – embora possa traçar perspectivas de longo prazo, traçando tendências de 10 ou 20 anos (ou mais), as negociações (chamadas de trades) são normalmente traçadas com base nas condições mostradas pelos gráficos no curtíssimo prazo. Os gráficos traçados podem traçar trades que podem durar segundos, minutos, horas, dias ou semanas, mas dificilmente estabelecem prazos maiores do que isso.

Abordagem – investir ou especular?

As duas abordagens se diferenciam também quanto ao objetivo da aplicação. O investidor que usa análise fundamentalista tem por objetivo investir na empresa, com o objetivo de se tornar seu sócio. Ele pode aguentar alguns balanços ruins, se tiver boas razões para acreditar na recuperação da empresa no longo prazo, ou se acreditar que os balanços estão fracos por condições exteriores à empresa (como, por exemplo, a economia como um todo). Investir é ganhar com o crescimento da empresa no longo prazo, ou, no mínimo, com a precificação adequada de uma empresa que estava muito subvalorizada no passado. Por exemplo, se o investidor que usa análise fundamentalista acreditar, por sua análise, que as ações de uma empresa valem R$ 30 e elas estão cotadas a R$ 10, então ele enxerga uma grande oportunidade de investimento, porque há uma incompatibilidade entre o valor da companhia e seu preço.

Já o analista técnico não se preocupa em nada com os balanços da empresa. Não há, segundo essa perspectiva, porque diferenciar preço de valor. A empresa vale o preço que o mercado a atribui, e ponto – uma hipótese que é chamada, entre os economistas, de hipótese do mercado eficiente. Como o mercado é eficiente ao estabelecer os preços das empresas, porque tem a sua disposição todas as informações sobre a companhia, não haveria como ganhar dinheiro postulando uma diferença injustificada entre o valor intrínseco da empresa e o seu preço de mercado. Por isso, quem usa análise técnica prefere especular com base na informação contida nos gráficos de negociação, estabelecendo padrões que indiquem tendências de alta ou de baixa e negociando as ações de acordo com o indicado nos padrões.

Dessa diferença de abordagem se segue uma importante conclusão: o analista técnico normalmente incorre em maiores custos com as negociações do que um analista fundamentalista. Como ele tem que negociar várias e várias vezes, seus custos com impostos e corretagem são muito superiores aos de um analista fundamentalista que investe com objetivos de longo prazo e que, em alguns casos, podem nem pagar imposto de renda – porque pretende ficar com as ações por um horizonte de tempo indefinido.

Instrumentos utilizados

O principal instrumento utilizado pela análise fundamentalista é o balanço das empresas. É possível que leve em consideração, também, fatores macroeconômicos que podem afetar o futuro da empresa, mas como condições econômicas diversas podem indicar justamente que é o caso de investir ainda mais na empresa (porque provavelmente seus ativos estarão subavaliados),

Na análise técnica, o principal instrumento utilizado é o gráfico. E, aqui, é preciso fazer uma ressalva: qualquer gráfico. Analistas técnicos mais profissionais não utilizam um único gráfico, mas vários, de ativos co-relacionados. Por exemplo, se ele for analisar uma empresa como a Petrobras, ele não vai se restringir ao gráfico dos preços da empresa – mas vai cruzar os dados desse gráfico com o gráfico da flutuação do preço do dólar e com o gráfico da flutuação do preço do pétroleo (e poderia usar muitos outros gráficos). Obviamente, a maioria dos analistas técnicos não é tão sofisticada: usam apenas o gráfico do preço da ação, e traçam sua análise a partir dele.

Por que prefiro análise fundamentalista a análise técnica?

É possível ganhar dinheiro com as duas ferramentas, não nego. Mas por que eu insisto tanto na tese de que o pequeno investidor deveria utilizar a análise fundamentalista, e não a análise técnica?
Pelos seguintes fatores:

Tempo: o público alvo para quem escrevo é o do pequeno investidor, alguém que provavelmente trabalha oito horas por dia (às vezes mais, se for proprietário de um negócio ou trabalhar muitas horas extras) e não tem tempo para ficar acompanhando os gráficos. A análise técnica exige muito tempo: às vezes, e dependendo da estratégia, você tem que ficar horas a fio na frente do monitor, acompanhando o sobe e desce das cotações. A análise fundamentalista, não: exige do investidor que ele estude os balanços das empresas, e só. De minha parte, nem acompanho tanto os balanços trimestrais: dou mais valor aos balanços anuais e acompanho apenas os releases de mercado que a maioria das empresas envia trimestralmente, logo após a publicação dos balanços trimestrais – ou seja, em tese preciso de apenas um estudo detalhado de cada empresa por ano, e de uma olhada mais rápida nesses releases. E acredite: com isso já é possível separar excelentes empresas de muita porcaria que existe no mercado.

Custos: a análise técnica exige muito mais custos em termos de corretagem e impostos. A análise fundamentalista, associada a uma estratégia Buy and Hold, diminui muito os custos com essas despesas ao longo do tempo.

Eficiência: vários estudos mostram como uma estratégia Buy and hold, que só pode ser estabelecida a partir da análise fundamentalista, é extremamente eficiente no longo prazo. Comprar e segurar ações de boas empresas é fórmula que tem mostrado seus resultados em períodos de longo prazo. Nunca vi nenhum estudo que mostre qualquer vantagem da análise técnica sobre a análise fundamentalista no longuíssimo prazo – 20 ou 30 anos. Ou seja, embora seja possível que um especulador que use análise técnica ganhe mais do que um investidor de longo prazo, isso é improvável. A não ser que você seja um ás da análise técnica e tenha tempo a sua disposição, as chances são grandes de que você acabe apenas perdendo tempo e dinheiro usando análise técnica – até porque a maioria das pessoas não tem formação matemática adequada para aplicar com profundidade todo o conhecimento necessário para operar com maior probabilidade de sucesso a análise técnica. Quanto à análise fundamentalista, se você souber as quatro operações, é capaz de estudar o suficiente para aplicá-la com razoável eficiência.

Fundamento: eu não consigo entender os fundamentos da análise técnica. Já li vários livros, e é profundo esoterismo para mim. Não entendo as razões pelas quais a análise técnica às vezes funciona, e ponto final. A análise fundamentalista faz mais sentido para mim. Eu consigo entender que a cotação de uma ação sobe porque o lucro da empresa sobe, mas não consigo entender porque ela sobe em razão de ter superado a resistência em um gráfico. Tudo parece muito arbitrário para mim, sem qualquer fundamento que pareça razoável. Obviamente, algumas coisas podem funcionar sem ter fundamento – por exemplo, se muitos investidores operarem de acordo com a análise técnica, provavelmente o mercado a respeitará -, mas isso me parece insustentável pro longo prazo, que é o que me interessa.

Escassez de informação: há pouquíssima informação sobre investimento fundamentalista na internet. A maioria dos blogs e sites de investimento utiliza análise técnica, e a maior parte das corretoras (que ganham dinheiro com uma quantidade maior de negociações) a privilegia. Esse foi um dos motivos pelos quais preferi adotar, no blog, uma abordagem fundamentalista: ensinar o que quase ninguém mais ensina.

E você? Utiliza análise técnica ou análise fundamentalista ao investir em ações?

Você gostou do post? Então ajude o blog a crescer divulgando-o! Basta clicar em um dos botões abaixo:
Tags: , , , , , ,

Arquivado em: AçõesFeatured
Tags:

Sobre o autor ()

Fábio Portela L. Almeida é mestre em direito constitucional e em filosofia pela UnB. Atualmente, é doutorando em direito pela mesma universidade. É autodidata no mundo dos investimentos e tem por objetivo compartilhar seus conhecimentos com qualquer pessoa que deseje aprender um pouco sobre como economizar e investir adequadamente seus recursos.

Comentários (19)

Trackback URL | Feed RSS do comentário

  1. Geração 65 disse:

    Fábio, penso que muitos seguem a análise técnica porque procuram resultados no curto prazo. Porém, no longo prazo a análise fundamentalista é a mais adequada. Porém, duas coisas me intrigam:
    1 – Qual o número de investidores que realmente investem no longo prazo?
    2 – Todos procuram o devido conhecimento para realizar a própria análise dos fundamentos da empresa ou dependem da corretora?
    Infelizmente ainda não temos a cultura de se investir em bolsa bem desenvolvida. Mas já estamos melhor que na década passada.

    • leo disse:

      1 – a GRANDE maioria (menos de 1% das ações existentes sao negociadas diariamente) – ou seja, quando se diz que o mercado caiu ou subiu 10% em um dia, 99% das pessoas nao ta nem ai)
      2 – aí vai de cada um. ninguem pode se basear em analises de outras pessoas/corretoras, pois nao sabe quais as premissas que ele adotou (principalmente de tempo de investimento). para a maioria das corretoras, longo prazo é 6 meses, 1 ano… pois para eles nao interessa que vc fique com as açoes durante muito tempo. eles querem é corretagem

  2. Felix disse:

    Creio que a maioria das pessoas procuram o caminho mais curto e mais fácil para ganhar dinheiro, e a AT atende isso. Estudar balanços é chato e demorado e ninguém tá afim. Já definir suportes e resistências é mais fácil e serve para qualquer papel o aprendizado.
    Já fui ateísta e lí vários livros mas mudei de opinião com o tempo.

    • Fernanda disse:

      Você é o Mateusinho?

  3. Adonay disse:

    O que acho curioso é a falácia que é espalhada pelos apaziguadores dessa discussão, eles dizem: AF te diz que é bom comprar, AT te diz quando comprar.
    Sou AF até morrer, se meus indicadores, que são diferentes dos seus, como já percebi em alguns posts, apontar que é hora de comprar, eu vou comprando gradativamente, esteja subindo ou caindo. Se eles informarem que hora de vender – até agora isso não aconteceu – irei vender gradativamente.
    A velocidade de entrada e saída do mercado é que lhe garante maior ou menor rendimento, e cabe ao investidor decidir isso.
    É isso que eu penso.

    • Caldas disse:

      Penso e ajo muito parecido com você! Uso a AT apenas para ter um retrato instântaneo da empresa no mercado. Busco então a AF para decidir sobre a compra. Na ponta da venda, sou um pouco resistente à venda. Entro no negócio depois de conhecer bem a empresa, seus fundamentos, seus produtos e mercados e a conjuntura internacional

  4. Leonardo disse:

    Fábio,

    parabéns mais uma vez pela qualidade dos posts.

    Gostaria apenas de saber como o amigo faz para receber os releases trimestrais das empresas em que és sócio? RSS em cada site?

    Caso não tenha lido, recomendo que o amigo leia a revista Exame deste mês porque há uma reportagem com as empresas dos EUA que mais deram lucro (em termos de valorização) aos seus acionistas desde a década de 1970 (horizonte de 40 anos) e QUAIS CARACTERÍSTICAS todas elas tinha em comum. Algumas: baixo endividamento, dinheiro em caixa em montante razoável, boa margem bruta/líquida, obsessão com redução de custos etc

    Grande abraço!

  5. Leandro disse:

    Olá pessoal!
    Eu tenha uma visão mais voltada para a complementaridade.
    Acredito que ambas as análises são complementares.
    A especulação através da AT abastece o investimento realizado através da AF.
    É muito pouco provável que se consiga manter todo um patrimônio sendo rentabilizada pela AT,mas uma parte pode muito bem servir para a especulação e abastecer a carteira de longo prazo.
    Basicamente essa é a minha opinião.
    Eu,particularmente,especulo no Forex como ja comentei anteriormente.Neste mercado o risco é altíssimo e se utiliza basicamente a AT.
    Estou engatinhando na AF ainda,mas tenho a plena convicção de que no LP o fundamento é o que vale.
    2/3AF+1/3AT+70/30=sucesso.

    Essa é a fórmula mágica do sucesso pra mim.
    Abraços

  6. Artur Lima disse:

    Eu prefiro a análise fundamentalista por todos os motivos que este artigo apresentou. No momento de efetuar a compra ou venda de um papel até que às vezes dou uma olhada nas análises técnicas. Porém é a AF que tem peso decisivo na minha estratégia e decisão.

  7. Álvaro Guilherme disse:

    Muitas vezes a discussão AF x AT ganha um clima de Fla-Flu (ou Corinthians x Palmeiras), o que acho uma bobagem.

    Acho que ambas têm suas razões de ser. Ambas são ótimas, desde que bem aplicadas.

    Essencialmente, sou grafista (análise técnica), mas combino aspectos da análise fundamentalista como complemento. Prefiro operar com as blue chips (que normalmente têm bons fundamentos), além de que são mais adequadas à análise técnica dado o VOLUME negociado, que também ajuda na consistência dos dados que o gráfico aponta. Em outras palavras, são mais estáveis para esse tipo de análise.

    Particularmente, acho perigoso especular com ações que, por um motivo ou outro, viram “moda” por alguns pregões. Basta ver o caso recente da Mundial, ação que sempre teve movimentação pequena. Analisar isso graficamente é uma temeridade. Lembro-me também das especulações com a Varig (VAGV4) quando estava à beira de paralisar seus vôos. Houve grande aumento de volume e de oscilações naquele período, mas o que importa é que nesse caso, graficamente ou fundamentalmente, é lixo puro e ponto final.

    A análise técnica realmente serve para períodos mais curtos, se comparada com a fundamentalista, mas não precisa ser obrigatoriamente intraday. Essa questão de ficar com a cara grudada no monitor não é meu caso. Opero em períodos que normalmente estão contidos entre três e dez dias. Acesso o site da Bovespa do meu trabalho (que é permitido), mas vejo as cotações de hora em hora. Mesmo com os 15 minutos de atraso, são boa referência. Se o preço de compra (ou venda) da ação está indo de encontro aos meus prognósticos, aí sim, saco um dispositivo móvel e envio a ordem para a corretora. Mas nem sempre é assim. O mais comum é deixar cadastrado previamente um stop(venda) ou start(compra) no after-market, quando já estou em casa.

    Ações de blue-chips, como já dito anteriormente, têm bons fundamentos e utilizo a análise técnica para maximizar meus ganhos dentro da oscilação natural que estas têm, seja num mercado com tendência de alta ou baixa.

    Concordo plenamente que, para um pequeno investidor (que ainda tem pouco capital e/ou tempo), as estratégias fundamentalistas abordadas neste ótimo site são relevantes.

    Uso indicadores fundamentalistas (tais como o P/L), para analisar se ação está cara ou barata em períodos longos, o que pode ser mais um indício de reversão iminente (que são lidos juntamente com os indicadores técnicos de prazo longo – o tal mercado sobrecomprado ou sobrevendido).

    Finalmente, gostaria de comentar algo que já foi abordado nesse site, até de maneira um tanto irônica: Que não existe grafista bilionário.

    Bem, a teoria que tenho para isso (não li em lugar nenhum) é que existem duas razões:

    1) Bilionários, tais como Warren Buffett, são pessoas de uma geração mais antiga, de uma época em que não haviam computadores pessoais e que souberam ganhar dinheiro com análise fundamentalista. A análise técnica também é antiga (Teoria de Charles Dow – aquele de dá o nome ao índice Dow Jones – e Elliott), coisas de mais de 70 anos atrás, mas é fato que esta se popularizou com o advento dos computadores, que podem calcular n fórmulas rapidamente.

    2) A análise técnica tem uma limitação quando se é bilionário: Imagine o Warren Buffet dando uma ordem de compra (ou venda) de todas as suas ações porque um suporte foi rompido: O mercado iria ao inferno (ou ao céu) em questão de segundos. Se um dia eu me tornar algo mais que um pequeno milionário, sei que terei que migrar para a análise fundamentalista.

    • Nélio disse:

      Belo comentário! ;)

  8. Flavio disse:

    Sempre usei AF pois não consigo ver uma ação como algo diferente de um “pedaço” de um negócio.

    Eis um excelente texto sobre “combinar” AT com AF:

    http://www.fundamentus.com.br/pagina%5Fdo%5Fser/ataf.htm

  9. cabo veio disse:

    Muito bom o comentario!!!vi coisas q nao tinha me dado conta ainda…valeu!!!!

  10. andre disse:

    Pra mim a análise técnica parece um daqueles joguinhos de ligar pontos pra tentar achar uma figura. não tem nenhum embasamento e os resultados são totalmente consequencia da chismos e adivinhações…

  11. Eu utilizo as duas técnicas e ainda estudo macroeconomia por conta própria. Pra mim não passa de um hobbie, e por experiência própria posso dizer que é muito mais trabalhoso pra mim fazer uma análise fundamentalista do que fazer uma análise técnica para tomada de decisão (talvez por eu ter mais facilidade com a segunda). Ambas são importantes, mas se eu tivesse que escolher alguma para sobreviver na bolsa, certamente seria análise técnica.

    Abcs,

  12. Jean Jacques disse:

    Sou adepto da analise técnica, afinal se a empresa é boa, não preciso ficar com ela em minha carteira de ações carregando prejuízos e o pior devolver meu lucro para o mercado e a analise técnica fez com que eu evita-se prejuízos enormes tanto no ano passado como esse.

    Porém acho uma bobagem discussões sobre qual das duas é melhor, sendo que se por um lado alguns investidores bilionários provam a eficacia da analise fundamentalista, outros investidores ao menos milionários provam a eficiência da analise técnica.

    O maior problema que eu vejo nessas duas escolas é na técnica pessoas que sabem o que é suporte e resistência, linha de tendência de baixa e de alta, acharem que sabe o que é analise técnica e dai tomam prejuizos e a culpam o tipo de analise, já a analise fundamentalista vejo o mesmo erro a pessoa sabe o que é um P/L e um ROE, e somente olha algum site de fundamentos e já acha que é o mestre da analise fundamenlista, em fim o que eu vejo são pessoas não sabendo utilizá-las.

    Aproveito para parabenizar o Fabio por ter colocado seu ponto de vista sem menosprezar aqueles que optaram por outro caminho.

  13. Caldas disse:

    Quando o artigo é bom e bem fundamentado, olha a quantidade e a qualidade dos comentários. Achei alguns formidáveis e complementares ao artigo do Fábio. Em tempo já votei no top 10!

    • Leandro disse:

      idem

  14. Ótimo post Fábio!

    Eu penso que muitos entram investindo na AT pelo motivo de ser mais “fácil” e mais divulgada nas corretoras e no mercado em geral… e também por gerar mais caixa para as corretoras, cursos etc…

    Abços

    ITM

Comente

 Assine nossa newsletter 

Back to Top

SEO Powered By SEOPressor