Buy and Hold e lançamento coberto de opções
Eu sempre tive receio de utilizar opções no investimento em ações. São muitos os casos que conheço de gente que perdeu muito, muito dinheiro operando opções e, por essa razão, sempre tive receio de efetuar transações com esses derivativos. Mas, conversando com alguns investidores que conheço e que têm sido muito bem sucedidos no uso de opções para remunerar sua carteira, resolvi ler sobre o assunto, e cheguei a algumas conclusões parciais que indicam a possibilidade de um investidor de longo prazo utilizar as opções de maneira segura. O objetivo desse artigo, nesse sentido, é comentar uma estratégia que pode ser utilizada por alguém que use a estratégia Buy and Hold a fim de garantir uma remuneração a mais em sua carteira de investimentos: o lançamento coberto de opções. Antes de prosseguir, um aviso ao leitor: esse artigo não é uma recomendação de que seja utilizada a estratégia, mas apenas um comentário a respeito das conclusões a que cheguei estudando um pouco o assunto.
Entendendo o básico do lançamento coberto de opções
O que é uma opção? É um derivativo de uma ação que serve, basicamente, para garantir um determinado preço para um investidor que deseja comprar ou vender o ativo. A rigor, a opção não é um derivativo exclusivo do mercado de ações, já que também é utilizada da mesma maneira em outros mercados. Mas como ela funciona?
Como estou um pouco bucólico esses dias, vamos entender o conceito a partir de um novo exemplo agropecuário, como fiz ao explicar o motivo pelo qual os dividendos diminuem temporariamente o preço de uma ação. Imagine que um agricultor pretende vender dez toneladas de laranja e saiba que terá um lucro razoável, suficiente para pagar todas as suas despesas de produção e ainda ter um retorno adequado, se conseguir vender cada tonelada por R$ 900,00. O que ele faz, então? Ele vende para uma indústria de suco a opção de comprar suas laranjas por R$ 900,00 dali a três meses.
Mas, para fazer a operação, ele recebe um prêmio, que é pago pela indústria, de, hipoteticamente, R$ 15,00 por tonelada. Por que ele recebe esse prêmio? Porque ele vai correr um risco: o de vender suas laranjas por R$ 900,00 e, no momento da venda, ela estar custando R$ 1.000,00. Mas por que ele faria uma “tolice” dessas? Por uma simples razão: ele não sabe qual será a cotação da tonelada de laranja daqui a 3 meses. Mas ele sabe que pode obter um lucro adequado se vender a laranjar por R$ 900,00 a tonelada. E por que o comprador faria um negócio desses? Porque ele também está sujeito às incertezas do mercado: se ele considerar que o preço de R$ 915,00 (o preço da laranja mais o prêmio pago pela opção de compra) é adequado para sua atividade empresarial, também protege seu negócio de ter que pagar um preço maior do que aquele.
Se os preços subirem, ele exerce a opção e o agricultor vende suas laranjas para ele; se os preços caírem, ele não exerce a opção e compra as laranjas mais baratas no mercado, enquanto o agricultor permanece com suas laranjas e ganha R$ 15,00 do prêmio pago pelo industrial. Ele continua sujeito ao risco da queda no preço da laranja, já que o industrial pode não exercer a opção – ou seja, ele pode decidir não comprar as laranjas -, mas mesmo em caso de queda ele estará em melhor situação, já que poderá abater do prejuízo os R$ 15,00 que recebeu ao vender a opção para o industrial. Ou seja, se daqui a três meses o preço da laranja for de R$ 850,00, ele terá uma receita de R$ 865,00 por tonelada, contra os R$ 850,00 que receberia caso não tivesse lançado as opções.
Como o investidor de longo prazo pode ganhar dinheiro com o lançamento coberto de opções?
Essa é a essência do que se chama de lançamento coberto de opções. Diz-se que o lançamento é coberto porque o investidor, ao vender as opções, tinha exatamente o ativo do qual elas derivam, na quantidade exata para cumprir o acerto. Por exemplo, se você tem 1.000 ações preferenciais da Vale (VALE5), e decide vender 1.000 opções de compra da VALE5, estará vendendo o direito de alguém comprar, pelo preço ajustado (o strike da ação), suas ações. Digamos que você decida vender 1.000 opções VALEJ44 por R$ 0,70 – o “J” indica o mês de vencimento da opção, na 3ª segunda-feira de outubro (os outros vencimentos são indicados, mensalmente, a partir das letras do alfabeto, a partir do “A”).
Isso significa dizer que, se alguém as comprar, estará adquirindo, por R$ 700,00 (R$ 0,70 de cada opção multiplicado por R$ 1.000), o direito de comprar as suas 1.000 ações da Vale por um valor próximo a R$ 44,00 na 3ª semana de outubro (digo que o valor é próximo porque o strike é calculado abatendo-se do preço os valores a serem recebidos a título de dividendos no período. Por exemplo, se a Vale for pagar R$ 0,30 por ação em dividendos no período, isso significa que o strike da opção VALEJ44 é R$ 43,70 – mas, para simplificar o exemplo, vamos supor que o strike é R$ 44,00 mesmo). Nesse caso, caso a compra seja efetuada (ou seja, caso a opção seja exercida), você ganharia R$ 44.000,00 + R$ 700,00 (o valor pago pelas opções) na operação.
Mas como alguém pode ganhar dinheiro com isso? Digamos que as ações preferenciais da Vale estejam sendo negociadas por R$ 41,50 no dia que você decidiu lançar (=vender) as opções. Existem três situações possíveis:
a) no dia do exercício (ou durante o período entre o lançamento da opção e o exercício) o preço da ação é superior ao valor do strike.
Esse é o maior risco que você pode correr na operação: isso significa que você será obrigado a vender suas ações por um preço abaixo do mercado. Mas note que mesmo essa hipótese não é tão ruim: afinal, você terá vendido a ação por um preço superior ao que ela vale hoje. Se você tem 1.000 ações VALE5 a R$ 41,50, seu patrimônio é de R$ 41.500,00. Se vendê-las por R$ 44.000,00, terá tido um lucro (com relação ao preço do dia que decidiu lançar as opções) de 6%. Mas a esse lucro você deve adicionar os R$ 700,00 que recebeu a título de prêmio pela opção que vendeu – e, nesse caso, o seu lucro na operação seria de 7,7%. Ou seja, o fato de ter lançado as opções aumentou seu lucro em 1,7% (ou 28% a mais do que a venda sem o uso das opções).
Por que esse é o maior risco? Porque, nessa hipótese, você foi exercido: ou seja, o comprador de suas opções entendeu que era mais negócio exercer as opções do que comprar as mesmas ações ao preço do mercado – e isso só acontece, evidentemente, se o strike da opção for inferior ao preço da ação no mercado. Voltando ao nosso exemplo: digamos que no dia do exercício as ações da Vale estejam custando R$ 46,00. Como suas ações foram vendidas a R$ 44,00, você deixou de ganhar R$ 2,00 por ação – ou R$ 2.000,00. Mas eu quero que você perceba que, mesmo nesse caso você apenas deixaria de ganhar – e perderia algumas ações, já que o dinheiro recebido seria insuficiente para comprar as mesmas ações que você tinha antes.
Atenção: nesse caso, você está limitando o potencial de alta da ação!
b) no dia do exercício o preço da ação é igual ao valor do strike.
Nesse caso, não fará sentido que o comprador exerça a opção – afinal, ele pode comprar as ações pelo mesmo preço no mercado. Nessa hipótese, você receberá os R$ 700,00 e continuará com suas ações. Ou seja, se você tem 1.000 ações da Vale a R$ 44,00 cada, você tem um patrimônio de R$ 44.000,00. Com os R$ 700,00 que recebeu, o prêmio das opções rendeu 1,68% para você, considerando o preço da ação no dia do lançamento das opções (rentabilidade bruta – é preciso abater o imposto de renda para saber o valor líquido). Nada mal, não é?
c) no dia do exercício o preço da ação é inferior ao valor do strike.
Nessa hipótese, você também continua com a mesma quantidade de ações, uma vez que o comprador da opção não teria motivo para exercê-la, dado que o preço da ação no mercado seria mais barato do que o preço de exercício da opção. Digamos que o preço do mercado seja de R$ 40,00. Nominalmente, você teve um prejuízo de 3,61%. Mas como você recebeu R$ 700,00 em prêmio pelas opções, o prejuízo é menor do que se você não utilizasse a estratégia: nesse caso, seu prejuízo seria de 1,92% (e não de 3,61%).
O segredo do lançamento coberto de opções: se você adota o Buy and Hold como estratégia, não se preocupe com o prejuízo nominal – concentre-se na REMUNERAÇÃO de sua carteira
Muitos investidores consideram que o risco dessa estratégia, na queda, é ilimitado. Não é: é o mesmo risco que você correria em sua carteira Buy and Hold. Afinal, se seu objetivo é manter as ações da Vale indefinidamente em sua carteira, você não deve se importar com as flutuações do mercado. E você ainda vai ganhar o prêmio, todo mês que lançar opções. Na prática, você deve tratar o prêmio como se fossem dividendos adicionais de sua carteira, que a remuneram pelo tempo que você tiver ações da Vale. E, se é assim, você deve sempre reinvestir o prêmio comprando novas ações, que aos poucos darão um impulso maior em sua carteira.
Para que você note o potencial efeito do lançamento coberto de opções em sua carteira: digamos que você consiga obter em torno de 1% ao mês com constância, com essa estratégia, e a Vale pague algo em torno de 5% em dividendos (aos preços atuais). Isso significa que, ao longo de um ano, só entre dividendos e prêmios das opções, você teria cerca de 17% de rentabilidade com essas ações. Bem melhor que a renda fixa, não é?
Algumas notas sobre o lançamento coberto de opções
Aproveito para registrar alguns aspectos:
1) Se você não deseja ser exercido, nem invente de utilizar essa estratégia.
2) Existe a possibilidade de rolagem das opções para evitar ser exercido – mas eu confesso minha ignorância e peço pros leitores explicarem de maneira didática como isso funciona, porque minha capacidade intelectual foi insuficiente para compreender. :-)
3) A possibilidade de ter que vender as ações parece ser assustadora, mas é menos temerosa do que parece. Se você lançar opções OTM (out-of-the-money – o que significa que o strike é superior ao preço da ação no dia do lançamento das opções) com uma boa distância do preço de lançamento, é possível obter uma rentabilidade razoável em prêmio (entre 0.6% e 2%) com uma boa distância para o preço de exercício (strike). Por exemplo, se a um mês do exercício a VALE5 estiver a R$ 42,15 e você lançar opções VAJEJ46 (o “J” aqui é hipotético, apenas para exemplificar) a R$ 0,25, teria ganho 0,59% com pouco risco, pois o preço deveria subir aproximadamente 9,13% em um único mês para que a opção fosse exercida. Não é impossível, mas é improvável que ocorra com muita frequência.
Obviamente, existem operações com opções que são bem mais arriscadas do que esta – que, acredito, tem um perfil de risco adequado para o investidor de longo prazo. Mas a possibilidade de perdas absurdas no mercado de opções é tema para outro artigo…
PS: como parte da política de transparência que adoto, informo que ainda não realizei operações com opções – estou estudando um pouco o comportamento do mercado a fim de conseguir um bom prêmio com um risco menor de exercício – mas acredito que o farei em breve.
PS2: Repito que a informação que consta nesse artigo decorre de minha opinião sobre o assunto. Não se trata de uma recomendação para ninguém: se você decidir operar com opções, a responsabilidade é unicamente sua.
A propósito, antes que você decida operar opçõs, é importante ler o contraponto publicado no blog do Portinho (do INI), que apresenta uma simulação que mostraria o risco de investir em opções. Tentarei obter uma autorização para republicar o texto aqui no blog, a fim de que nossos leitores tomem sua própria decisão. Segue o link para a série de artigos: http://blogdoportinho.wordpress.com/2011/04/
PS1: como parte da política de transparência que adoto, informo que ainda não realizei operações com opções – estou estudando um pouco o comportamento do mercado a fim de conseguir um bom prêmio com um risco menor de exercício – mas acredito que o farei em breve.
PS2: Repito que a informação que consta nesse artigo decorre de minha opinião sobre o assunto. Não se trata de uma recomendação para ninguém: se você decidir operar com opções, a responsabilidade é unicamente sua.
PS3: Foram desconsiderados os custos com taxas e emolumentos nos exemplos mencionados. É importante considerá-los em suas operações.
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Mexe com isso não. Como diz o Buffett, derivativos são armas de destrição em massa. Uma hora isso dá M. Sempre dá!
Apesar disso, ele as usa! Hehehe
Fabio,
Não concordo que as duas estrategias possam ser complementares. No caso se vc ser executado, vc foi forçado a vender mesmo que a estrategia era buy and hold. O que vai fazer? O preço está lá em cima! Vai comprar menos quantidades?
lançamento de opções é uma renda fixa apimentada, o qual não vale o risco. Vai ganhar 2% todo mês, mas um dia vai devolver tudo e mais um pouco. A crise sempre chega para pegar os “espertinhos”.
Dom,
Tudo depende de como se usa a estratégia. Até agora, tenho tido relativo sucesso… na média, não chega a 1% ao mês todo mês, porque tenho sido MUITO conservador no uso dela. Acho que vai ser possível chegar a uns 5% ao ano na ação, o que já dá uma apimentada no dividend yield.
Abraços,
Fábio
Aí que está Fabio. Geralmente a operação vai ser um sucesso, vai ganhar 0,5% todo mês. Só que vai chegar um mês que o papel vai subir 20% no mês e vai levar lucro de anos e anos embora num mês só e ainda pode dar prejuízo grande. Quando isso acontecer, o investidor vai ficar a ver navios e o que era buy & hold, virou buy & exercido… Não é porque ficou com papel todo mês que não se faz trade, acabou fazendo trade indireto via opções. Será que isso é “dividendo” mesmo ou é um ganho de “trade”?
Venda coberta é apenas umas das milhares maneiras de se ganhar (e perder) dinheiro com opções. Para os interessados, pesquisem por outras estratégias, como travas de alta e de baixa, borboleta, condor, straddle, compra/venda de volatilidade, etc. etc.
O “perigo” das opções é que ela alavanca os resultados para os dois lados. Quando vc ganha, vc ganha muito, quando vc perde, vc perde muito também. Ainda assim é um bom negócio, desde que vc não coloque todo seu $$ nisso…
Bom post Fábio parabéns!
abços
ITM
PS: Fábio se a preço da ação cair pelo que eu entendi, eu fico com prêmio e meu risco seria somente de não ganhar mais caso o preço da ação suba e se for isso com o preço da ação caindo e me sobrando o prêmio eu teria que lançar uma quantidade boa de opções para o valor do prêmio nao ser diluido pelo preço da corretagem considerando uma corretagem da tabela bovespa e teria que fazer sempre?
Se a pergunta estiver confusa me desculpe é que eu estou tentando compreender o assunto! rs
abços
ITM
Fábio,
O Portinho fez um estudo e viu que o patrimônio diminui com venda coberta.
Mesmo o Bastter que é o especialista em opções não indica venda coberta, ele indica “trabalho, acumular patrimônio em ações, imóvel e renda fixa, com reinvestimento dos dividendos, aluguéis e juros”.
Na minha (pouca) experiência com venda coberta acho, ainda, que é necessário acompanhamento pelo menos diário do mercado, o que para muitos não é viável.
Dá uma lida no artigo do Portinho :
http://blogdoportinho.wordpress.com/2011/04/07/parte-1-opcoes-lancamento-coberto-para-financiamento-de-carteira-um-estudo-assustador/
Abs.
Gustavo
Gustavo,
Muito obrigado pela recomendação dos textos do Portinho! Vou verificar com ele para ver se consigo autorização para utilizá-los aqui no blog. Como eu disse, estou começando a estudar as opções há pouco tempo – apenas quis passar aos leitores minhas primeiras impressões.
Quanto ao Bastter, no livro dele (Investindo em opções), há a recomendação expressa para que a estratégia seja utilizada. Estranho o seu comentário!!
Abraços,
Fábio
Esse estudo tá furado. Eles faz várias suposições que não devem ser adotadas durante a estratégia. Por exemplo, ele desconsidera rolagem, quando ela é na verdade essencial, principalmente nos períodos de forte alta.
E 200 a 500% do CDI?! Eu nunca vi isso, o que eu já vi é rentabilidade de 2%am, o que daria algo em torno de 100-150% do CDI.
Venda coberta é uma boa para rentabilizar CARTEIRA. Para patrimônio, Financiamento bem ITM, mas mesmo assim, tem q olhar o mercado todo dia pra poder pegar a melhor taxa.
[]s
Rolagem de opções funciona assim:
Você vendeu PETRB20, e vai ser exercida, então você vê que custa mais barato recomprar PETRB20 e vender PETRC22, do que deixar exercer…Neste caso, você gasta duas corretagens com opções. Se deixar exercer, você gasta uma corretagem para vender as ações, outra para comprar as ações de novo, e uma terceira para vender as opções da próxima rodada. Normalmente, corretagem de venda de lote é mais caro do que fracionário, e também de opções.
O conceito eu já entendi, Jeferson… eu não entendi é como fazer as contas, se a PETRB20 custar mais que a PETRB20 que eu comprei. Eu teria que ter uma situação bem específica: Preço de venda da PETRC22 – Preço de compra da PETRB20 > Preço pelo qual comprei PETRB20 para que isso valha a pena.
Estas contas são bastante complexas. Caso entre a compra de B20 e o exercicio, a petrobras tenha subido 10%, você teoricamente tem que assumir que só vai ganhar 2%. É quase a mesma coisa que deixar exercer. Fazer uma rolagem nesta circunstância você tem que assumir o prejuizo
Olá Fábio.
Você comentou ali na primeira respostas que Warren Buffet utiliza derivativos. Que eu saiba, ele abomina, não utiliza e é favor da proibição deles.
Sobre o artigo, muito bom. Eu já fiz pouquíssimos lançamentos cobertos, mas digo que vale a pena. Eu costumo lançar com um strike longe do valor da ação, com o objetivo de dificilmente ser exercido, mesmo que o prêmio seja baixo.
A vantagem do lançamento coberto é que o tempo está a favor de quem lança e contra quem comprou a opção. Cada dia que passa, menor a probabilidade de a ação chegar ao valor do strike lançado.
Abraços
Além da poupança, de fato Buffett é famoso por alertar os investidores a respeito dos derivativos. Inclusive, em uma das cartas da Berkshire, ele diz que eles são “armas de destruição em massa”. Mas ele também os utiliza. Dê uma olhada no seguinte link a respeito da relação de Buffett com os derivativos. No segundo, o próprio Buffett faz uma defesa do uso deles pela Berkshire:
http://travismorien.com/invest_FAQ/content/view/186/64/
http://uk.reuters.com/article/2009/03/02/berkshire-buffett-derivatives-idUKLNE52101H20090302
Abraços,
Fábio
Fábio,
como sempre teus textos são ótimos e geram bastante discussão.
Experimente entrar no fórum do Bastter e pergunte para ele : “se eu fizer venda coberta sobre a minha carteira BH, eu vou ter mais ações no longo prazo ? “. Ele não vai dizer que sim. Ele vai dizer que recomenda trabalhar, estudar e poupar e, para quem quiser, ele ensina opções, e que quem utilizar opções pode ter mais ou menos ações no longo prazo.
Abs.
Parabéns pelo sucesso.
Então ele caiu de conceito comigo, porque no livro dele, é o que recomenda.
Olá Fabio.
Parabéns pelo artigo. Acompanho regularmente o site e acho muito úteis as informações que você disponibiliza aqui. Só gostaria de acrescentar que o Bastter tem um método para operar opções OTM visando a remuneração de uma carteira de ações. Inclusive ele disponibiliza o mesmo no site, chamado de “blue”, com cores e indicações para venda, compra e recompra de opções vendidas de acordo com o método por ele proposto.
Abraços a todos.
O Bastter adora venda coberta. Mas ele falou certo quando disse que a rentabilidade (qtde de acoes) não é garantida.
O Bastter é extremamente comedido em seus comentários, ainda mais quando quem pergunta é novato. Ele diz isso para não deslumbrar os iniciantes, pois não basta sair por ai lançando opção de qualquer jeito para ter sucesso. Para ser bem sucedido é necessário estudo, experiência, sangue frio e uma estratégia definida. Como isso só vem com o tempo, o Bastter faz muito bem em ser prudente em suas resposta. Mas no fundo todos sabem, inclusive o Bastter, que um bom operador com uma boa estratégia tem sucesso na bolsa.
o premio pago limita seus ganhos (e corroi o patrimonio, ja que tera que recomprar as açoes a preço superior – comprara menos açoes, portanto) e nada faz para lmiitar as perdas (o potencial de perda é o mesmo do buy and hold puro)
logo, tô fora
conheço gente que mexe com isso ha 2 anos e ja tem 25 mil reais em prejuizos para “abater” no imposto… que beleza…. da ate arrepios ouvir algo assim
Leo, existem maneiras e maneiras de se trabalhar com opções. Eles trabalham com lançamento coberto ou outras modalidades?
lançamento coberto. prejuizos por serem exercidos diversas vezes abaixo do valor de compra original. obviamente é o caso da petrobras
Se vc não usar stop e deixarem te exercer toda a vez que a ação disparar é óbvio que vai tomar prejuízo. Essa estratégia de lançar e esquecer, nunca funcionou e nunca irá funcionar.
Lançamento coberto remunera sim, basta saber como fazer.
Fábio, fiz essas operações por um tempo, mas desisti por dois motivos: fui exercido várias vezes, mesmo bem out-of-the-money (azar, foi na época da descoberta do pre-sal); e é muito, muito chato mesmo fazer o DARF todo mês (com opções não há isenção).
Bom saber a opinião dos leitores!!! Estou lendo cada vez mais sobre o assunto e gostaria de saber a opinião de quem tem adotado essa estratégia, ou já adotou em algum momento.
Abraços,
Fábio
Eu penso que um ótimo artigo possa ser não sobre o LC de ações, mas sim um comparativo com o aluguel. Eu particularmente prefiro o aluguel para remunerar carteira, mas um estudo a sério e comparativo com os diferentes perfis de ações nunca o vi.
Fica a sugestão. Parabéns pelo post.
Guimarães,
Já escrevi sobre o aluguel de ações! http://opequenoinvestidor.com.br/2010/06/rentabilizando-a-carteira-de-acoes-com-aluguel/
perfeito Fábio, ótimo artigo também. Penso que um fecho em alto nível para o tema seria então um comparativo, pois sabemos que no caso de LC a vantagem encontra-se num maior potencial de rentabilidade, entretanto, imagino eu, por meio de uma dose maior de risco. Nesse sentido, esmiuçar a relação risco x retorno tendo como base o aluguel me soa profundamente interessante.]
Em suma, quão mais arriscado para um retorno que valhe a pena é o LC em relação ao seguro método do aluguel.
[]s
As opções são derivativos excelentes para especulação.Disso eu não tenho dúvida.
A estratégia de BH é basicamente a vontade de uma pessoa se vincular para sempre a determinada empresa.Até que o barco comece a afundar acima do que você pode aguentar hehehe
Vale lembrar que se esta especulando ao lançar opções.Portanto,deve-se ter uma boa noção de análise gráfica/técnica de ações,pois é esta a análise voltada para o curto prazo.
Eu particularmente vou colocar aqui algumas estratégias com opções que eu acredito deem um bom retorno.
As mesas,tanto de alta quanto de baixa.
(Borboleta é uma droga por ser muito pontual)
Tenho um amigo que opera opiças no gráfico de 5 minutos e se da muito bem,mas eu não recomendo.
Venda coberta com rolagem(caso seja necessário) fora do dinheiro + análise gráfica para ver se a tendência não esta contraria à operação.
Pode ficar atento em algum fato relevante que esteja sendo esperado.Não realizar a operação por precaução.
Venda a descoberto de opções no intraday eu também recomendo.(Sim,é perigoso d+!)Mas deis de que você não venda pó perto do vencimento estará tudo certo.Nos casos de especulação no intraday com opções a idéia é trabalhar no dinheiro aonde o beta é maior.(Significa que a correlação entre a ação e a opção é maior)
O resto é furada.
Abraço a todos!
Mesa de alta e mesa de baixa, essas operações não existem, o que existe é Mesa, Trava de alta, Trava de baixa, etc…
Dizer que lançar opções é especulação é uma inverdade. É perfeitamente possível lançar opções sem ter qualquer conhecimento de análise técnica, basta ter uma estratégia definida. Analise técnica só serve pra quem vai fazer trades.
Uso opções para remunerar carteira a 2 anos e já fiz várias simulações de estratégias diferentes usando cotações reais dos últimos 10 anos da Bovespa. E com a estratégia certa, no longo prazo, vc sai ganhando.
Esclarecendo,
Eu não recomendo a compra no intraday,visto que a direção de maior probabilidade das opções a cada dia que chega mais próxima do vencimento é de baixa.
Vendas cobertas de opções no Intraday são a forma mais segura sempre né…
Esse meu conhecido utiliza o Parabolic Sar configurado em 0,05 e 0,05. no M5
Confiram as quedas hehehe
Parabens pelo blog e pela coragem de enfrentar o tema, Atenção: quem quer acumular capital deve lançar na segunda fora do dinheiro e nunca com menos de 1% do valor da ação. Se não achar na série do mês encontra na próxima.
Agora, as travas de baixa são melhores que a venda coberta, pois a rentabilidade é maior
Prezado Fábio
Parabéns pelo artigo e por levantar este asssunto.
Tenho usado LC a algum tempo e queria fazer algumas considerações.
Tenho algumas premissas básicas para REMUNERAR a carteira (rentabilizar é outra coisa):
Sempre vender OTM (2 strikes no mínimo)
Sempre procuro vender VE
Ficar atento ao lastro e ao tempo
Nunca vender uma opção com prêmio menor que 1% do valor da ação.
Stop em LC em 3 opções:
Sempre na quinta feira anterior ao exercício,
Se o Bosi (é um indicador do Bastter) atingir sua opção,
Se sua opção ficar NV (não vende).
Tenho feito de 0,90% a 1,4% operando LC.
Vejo o quadro de opções do Bastter 1x ao dia e vou cuidar da vida, se algum indicador atingiu meu lançamento, stopo e parto pra outra se não atingiu, fecho o book e vou trabalhar.
abraço e sucesso.
Vale a visita ao http://www.bastter.com depois entre em “estudos” e depois em “quadro de opções”.
abraço
I40
Para saber mais sobre o assunto consultem o Bastter (www.bastter.com.br), que vem se dedicando há anos ao ensino de operações com opções e sempre manteve uma postura séria e correto em suas colocações.
Alguém poderia me explicar o que é ficar exercido ?
um abraço a todos
e parabéns pelo post !
Significar exercido significa que quem comprou suas opções terá o direito de adquirir suas ações pelo preço de strike. Por exemplo: se você lançar opções PETRJ22 e, no dia de vencimento da opção, as ações da Petrobras estiverem custando R$ 24,00 (acima de R$ 22, que hipoteticamente seria o valor do strike), você seria obrigado a vender suas ações por R$ 22,00.
A impressão que eu tenho é que Buffett NÃO usa opções pois elas limitam o lucro. Você mesmo escreveu “Se você não deseja ser exercido, nem invente de utilizar essa estratégia”.
Mas de fato não tenho certeza se Buffett utiliza ou não esta modalidade, para 2012 eu pretendo reler coisas do sábio de Omaha e tirar a dúvida hehehe
Abraços
Para mim isso e igual especular, totalmente fora do conceito investimento e buy and hold. Vc compra, torcendo para nao ser exercido, qual a finalidade? Você vira um jogador, um torcedor. Ninguém sabe se vai subir ou cair e se vc tiver a infelicidade do preço subir e vc for exercido 3, 4 vezes seguidas, vc ver seu acumulo de ações diminuir consideravelmente, e com ele seu potencial de ganho. Bole uma simulação e vera que no fim, vc acabara com zero ações. Fora os impostos, taxas a cada operação … Como disse, isso e estratégia para quem especula e nao para quem investe.
Oi Fabio, tudo bem?
Belo artigo sobre os LCs.
Ja utilizo as opcoes para lancamentos cobertos desde 2008. As rolagens podem ser utilizadas quando nao queremos entregar o papel caso ele suba acima do strike da opcao. Neste caso voce recompra a opcao lancada, mesmo que esteja valendo mais que o preco que recebeu no LC e lanca novamente na serie seguinte com o mesmo strike ou se possivel no strike acima recebendo o mesmo valor que gastou na recompra. Assim o que acontece é que voce estaria desta forma adiando um possivel exercicio da opcao lancada e tentando melhorar a change de nao ser exercido no proximo mes quando consegue rolar para um strike acima. Mesmo rolando no mesmo strike, vc vai ganhar um tempo extra para dar a chance do papel cair e voce nao ser exercido tambem.
No caso de queda do papel,voce tambem pode rolar para baixo, na mesma serie ou na serie seguinte, depende da situacao. A ideia seria recomprar a opcao que ficou barata com delta baixo e lancar em um strike abaixo uma quantidade menor de opcoes onde o valor recebido seja proximo o que pagou na recompra. Assim se a queda continuar, voce podera ganhar um pouco mais pois o delta delas é maior que as anteriores. Se de repente a acao disparar para cima, voce tera menos opcoes lancadas e assim ganhara mais com as acoes que possuem delta 100%.
Pela minha experiencia, a utilizacao das opcoes para LC em carteiras de longo prazo faz bastante sentido mas é preciso um acompanhamento mais de perto do mercado e estudar bastante tambem.
Espero ter ajudado um pouco e parabens pelo site que tem me ensinado muito.
Abracos,
Naka.
Caro Fábio,
Inicialmente, parabéns pelo blog. Levo suas opiniões em consideração, considero-o uma das minhas referências.
Sou médico, moro em Anápolis, e assim como vc, participo (pouco) da comunidade GRAHAN.
Em agosto último, assisti aí em Bsb o curso do Basster com foco em venda coberta p/ remuneração em carteira.
Achei o método deles muito interessante. Desenvolveram marcadores p/ otimizar a VC (qdo entrar, qdo stopar, etc). Eles sugerem que vc não faça a rolagem e sim recompre as opções (as vezes c/ pequeno prejuízo)
O que importa é o saldo positivo no médio/longo prazo destas operações.
Entre no site deles. Tem muita informação bacana!
Abs
Rodrigo
Sempre tive receio de opções. Pois bem, fiz um lançamento coberto na Ogx, fora do dinhero, lucro: 140 reais, fora taxas, corretagem e impostos. Teve dar, líquido, uns 90 e poucos reais.
E lancei a primeira opção fora-do-dinheiro.
Logo, para o grande investidor, tudo bem, opções devem ser atraentes, para o pequeno, o primeiro stop dizima quase todo o lucro. Melhor se concentrar em pagadoras de dividendos.
Adoro seu blog, meus parabéns.
Com relação ao seu post acima, devo ser MUITO BURRO, pois não entendi quase nada… Opções devem ser coisas inventadas pelo capeta! rsrsrs
Relaxa, Sérgio! É só estudar…
Abraços,
Fábio