Análise da Souza Cruz

6 de junho de 201133 comentários

À primeira vista, investir nas ações da Souza Cruz não parece um grande negócio. A empresa vende cigarro, um produto politicamente incorreto que está sempre na mídia por razões negativas, e que também é sobretaxado pelo governo. Por conta desse lado politicamente incorreto do negócio, os impostos do setor são altíssimos, e vez ou outra surgem novas leis (federais ou locais) que restringem a publicidade de cigarro ou limita os ambientes em que os fumantes podem usufruir de seu vício. Parece péssimo, não é mesmo? Mas o histórico da Souza Cruz desmente essa primeira impressão.

O que é a Souza Cruz

A empresa é subsidiária da British American Tobacco, o maior grupo internacional do setor de tabaco. Segundo o relatório anual da Souza Cruz (referente a 2010), a empresa exportou no ano passado 93,2 mil toneladas de fumo e vendeu 71,9 bilhões de cigarros, obtendo a receita líquida de R$ 5,5 bilhões. A receita de exportação do fumo no ano passado totalizou R$ 1,039 bilhões, o que equivale a 18,89% da receita total de empresa.

Esse é um dado importante, já que o Brasil é o líder na exportação do produto há mais de 15 anos – e a Souza Cruz é a principal empresa do setor no país. Ou seja, mesmo que o consumo de cigarro e fumo diminuam no país, parte importante da receita da empresa decorre da exportação para outros países, o que aumenta a diversificação da base de clientes do negócio. Como a qualidade do fumo brasileiro é considerada boa no mercado internacional, é difícil que a demanda pelos produtos da empresa diminua. O restante de sua receita decorre da venda de cigarros no país.

A participação da empresa no mercado nacional indica vantagem competitiva no setor. A empresa detém, atualmente, 62,3% do mercado (market share), com mais de 71,9 bilhões de cigarros vendidos em 2010. Em 2006, o market share era de 60,4%, o que indica que a empresa, apesar de gigante no mercado nacional, ainda encontra espaço para crescimento.

O dado negativo é que a empresa diminuiu tanto o volume de venda de cigarros no mercado interno (em 2006, foram vendidas 78,2 bilhões de unidades, e em 2010, apenas 71,9 bilhões de unidades) quanto no mercado internacional (em 2006, foram exportadas 115 mil toneladas de fumo, e em 2010, 93,2 milhões de toneladas). Todavia, apesar disso, o lucro líquido da empresa aumentou muito no mesmo período: em 2006, seu lucro líquido era de R$ 822.880.000,00, e em 2010, foi de R$ 1.448.516.000,00, um acréscimo total de 76% em 4 anos. Além disso, a Souza Cruz tem enfrentado um importante problema com a venda de cigarros contrabandeados, que tem se tornado ainda pior pela necessidade da empresa de elevar os preços dos cigarros em razão do aumento da tributação do setor. Com o aumento do preço, os cigarros contrabandeados se tornam cada vez mais atrativos.

Não me preocupa a possibilidade de extinção da atividade da empresa no médio prazo, já que o setor é responsável pela geração de muitos empregos. Segundo o relatório anual da empresa, toda a cadeia produtiva é responsável por 240 mil empregos, e só a empresa pagou, em 2010, R$ 7,4 bilhões em impostos no ano passado. Para que o governo extinguisse o negócio, com a proibição da venda de cigarro, teria que tomar as seguintes medidas: (1) levar, automaticamente, 240.000 pessoas para o mercado informal, diminuindo a arrecadação de FGTS e INSS sobre todo esse contingente; (2) abrir mão de mais de R$ 7 bilhões arrecadados em impostos; (3) e levar para a ilegalidade milhões de brasileiros que fumam todos os dias.

A verdade é que o governo é o grande sócio da empresa – ao ponto que 79,3% da riqueza gerada pela companhia foi destinada ao Estado. Como informa o relatório anual, a riqueza gerada pela empresa em 2010 foi distribuída nos seguintes percentuais:

 

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Números como este mostram mais uma evidência do capitalismo à brasileira. Você acredita que o governo atiraria no próprio pé, diminuindo sua receita e tomando medidas que seriam claramente impopulares para boa parte da população? Eu não.

Examinando a evolução dos fundamentos da Souza Cruz

A Souza Cruz apresenta alguns dados fundamentalistas bastante interessantes. Seu Retorno sobre o Patrimônio (ROE) médio desde 2001 é de 56,89%, o que é fantástico. E a empresa, hoje, é mais eficiente do que em todo esse período: nos últimos 5 anos, seu ROE médio foi de 63,38%; nos últimos 3 anos, de 68,60%; e no último ano, seu ROE foi de incríveis 73,55%.

Ou seja, com crise econômica e tudo o mais, e mesmo com os problemas a que me referi antes (diminuição no volume de vendas e de exportação, e excessivos gastos com o governo), a empresa tem sido cada vez mais eficiente na geração de valor para o acionista. Como a empresa tem feito isso? Diminuindo seus custos, os administrando eficientemente. A margem líquida da empresa (ou seja, a parte da receita líquida que gerou efetivamente lucro líquido) em 2010 foi de 27%, bem maior do que a de 2006 (9,59%), por exemplo. Ou seja, se em 2006 a Souza Cruz exportou mais fumo e vendeu mais cigarro, em 2010 cada cigarro vendido gerou mais lucro do que naquele ano. Além disso, o total de despesas com vendas e com a área administrativa da empresa também tem diminuído com relação ao resultado operacional da companhia. Em 2006, essas empresas representavam 56% do total do resultado da empresa; em 2010, essa relação diminui para 48,64%. Ou seja, mesmo diminuindo a quantidade de produtos vendidos, a Souza Cruz conseguiu elevar bastante seu lucro.

O lucro líquido da empresa tem crescido irregularmente, contudo. A taxa de crescimento do lucro líquido desde 2001 foi de 9,57%. Nos últimos 5 anos, foi de 15,19%; em 3 anos, de 7,67%; e no último ano, caiu 2,23%. É importante que o investidor que pretenda investir na Souza Cruz ou já invista nela monitore a evolução desse indicador ao longo dos próximos meses.

A dívida da empresa também é bem equacionada. A liquidez corrente, que representa a capacidade da empresa de honrar suas dívidas de curto prazo, é de 1,54 (o ideal é que esse indicador seja superior a 1). Além disso, a Souza Cruz tem bastante dinheiro disponível em caixa. Em 2010, entre caixa e equivalentes, a empresa tinha R$ 1,082 bilhões (mais do que o total de mercadorias em estoque, que era de R$ 919 milhões). Trata-se de dinheiro que, se bem aplicado, pode gerar bastante retorno ao acionista, na forma de dividendos ou de investimentos na atividade produtiva.

As ações da Souza Cruz estão caras?

Atualmente, as ações da empresa estão cotadas a R$ 19,43, com um índice P/L de 20,80. Ou seja, o preço de cada ação equivale a 20 vezes o lucro da companhia. Todavia, o P/L médio de 2001 até hoje está na casa dos 9,56; nos últimos 5 anos, de 12,08; e no último ano, de 14,80. O P/L da Souza Cruz tem aumentado bastante em razão do aumento do preço das ações, em descompasso com o aumento do lucro por ação da empresa no período. Em 2011, as ações já acumulam alta de 10,65%; em 2010, de 65,04%; e em 2009, de 42,44%. A resiliência das ações da Souza Cruz é tão grande que, no auge da crise mundial, em 2008, as ações caíram meros 2,73% (o Ibovespa caiu pouco mais de 60% naquele ano!).

Essa situação, a meu ver, torna o investimento na empresa um pouco arriscado, apesar da estabilidade do negócio e do seu crescimento nos últimos anos. No atual patamar da cotação, se o lucro da empresa crescer à razão de 15,19% (que é a média dos últimos 5 anos, a maior do período), o lucro por ação da empresa em 2021 seria de R$ 4,49. Nessa situação, com o P/L médio dos últimos 5 anos (de 12,08), cada ação da empresa valeria em 2021 aproximadamente R$ 54,23. Ou seja, o investidor teria uma rentabilidade de 179%, o que equivaleria a uma rentabilidade anual média de 10,81%.

Mas a rentabilidade total do investidor deve levar em consideração os dividendos pagos pela Souza Cruz ao longo dos anos. Como o payout médio da empresa tem girado em torno de 90% (ou seja, a empresa distribui a seus acionistas cerca de 90% de seu lucro líquido), isso significa que, mantida a premissa de crescimento no lucro por ação de 15,19%, o investidor receberia algo em torno de R$ 24,17 em dividendos ao longo dos próximos dez anos. Adicionando os proventos à rentabilidade esperada no aumento da cotação, o investidor teria uma rentabilidade total de 303%, ou 14,96% por ano. Considerando-se que a Selic está beirando os 12%, seria um excelente negócio, concorda? E eu nem considerei o reinvestimento dos dividendos.

Mas essas premissas são bastante otimistas, já que levei em consideração um crescimento baseado na taxa dos últimos 5 anos. Se considerarmos a taxa de crescimento no lucro por ação e o P/L médio de 2001 pra cá (9,57% ao ano de crescimento do LPA , com um P/L médio de 9,56), as projeções diminuem bastante. A cotação média, nessas condições, estaria na casa dos R$ 24,76, e o investidor teria uma rentabilidade total de 27% (ou pífios 2,42% ao ano). Considerando-se os dividendos, a rentabilidade total seria de 114,56% (ou 7,93% ao ano).

//

Acredito que, como nos últimos 3 anos a média de crescimento no LPA diminuiu para 7,67% e, no último ano, foi negativa (-2,23%), dificilmente o cenário de crescimento na casa dos 15% ao ano se concretizará. Acredito que o ideal é considerar o crescimento de 2001 pra cá, que representa uma média de crescimento menos otimista, mas ainda razoável. A empresa é excelente, mas talvez o mercado esteja divisando um crescimento futuro otimista demais.

* Essa análise representa apenas a minha opinião sobre a empresa, não significando recomendação de compra ou de venda da empresa – até porque não tenho a qualificação exigida para recomendar qualquer investimento. O propósito do site é meramente educacional. Cada investidor é responsável por suas próprias decisões finanvceiras.a’
** Como parte da política de transparência do site, informo que não sou proprietário de ações da Souza Cruz.

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Sobre o autor ()

Fábio Portela L. Almeida é mestre em direito constitucional e em filosofia pela UnB. Atualmente, é doutorando em direito pela mesma universidade. É autodidata no mundo dos investimentos e tem por objetivo compartilhar seus conhecimentos com qualquer pessoa que deseje aprender um pouco sobre como economizar e investir adequadamente seus recursos.

Comentários (33)

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  1. Major disse:

    Um número importante que deve ser levado em conta é quanto prejuízo o cigarro causa ao sistema de saúde do país com os inúmeros problemas de saúde que ele causa. O governo pode levar isto em conta na hora de pensar em frear ainda mais as vendas de cigarro.

    • zaphod disse:

      Major, acha que o governo se preocupa com isso?

      Fabio, como sempre, excelente análise! Gosto muito desses posts focando uma empresa específica.

    • carlos disse:

      e eu com isso eu nao fumo. quero é dinheiro no bolso.

      • Haroldo Antero disse:

        O gasto com saúde publica em tratamento para câncer de pulmão (sendo espicífico) é 4x menor que o lucro que a empresa dá ao governo! Nesse caso a empresa “trata o seus doentes” e ainda sobra para tratar todos os outros…. O que falta mesmo é o governo para de enfiar essa grana na cueca e investir em hospitais e principalmente na capacitação de profissionais!

  2. Lavoisier disse:

    Não, em 2008 cruz3 teve desempenho de -2,73% e o ibov -40% e não -60%.

  3. Marcel disse:

    Muito boa a análise, a Souza Cruz é muito bem administrada mas como boa parte do se lucro depende de exportação fica a mercêr da variação do dólar.
    Vale lembrar que a + ou – uns 2 meses ela estava cotada na casa dos 15. Essa ação subiu muito em pouco tempo.

    Como sugestão para o blog, poderia criar uma aba para suas análises e atualiza-las em tempos, a cada balanço anual por exemplo.

    Fabio, aonde consigo informações sobre market share das empresas ou de setores em geral?

  4. Jean Jacques disse:

    Obrigado, sou acionista da empresa desde o ano passado, acrescentou bastante em conhecimento.

  5. dimarcinho disse:

    Boa análise! Também tenho estudados muitos balanços. Depois dê uma olhada em CRIV4 e CPLE6! []s

  6. Outro dado para a análise, existem vários relatórios a respeito do padrão de litigância contra empresas de tabaco no Brasil. E elas vêm ganhando de lavada aquelas ações de indenizações movimentadas pelo MP, por ONGs e por particulares.

    Não estou com o resultado de meu trabalho aqui, mas montei alguns slides que podem ser acessados aqui: http://prezi.com/0e1g87fijmmv/tabagismo-no-judiciario/

  7. Fhillus disse:

    Realmente a empresa é bem administrada, porém, por questões possoais, não compraria ações dela. Não me sentiria bem recebendo dividendos com venda de cigarros.

    Claro que vivemos com o capitalismo e empresas visam o dinheiro, sendo que nenhuma é boazinha, mas nesse tipo de empresa é mais escancarada os ganhos em cima da desgraça alheia.

    Muito boa a análise.

    Abraços

    • Fábio Portela disse:

      Fhillus,

      Eu sou uma das pessoas que mais detesta cigarro. Tenho tentado há anos convencer minha mãe para que ela pare de fumar. Mas não me oponho a ser sócio da Souza Cruz (ao menos, não por isso), já que a empresa continuará sua atividade independentemente de minha vontade. Mas, obviamente, cada pessoa decide o que é fundamental em sua carteira de investimentos.

      Abraços,
      Fábio

      • Lopes disse:

        Concordo que cada um deve seguir as suas crenças mas seguindo o raciocínio do Philus, ele não deveria investir em bancos (assaltam os clientes com taxas de juros extorsivas), telefônicas (cobram caro para um serviço sofrível), etc.

  8. Humberto disse:

    Excelente artigo! Mostrou de forma bem simples e objetiva o que realmente interessa quando analisamos uma empresa. Parabéns, espero que não pare na Souza Cruz. Se quiser umas sugestões eu tenho: Randon, Eternit, Marcopolo, Duratex…

  9. Álvaro Guilherme disse:

    Caro Fábio,

    Parabéns pelo site! Achei-o por acaso, pesquisando no Google sobre bolha imobiliária.

    Trata-se de meu primeiro post aqui.

    Certa vez, li que as ações de fumo e bebidas são consideradas “defensivas” em períodos de crise.

    Não procurei saber as razões para isso, mas suponho que a demanda seja menos elástica, quiçá muitas pessoas fumam e bebem mais por causa do nervosismo causado pela crise (risos).

    Mas uma coisa que me deixou intrigado (Informações do site da Bovespa) é que a British American Tobacco já é dona de 75% das ações. Será que eles irão fechar o capital num futuro próximo?

    • Fábio Portela disse:

      Álvaro,

      Obrigado pelos elogios e pelo comentário. Empresas de consumo secular, ou seja, que têm um bom consumo mesmo em período de crise, são chamadas de defensivas. É o caso das empresas de energia, de bebidas e, no caso, de fumo.

      Quanto a sua pergunta: não vi nenhum rumor recente sobre fechamento de capital da empresa, mas este foi um assunto recorrente há alguns anos (por volta de 2005, 2006).

      Abraços,
      Fábio

      • Álvaro Guilherme disse:

        Obrigado pela resposta.

        É que, particularmente, considero um percentual de 75% uma fatia muito grande do capital (há pouca diluição). Posso estar enganado.

        Por outro lado, não acredito que o consumo de tabaco acabará um dia, mas certamente haverá um declínio paulatino, ou na melhor das hipóteses, uma estabilização.

        Os fumantes mais novos não repõem os mais velhos (a maioria entre 45 e 60 anos), e há leis cada vez mais restritivas (Nova York proibiu o fumo em parques e praias, e na Austália há uma proposta em que todos os maços tenham uma embalagem padronizada, de cor verde, em que constará apenas o nome do cigarro).

        Com isso, a necessidade de investimentos cai (não há marketing, nem expansão do parque industrial), o que gera lucros cada vez maiores. Com a posse de maior parte dos lucros, pode ser que o acionista majoritário se sinta mais confortável em fazer uma proposta de fechamento.

  10. Jailson disse:

    Fábio, parabéns pela análise.
    Como faço para encontrar o P/L médio dos últimos anos?
    Obrigado.

    • Fábio Portela disse:

      Eu calculei a partir dos dados financeiros e das ações, disponíveis no site comdinheiro e no fundamentus.

  11. CVM disse:

    Fora de lei!!!

    Vou denunciar a CVM essa pagina, isso é recomendação de compra/venda sem ser credenciado/autorizado pela Comissão de Valores Mobiliárias.

    • Fábio Portela disse:

      Prezado CVM,

      Eu apenas emiti MINHA OPINIÃO sobre a empresa. Não estou recomendando ninguém a comprar ou a vender as ações da empresa. Inclusive, eu destaquei no final do post isso. Há milhares de blogs por aí em que as pessoas divulgam suas análises técnicas com o mesmo propósito, e sem ter qualquer credenciamento para isso. Só por que estou divulgando uma análise fundamentalista minha, em que eu destaco que não tenho ações da empresa, nem recomendo que ninguém compre ou venda suas ações com base na análise, estou recomendando a compra ou a venda da ação?

      Um abraço,
      Fábio Portela

    • zaphod disse:

      Tá viajando, CVM? A CVM deveria agradecer a ele pela sua contribuição à educação financeira no Brasil!

      • CVM disse:

        Dentro das leis e normativas.

  12. CVM disse:

    Analistas Credenciados também emitem suas OPINIÕES, só que respeitando toda regulamentação

    “Nessas condições, contudo, não vejo nas ações da Souza Cruz uma boa oportunidade de investimento. ”

    Isso não é recomendação para não comprar?

    Não vou te denunciar, mas vamos respeitar a lei?

    • Fábio Portela disse:

      Retirei o trecho. Acha que está adequado, agora?

      • CVM disse:

        Certo.

    • zaphod disse:

      CVM, qual o seu problema? Se alguém compra ou não uma ação por causa de uma opinião de um blog, não tem responsabilidade suficiente para ser um investidor. Cada um é reponsável pelos próprios atos e decisões de investimentos. A CVM não é mãe de ninguém! Tenta apenas manter a transparência do mercado.

      • CVM disse:

        Respeito às leis, só isso.

  13. Andre disse:

    Eu há um bom tempo gosto das açoes da Souza Cruz, vou comprar ainda mais caso ela caia mais um pouco.
    Esse cara que está falando mal do artigo não tem a menor competencia de julgar nada….nao creio que a opiniao manifeste qualquer recomendaçao de compra ou venda. Quem nao sabe nada de Valuation é que se impressiona com a opinoao de qualquer blog…Ora, se o sujeito entende alguma coisa de fundamentos…pode tirar suas próprias conclusoes independente de qualquer recomendaçao!

    • CVM disse:

      Parapsicólogo?

  14. Roberto disse:

    Quem é CVM? Deve ser um fake. Desprezível. O mínimo que se espera de uma pessoa é que ela tenha a coragem de se identificar ao emitir seus conceitos/pareceres/opiniões etc.

    O principal problema da net é a quantidade inesgotável de fakes… Uma verdadeira praga.

    • Fábio Portela disse:

      Prezado Roberto, o CVM, quem quer que seja, trouxe uma preocupação legítima. Eu até corrigi o texto para tentar contemplar a preocupação dele, a fim de evitar que algum desavisado ache que estou RECOMENDANDO a compra/venda de alguma ação.

      Um abraço,
      Fábio

  15. Matheus disse:

    Fábio, daonde você tirou os dados do setor?
    Onde estão as fontes?

    • Fábio Portela disse:

      Tirei dos relatórios da própria Souza Cruz.

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