Como ajudar seu filho a ficar rico
Ficar rico é o sonho de muitas pessoas. Que tal, então, ajudar seu filho a alcançar esse objetivo? Esta semana, li uma matéria interessantíssima no Portal Exame sobre o tema. O título do texto, “8 formas de ajudar seu filho a ficar rico”, já ilustra o seu propósito: tentar ensinar ao leitor como ele poderia ajudar seu filho a se tornar rico. Embora o propósito do texto seja bem útil – afinal, planejar o futuro financeiro é algo algumas das dicas sejam úteis, acredito que nem todas são interessantes, e na verdade algumas são até perigosas. Mas vamos às dicas do texto para que seu filho possa ficar rico!
1) Não eduque demais os filhos
A primeira dica parte do pressuposto de que educação demais é desperdício e só desvirtua o foco de seu filho para ficar rico. Partindo do livro “Pai Rico, Pai Pobre” e de uma entrevista concedida pelo economista Laurence Kotlikoff à revista Forbes, o artigo afirma que é melhor ensinar aos filhos como investir e “farejar” as melhores oportunidades no mercado. Para exemplificar a dica, o autor da matéria, João Sandrini, ainda exemplifica o ensinamento mostrando a situação de um encanador americano, que ganharia mais dinheiro do que um psicólogo ou um pedagogo.
A meu ver, essa dica pode para ficar rico até ser verdadeira para a situação americana, onde pedreiros e encanadores ganham bem pelos seus serviços. Mas, no Brasil, o pressuposto é questionável: quem tem um bom curso superior tem maiores chances de ganhar mais dinheiro do que quem não tem. E mais: um mestrado e um doutorado ainda permitem ganhar um pouco mais, além de abrir boas portas. Obviamente, é importante ensinar como ganhar dinheiro “no mercado”, mas isso não significa abrir mão de valorizar também a qualificação acadêmica: além disso, o exemplo do encanador claramente não se aplica ao Brasil, salvo raras e honrosas exceções.
Além disso – e essa é uma crítica minha ao livro “Pai Rico, Pai Pobre”, para a maioria das pessoas, a educação é o único caminho relativamente seguro de progresso na vida e ficar rico. Apostar em outras saídas pode dar certo, mas é muito mais arriscado. E, convenhamos: se os pais não tiveram educação financeira para encontrar as melhores oportunidades no mercado, que tipo de ensinamento nesta área poderiam deixar para seus filhos? Se você não sabe como ensiná-lo a ficar rico, melhor seguir o caminho tradicional e, ao mesmo tempo, tentar dar um pouco de educação financeira pros moleques.
2) Não se endivide para pagar uma faculdade cara demais: ele pode ficar rico, mas você pode ficar pobre
Essa lição para ficar rico é interessante. Segundo o autor do texto, baseado ainda na entrevista de Laurence Kotlilkoff, é importante que os pais não se endividem para dar ao filho uma graduação em uma faculdade renomada, e o autor cita várias universidades brasileiras que cobram cerca de R$ 30.000 por ano em mensalidades. Segundo o texto, é melhor que o filho curse uma faculdade mais barata do que se endividar para pagar.
Nesse ponto, concordo em parte. O primeiro aspecto a se salientar é que a qualidade do ensino universitário brasileiro É MUITO RUIM. Principalmente, na maioria das universidades particulares. É claro que existem exceções, mas, na média, os cursos nas universidades particulares são péssimos. E, pior ainda, são caríssimos. Os cursos nas universidades públicas também são ruins, mas são melhores do que os cursos na maioria das faculdades particulares, por duas razões: (i) nas universidades públicas, ainda existe um vestibular que seleciona os melhores alunos, ao passo que na maioria das universidades particulares o vestibular é um conceito em extinção; e (ii) nas universidades particulares, as direções fazem o possível e o impossível para que os alunos sejam aprovados, o que leva inexoravelmente à queda da qualidade do ensino, o que não acontece, via de regra, nas universidades públicas. Claro, existem exceções de todos os lados, mas acredito que essa imagem é razoável para a média dos casos.
Portanto, se você pretende dar ao seu filho um bom ensino e ele não foi capaz de passar no vestibular de uma universidade pública, acredito que é importante fazer um esforço para que ele curse uma BOA faculdade particular. Se não for possível conseguir uma bolsa em um dos programas do governo, é importante dar um jeito para pagar as prestações (nem que seja botando o moleque pra trabalhar e pagar uma parte dos gastos, oras!).
Mas, pelamordedeus, não faça uma coisa: deixar seu filhão ou filhona estudar numa faculdade particular meia boca, só porque a prestação é menor. Não se engane: o mercado atribui valores diferentes pros diplomas, e se seu filho não tiver um bom diploma, já vai largar lá atrás. Ele vai ter que mostrar dez vezes mais competência que os outros alunos que estudaram em faculdades melhores.
Aliás, aproveito para criticar esses programas do governo que concedem bolsas para estudantes carentes em faculdades meia boca: isso é fonte de duplo prejuízo. Prejuízo para a sociedade, que financia a atividade de instituições de ensino muito ruins; e prejuízo para o aluno, que acredita estar recebendo um bom ensino quando, na verdade, só está passando tempo no banco da faculdade. Melhor seria usar o dinheiro público para abrir mais vagas em bons cursos, públicos e privados.
3) Dê incentivos financeiros para seu filho tentar ganhar mais dinheiro
Essa dica também é interessante. A ideia é dar incentivos, nos primeiros anos da carreira do seu filho (ou filha), para que ele não desista. Assim, se seu filho começa ganhando R$ 1.000,00 por mês no emprego, você poderia depositar em uma conta de investimento R$ 500 por mês; e esse valor aumentaria conforme o filho progredisse na carreira. Por exemplo, se ele conseguisse um aumento para R$ 2.000,00, você passaria a depositar R$ 700,00. Nessa conta, ele não poderia sacar o dinheiro; deveria deixá-lo na conta rendendo para o futuro.
As lições dessa “dica” para ficar rico são valiosas: o filho não se desanimaria com o baixo valor dos primeiros salários, além de começar, ao longo do tempo, a enxergar o valor de economizar e investir dinheiro.
4) Ensine seu filho a cuidar do próprio dinheiro desde cedo
É importante ensinar os filhos a evitar desperdícios e administrar o próprio dinheiro. Ter consciência dos gastos é uma parte importante do processo educacional necessário para que seu filho possa ficar rico. Segundo o texto, é melhor dar mais dinheiro para a criança de uma só vez do que dar um pouco de dinheiro a cada dia, para que ela compre lanche ou outras coisas. Ao ser obrigado a lidar com mais dinheiro, a criança começa a aprender como projetar os gastos futuros e a administrá-lo com mais parcimônia. Obviamente, é importante saber dosar a quantidade de dinheiro e o prazo para gastá-lo, e isso varia conforme a idade da criança.
5) Presenteie seu filho com ações: um caminho valioso para ajudá-lo a ficar rico!
Essa é uma dica que considero valiosíssima. Eu mesmo pretendo adotá-la quando tiver meu pimpolho ou minha princesinha. A cada aniversário de meus filhos, darei uma “bolada” em ações, e também aplicarei periodicamente pequenas quantias para comprar ações de boas empresas. A ideia, aqui, é mostrar para o filho, ao longo do tempo, o valor dos juros compostos ao longo do tempo. Aos poucos, mostre a ele o saldo investido e como aquele montante é fruto do investimento constante e da paciência. Com certeza, isso fará diferença ao longo do tempo!
6) Alerte seus filhos sobre os riscos do cartão de crédito: seu filho pode não ficar rico, mas pode não ficar pobre!
Ensinar ao filho o valor do dinheiro é importantíssimo. E uma parte disso é mostrar às crianças pequenas, que pensam que aquele pedaço de plástico é um instrumento mágico de pagar contas, que o cartão de crédito é apenas um instrumento de pagamento, mas que é necessário ter dinheiro como lastro na conta. É importante mostrar a ele a importância de usar o cartão de crédito com consciência, sem jamais deixar de pagar a fatura integralmente. Ensine o conceito de juros e os reflexos deles na evolução de uma fatura parcelada. Ao ver a dívida crescente, tenho certeza que sua filha vai pensar muito antes de dividir a parcela do cartão, quando for dona do próprio nariz!
7) Ajude seu filho a comprar uma casa
Esta é outra dica da qual discordo em parte. A ideia do texto é que o pai pague a entrada do imóvel e incentive o filho pagar o restante o mais rápido possível. O texto considera esta uma boa dica porque (i) seria melhor pagar uma prestação de um bem do próprio filho do que pagar aluguel para outra pessoa; (ii) o filho estaria protegido caso o mercado imobiliário continue em alta; (iii) o presente é uma forma de fugir dos custos de transmissão da herança; e (iv) o filho poderia usar o FGTS a cada 3 anos para abater o saldo devedor do financeiro.
O problema desta dica é pressupor que ter um imóvel é uma vantagem por si só. Como já discutimos em outra oportunidade, ter um imóvel é uma neura da qual nós brasileiros padecemos. Todo mundo tem que ter um imóvel porque tem que ter. Ter um imóvel só é vantajoso em determinadas condições; e uma delas é que o preço do imóvel seja razoável, algo que não é necessariamente verdadeiro na atual conjuntura econômica, onde é mais barato alugar a residência do que financiar uma habitação em condições similares. Além disso, o texto considera a opção viável para o caso de o mercado imobiliário continuar em alta; mas isso só funciona nessa hipótese. Se ocorrer uma reviravolta nos preços, o efeito é o contrário: seu filho estará pagando a prestação de um imóvel que vale menos do que o valor financiado – e dificilmente isso o fará ficar rico.
Quanto às vantagens para o caso de transmitir a herança, o mesmo poderia ocorrer caso você decidisse, ao invés de financiar o imóvel, comprar qualquer outro bem para seu filho, desde um automóvel até outros ativos financeiros, como títulos do tesouro ou ações. Ou seja, esta não é uma vantagem típica do imóvel. Talvez a única vantagem que sobre seja o uso do FGTS para abater o saldo devedor, ao invés de permanecer com o dinheiro parado, na conta vinculada, trazendo rendimento baixíssimo.
8) Se for dono de empresa, empregue seu filho
Também considero esta uma dica importantíssima para quem é empreendedor. Muitas pessoas não empregam os filhos no mesmo negócio porque temem que os outros empregados pensem que ele será beneficiado, ou têm medo de que o filho ache que terá regalias, melhores salários e menos obrigações. Para evitar essas desconfianças, o texto indica que o ideal é empregar o filho nas mesmas condições dos outros empregados, recebendo o mesmo salário e cumprindo os mesmos deveres. Assim, ele aprenderá a valorizar o trabalho, exercer bem suas funções e a conhecer bem os meandros da empresa. Com isso, no futuro, ele terá o preparo necessário para assumir os rumos do negócio!
E você, o que tem feito para ajudar seu filho a ficar rico?
Arquivado em: Educação financeira





Eu acho muito interessante essa questão de ajudar o filho.
Eu tenho 24 anos e ainda não tenho filhos, mas eu tenho um título do governo que vence em 2015 (ano que planejo ter filho), comprei em 2009 com o objetivo de ser o primeiro dinheiro poupado para o meu filho.
Mas uma questão importante é que não podemos ajudar tanto nossos filhos e nos prejudicar ao ponto de no futuro dependermos dos filhos para sobreviver, o dinheiro que eles vão poupar, não precisando comprar remédios, convênio médico ou pagando outras contas, eles podem investir na própria vida e liberdade financeira!!!
Temos que saber equilibrar nosso futuro com o futuro deles, não prejudicá-los ao ponto de não poupar nada mas também não colocá-los no curto-prazo como prioridade e nos prejudicar no futuro.
Que texto excepcional. Para mim foi de longe o melhor texto já escrito. Concordo com tudo que você colocou, onde já se viu um texto de finanças ensinar a não educar seus filhos? Vejamos os mais ricos do mundo, onde eles estudaram? Tirando o Bill Gates, que é um gênio desde os 16 anos, todo o resto estudou em ótimas universidades, e nunca tiveram sua educação relegada. Ainda não consigo entender como esses americanos controlam o mundo.
Com relação ao imóvel, uma boa estratégia seria, ao invés de comprar um imóvel, incentivar seu filho a investir em fundos imobiliários, mas aqueles fundos que tem imóveis mesmo e não os fundos que tem aparecido por ai com CRI e LCI, desta forma ele teria um imóvel pronto e ainda estaria recebendo o aluguel.
Novamente, parabéns pelo texto.
Obrigado, Adonay!
Também concordo com a maior parte das coisas que você falou. Quanto ao Bill Gates, ele mesmo estudou na Universidade Harvard, tendo abandonado o curso no meio do caminho. Mas o ponto é que ele entrou lá, ou seja, só abandonou sua educação formal quando viu futuro em outro negócio!
É importante levar em conta que o texto original foi escrito levando-se em conta a realidade dos EUA, e não a nossa (da mesma maneira que PRPP foi escrito levando aquela realidade em consideração).
Não obstante, concordo que boa formação não garante riqueza. Aliás, simplesmente não acredito nessa correlação. Mestrado e doutorado então, são bons e necessários pra quem deseja se dedicar ao ensino e à pesquisa e não pra quem deseja ficar rico. Nada contra, muito pelo contrário, um país sem ensino e pesquisa de excelência nunca será um país verdadeiramente desenvolvido.
O que pode garantir riqueza, ao meu ver, é ATITUDE, que é basicamente o cerne do pensamento do Kiyosaki no PRPP.
Depois, se tiver tempo, vou me permitir comentar os demais tópicos.
Acho que – no que tange à educação – o problema é tomar cuidado para não ficar “escravo” do mercado de trabalho, no que se refere ao ensino superior, pós-graduação, mestrado, etc.
Nada contra quem realmente gosta da vida acadêmica e suas especializações e realmente quer seguir uma carreira a respeito, mas há de se tomar cuidado naquilo que eu chamo de “academicismo” – a necessidade de se ter um diploma para cumprir meramente requisitos burocráticos de concursos públicos ou excentricidades de departamentos de RH, ou ainda, modismos de mercado.
Aqui na “República dos Bacharéis” – sim, temos longa tradição em títulos sociais e salamaleques – tornou-se comum no imaginário da classe média a necessidade de ser “dotô” – nem que depois tenha que trabalhar servindo lanches num balcão, ganhando um salário mínimo e meio – ou passar num concurso público meia-boca, de nível médio, só para não ficar desempregado.
É neste ambiente que prolifera a neura de se ter um diploma, nem que para isso – como citou o Fábio – tenha que se fazer uma faculdade particular ruim. Há também a moda: “Se tem havido um monte de concursos públicos na área do Direito, então vou estudar Direito”.
Isso, sem falar noutras distorções do nosso capitalismo – como o concurseiro – aquele que vive estudando para concurso público, pois a iniciativa privada não é nem um pouco atraente. Há também outra coisa lastimável, os bolsistas profissionais (alguém se lembra de alguma pesquisa universitária brasileira ser aproveitada de fato no mercado?).
Que fique bem claro que eu, de jeito nenhum, renego a cultura e o conhecimento. Mas eles são apenas úteis se você realmente puder tirar proveito deles – e a educação financeira é algo que deveria se aprender já nas primeiras séries do fundamental. Não deixe o pensamento do tipo “Ai, meu Deus, o que será de meus filhos?” tomar conta de você quando o assunto for universidade.
Li esta matéria juntamente com minha filha de 13 anos! No intuito e intruí-la. Ela adorou e está disposta a contribuir para sua vida prosperar, usufruindo da inteligência financeira.
Que boa notícia, Alexandre! Fico feliz por ter um impacto positivo na sua vida e na da sua filha!
Grande abraço,
Fábio
O livro “Pai Rico, Pai Pobre” é um lixo. Já seu blog é nota 10. Abraço.
Obrigado pelo elogio, José!
Gosto do livro “Pai Rico, Pai Pobre”, apesar das derrapadas que – acredito – os autores dão às vezes. Mas pelo menos têm o mérito de dar a cara a tapa para serem criticados! Melhor que muitos dos autores brasileiros, que preferem não dar a cara a tapa PARA não serem criticados!
Um abraço,
Fábio
Fábio, mais uma vez, excelente opiniões e conteúdos. Por isso é um dos meus blogs preferidos.
Eu tenho levado essa idéia de auxiliar os filhos à risca, desde o nascimento do meu! Mensalmente, deposito em renda fixa, mensalmente, usando uma regra básica que inventei: depósito = idade(em anos)*50. È apenas um critério simples que criei, sem “base científica” alguma. Quando o montante em renda fixa fica alto o suficiente, faço compra de ações (evitando sempre o mercado fracionário) que pagam ótimos dividendos. Quando os dividendos são pagos, metade do dinheiro vai novamente para renda fixa, aguardando nova oportunidade de compra de ações, e outra metade vai para o tesouro direto de longo prazo, onde permanecerão até o vencimento. Me pareceu simples e eficaz. O tempo dirá.
Abraços e, mais uma vez, parabéns pelo blog!
Obrigado pelos elogios, Evandeer! Sua estratégia é interessante mesmo…
Em relação à dica 3, eu faria um pouco diferente: ajudaria com um percentual do dinheiro que ele conseguiu guardar no mês. Isso incentivaria o jovem a economizar.
Muito bom este artigo, assim como os outros do site! Sempre tiro um tempinho no trabalho pra ler os artigos.
Só queria dizer que eu discordo um pouco no item 2. Eu me formei em uma universidade pública muito bem conceituada, mas considero que o aluno é muito mais responsável pelo própria formação do que o conceito do curso. Vi péssimos alunos se formando comigo e saindo com um diploma “bem conceituado”. Por isso acho que o esforço pessoal do aluno mais decisivo na formação de um bom profissional, que por consequência se sairá melhor no mercado, mesmo que seu diploma seja menos reconhecido.
Considero que o mercado é capaz de avaliar o profissional independente do seu diploma.
E parabéns pelo site! O visual novo está muito bom!
E claro, Thiago, que o fator essencial para um bom curso superior é a responsabilidade do aluno. Mas não tem jeito: é muito mais fácil um aluno ruim se sair bem por ter se formado em uma faculdade boa do que um aluno excelente se sair bem depois de se formar em uma faculdade muito ruim. Claro que exceções acontecem nos dois casos, mas o dano que uma faculdade ruim pode causar é absurdo! Em boa parte dos casos, mesmo bons alunos se formam sem ter a menor noção do conteúdo que deveriam conhecer, por simples falta de orientação!
Sobre a faculdade, isso é uma dura realidade que eu mesmo passei: me formei em uma faculdade particular considerada de segunda linha – não era das top mas também não era ralé. O curso deu uma formação razoável e eu procurava suprir algumas deficiências com experiências práticas e outros cursos paralelos.
Mesmo assim, em várias oportunidades de estágio ou trainee eu simplesmente não podia participar – só podiam concorrer alunos de determinadas instituições. Grande massa de gente tão ou mais qualificada era relegada à inexistência, e isso é muito comum no mercado tanto para estágio quanto para emprego fixo. Em outras oportunidades onde não havia essa trava, eu conseguia concorrer bem com os outros das instituições top, tanto é que consegui aprovação em algumas. Infelizmente a chancela do nome da faculdade pesa muito em uma primeira impressão, dando peso à opnião do Fábio de que “…é muito mais fácil um aluno ruim se dar bem por ter se formado em uma faculdade boa…” porque o próprio mercado concede mais oportunidades a esse aluno.
Bem, anos depois, quando fui fazer a pós-graduação, fiz questão de fazer um curso bem conceituado em uma universidade de ponta. Não foi barato, mas posso dizer que foi um dos melhores investimentos que já fiz, tanto no aspecto profissional quanto no aprendizado pessoal, me ampliando a visão e abrindo portas.
Abraços!