Construtoras incomodadas com alerta sobre bolha imobiliária

4 de maio de 201181 comentários

Embora eu não tenha planejado escrever apenas sobre a bolha imobiliária na capital brasileira durante a semana, o blog tem sido “atraído” pela temática esses dias. E, hoje, escrevo porque finalmente nosso trabalho, assim como o de colegas blogueiros, parece ter chamado a atenção dos empresários do mercado imobiliário. No Boletim Imobiliário de Brasília, uma publicação ligada ao setor imobiliário da cidade, foi publicado um artigo (intitulado “Os ícones da tribo e a bolha imobiliária de Brasília”), que objetiva atacar as análises de blogueiros que têm alertado a população dos riscos decorrentes da formação de uma bolha imobiliária na capital. Como sou um destes blogueiros, vesti a carapuça e, de pronto, já respondo o texto com minha análise.

As falácias do texto “Os ícones da tribo e a bolha imobiliária de Brasília”

Fabrício Valle, corretor de imóveis e editor do boletim, dá o tom do texto comparando a afirmação de que a capital federal vive uma bolha imobiliária com uma conversa de bar, desprovida de qualquer valor científico. As seguintes passagens ilustram o descaso com que o autor trata qualquer um que critique o atual boom do setor:

“É recorrente em blogs, fóruns e conversas de mesa de bar a afirmativa que Brasília vive uma bolha imobiliária, que vai estourar a qualquer momento.”

Pouco depois, Fabrício recorre ao filósofo Francis Bacon para dizer que esses blogueiros são “ídolos da tribo”, pessoas que induzem outros em erro por se basearem em falsas premissas, desprovidas de valor científico por reduzir a complexidade do fenômeno estudado a uma redução teórica simplória. Diz o autor do texto:

“Para começar um pouco de Francis Bacon, político, filósofo e ensaísta inglês do século XVI. Ídolos , na filosofia de Bacon, são falsas noções “que se revelam responsáveis pelos erros cometidos pelos homens que dizem fazer ciência”, como é caso desses bolhistas de Brasília. Uma das espécies desses ídolos, os da tribo, inclui o vício de “reduzir o complexo ao mais simples segundo uma visão que se restringe àquilo que é favorável , que é conveniente ”. Então, quem afirma a existência de bolha, simplesmente pega o efeito do desenvolvimento do mercado brasileiro como um todo, impulsionado pelo crescimento do crédito imobiliário, para chegar a conclusões precipitadas.”

E isso é toda a filosofia a que o autor do texto recorre para tentar refutar os argumentos de quem acredita que estamos passando por uma elevação artificial nos preços. Na verdade, o recurso aos ídolos da tribo de Bacon é um argumento falacioso. Fabrício apenas passa um verniz de filosofia no seu texto para, na verdade, atacar pessoalmente quem acredita em uma posição contrária à que ele defende. Na verdade, o que ele pretende é desferir um mero ataque pessoal – ao invés de provar a falsidade do argumento de quem acredita na bolha, Fabrício apenas os chama de “ídolos da tribo”, em tom pejorativo. É uma falácia que, na teoria da lógica, é conhecida como Argumentum ad hominem.

Pouco depois, Fabrício Valle insiste no argumentum ad hominem, ao acusar quem acredita que estamos vivendo uma bolha imobiliária de fazer isso por “conveniência”. Diz ele: “Por algum motivo, sério ou galhofeiro, é conveniente para alguns sair falando da tal bolha.” O engraçado é que eu poderia dizer justamente o contrário para ele: eu não tenho nada a perder ou a ganhar com a bolha. Poderia, talvez, comprar um apartamento mais barato se ela não existisse, mas eu já tenho moradia própria e minha situação residencial é bastante confortável. Eu não tenho razão alguma para defender um lado ou outro da controvérsia, a não ser a pura defesa de minha convicção pessoal.

Por outro lado, um corretor do setor imobiliário tem todos os motivos do mundo para tentar influenciar as pessoas para que elas acreditem que a situação dos preços é normal e que os preços continuarão a subir indefinidamente. Afinal, seu ganha pão depende da manutenção dessa situação. Mas, como eu não quero apelar para o mesmo tipo de acusação ridícula, prefiro não enveredar por este caminho.

Faço apenas um apelo ao Fabrício: se vamos discutir a questão no âmbito filosófico, mostre armas melhores! Verniz de Francis Bacon, recheado com falácias ridículas, não vai levar ninguém a lugar algum!

As evidências do texto contra a hipótese da bolha imobiliária

O texto, a partir daí, mostra o que o autor acredita serem algumas evidências “sólidas” de que Brasília não vive uma bolha imobiliária. Na verdade, não há nem muitas evidências – o autor apresenta apenas uma: a elevação no crédito imobiliário. Segundo ele:

“O crédito imobiliário registrou alta de 41 ,6% nos 1 2 meses acumulados até fevereiro deste ano, taxa recorde de expansão de acordo com o Banco Central (BC). A relação com o Produto Interno Bruto (PIB) subiu de 2,2% em fevereiro de 2009 para 3%. E o setor imobiliário cresceu os dois últimos anos na mesma razão do aumento do volume de crédito concedido. Mais crédito, mais gente comprando imóveis.
Foi assim na Espanha, onde o desenvolvimento de crédito imobiliário, vinculado às melhorias nos indicadores econômicos, aumentou a atividade dos setores de construção civil e venda de imóveis. No México, o sistema de financiamento se beneficiou com a estabilização do cenário macroeconômico.
Todos os países que tiveram elevadas taxas de crescimentos nos últimos anos obtiveram aumento expressivo da relação Crédito Imobiliário/PIB. Foi assim com a Espanha, México, já citados, além de China, Chile e outros.”

Na verdade, a evidência escolhida não poderia ter sido pior. O aumento de crédito é justamente um dos piores alavancadores de bolhas. Quanto maior o crédito, maior o acesso da população a dinheiro fácil, o que gera maior demanda e, de quebra, uma elevação nos preços. A conclusão dele é correta: “mais crédito, mais gente comprando imóveis”. Mas as questões centrais não foram enfrentadas: o que acontece quando o crédito é concedido de maneira desordenada, por programas que incentivam a tomada de empréstimo sem lastro – como o “Minha Casa, Minha Vida” e os financiamentos efetuados direto na construtora? E, pior, o que acontece quando o crédito imobiliário ficar mais caro, por conta da elevação na taxa de juros? Como todo mundo tem acompanhado, o governo tem aumentado paulatinamente as taxas de juros, o que encarece o crédito e, portanto, diminui o dinheiro disponível para a população comprar um imóvel.

Os exemplos citados pelo autor também não poderiam ser piores. A economia espanhola tem sofrido muito nos últimos anos justamente em razão do estouro de uma bolha imobiliária que arrastou consigo boa parte do sistema produtivo. Muitas pessoas que antes estavam desempregadas conseguiram emprego no boom do setor imobiliário, financiaram a compra de imóveis e, quando o sistema começou a derrapar, não tinham como pagar pelo financiamento. Muitas delas estão falidas, sem qualquer perspectiva de melhorar a situação. No México, por sua vez, o mercado imobiliário estagnou bastante, com redução de preços em algumas regiões, e o govenro local já está preocupado com a possibilidade de ter se formado uma bolha imobiliária. Na China, há grande temor do mercado internacional de que o país asiático esteja vivendo também uma situação de bolha, em razão do grande aumento nos preços, descolado do aumento de renda da população.

Perguntas sobre a bolha imobiliária que o texto não responde

Além disso, o texto não rebate as evidências que os blogueiros (e também vários economistas) têm apresentado para a hipótese da bolha imobiliária:

1) A relação entre preço do imóvel e o valor do aluguel está excessivamente alta;
2) O aperto monetário pelo qual o país está começando a passar, que deverá elevar os juros a fim de controlar a inflação;
3) O argumento de que o crédito imobiliário no Brasil ser baixo em relação a outros países não leva em consideração o custo desse crédito – enquanto outros países pagam taxas de 2% ou 3% ao ano, nossos juros ainda andam nos dois dígitos para o financiamento imobiliário;
4) O fato de muitos economistas internacionais acreditarem que o país está, sim, passando por uma bolha imobiliária (ou seja, não é apenas papo de boteco, como Fabrício Valle acusa);
5) A circunstância de as margens de lucro das construtoras estarem diminuindo, por conta do aumento dos custos.

Não tenho qualquer intenção de me beneficiar com a hipótese da bolha. Não vou lucrar mais ou menos com ela ou com seu estouro. Se ela estourar, não perderei meu emprego, pois sou servidor público. Meu único objetivo é ser uma voz contra a maré da publicidade das construtoras, que ostenta que os preços continuarão a subir indefinidamente a taxas elevadas. Sou apenas um cético que tenta colocar umas minhocas na cabeça das pessoas, a fim de que elas tomem a melhor decisão possível antes de decidir comprar o ativo que, provavelmente, será o seu maior patrimônio: a casa própria.

Aproveitando que o texto menciona Francis Bacon, eu prefiro recorrer a outro filósofo, Karl Popper: teorias devem ser confrontadas, criticadas ao extremo, esgarçadas a fim de que se demonstre que elas são erradas. É apenas o que estou tentando fazer, ao procurar desconstruir a teoria de que o atual momento imobiliário é sustentável por muito tempo. E, obviamente, minha própria teoria deve ser atacada e desconstruída. Mas uma teoria que busque sustentar a sustentabilidade dos preços atuais precisa responder adequadamente a todas as perguntas que coloquei acima. E, isso, não vi ninguém fazer até agora. Quem decidirá se há ou não bolha imobiliária, no fim das contas, é o tribunal da experiência, como já diziam os empiristas ingleses.

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Sobre o autor ()

Fábio Portela L. Almeida é mestre em direito constitucional e em filosofia pela UnB. Atualmente, é doutorando em direito pela mesma universidade. É autodidata no mundo dos investimentos e tem por objetivo compartilhar seus conhecimentos com qualquer pessoa que deseje aprender um pouco sobre como economizar e investir adequadamente seus recursos.

Comentários (81)

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  1. Investidor disse:

    É isso mesmo Fábio!
    As construtoras estão sentido sim! Faltou mais um fator que não foi apreciado por esse corretor: em dois anos se esgotam os recursos da poupança para concessão de crédito imobiliário e o setor vai ter que se valer de emissão de dívida no mercado, a preço bem mais elevado. Isto é: a bonança do crédito está com dias contatos!!! Ademais, todas as construtoras negociadas na Bovespa estão apresentando queda nas margens, pressionadas por custos nos terrenos, mão de obra e matéria prima! Estou interessado em adquirir um determinado imóvel pelo preço (que entendo “justo”) na faixa de R$ 700 mil. Esse imóvel, localizado na Asa Sul, foi colocado à venda há seis meses por R$ 1.350.000,00. Acompanho mensalmente o valor anunciado no wimóveis e, hoje, a vendedora o está anunciando por R$ 1.250.000,00, ou seja, queda de 7% nesses meses. Ora, não estão vendendo nos preços atuais,ao menos com a velocidade de vendas dos anos anteriores.
    Continuo firme com a minha posição, que é a mesma do Fábio: essa bolha vai estourar: dinheiro em caixa para aproveitar as oportunidades vindouras! Esse é o lema!

    • Como editor do BIM – Boletim Imobiliário de Brasília não poderia deixar de responder ao artigo do Fábio Portela, como uma forma de dar minha contribuição do debate de importante tema que interessa a todos.
      Em primeiro lugar, quero deixa registrado um o exagero que é afirmar que as construtoras estão incomodadas com alerta sobre bolha imobiliária.
      As construtoras nem sabem que o BIM foi lançado. Poderíamos definir o meu jornal assim:
      “um corretor de imóveis, ex-aluno de Filosofia, que nunca deixou de ler os grandes filosófos, resolveu, aproveitando sua experiência passada como redator e editor de jornal, correr o risco de editar por conta própria, como deve ser todo iniciativa empresarial, um jornal tablóide que deverá ser mais que um boletim imobiliário”

      Sim prezado Fábio, lamento esfriar seu entusiasmo, mas o BIM é um esforço unicamente meu com dois objetivos:
      1- Fazer marketing pessoal;
      2- Discutir idéias, não só no campo do mercado imobiliário. Pretendo abrir espaço no BIM para educacionismo, filosofia, arte e cultura, política etc.

      Foi com esse espírito que optei por começar tratando do assunto “bolha imobiliária”. Aliás, devo reconhecer que usei algumas expressões que podem
      levar a crer que tenho um certo desdém pelos que defendem a ideia da existência de bolha. Mais que desdém, talvez possa ter ofendido os que defendem a tese sobre existência de bolha. Minha intenção não foi essa e por isso serei mais cuidadoso com a retórica e desde já peço desculpas aos que se sentiram ofendidos. Proponho sempre debate de idéias e não confronto de pessoas.
      Mas, entrando no cerne da questão, não arredo um centímetro da tese que não existe bolha imobiliárina nenhuma. E até arrisco a dizer que os bolhistas
      (vou continuar usar essa palavra, mas ela não tem sentido pejorativo, ok?) querem revogar a lei da oferta e procura e ignorar dados concretos.
      Aliás, a citação de Popper pelo Fábio Portela pode ser aplicada perfeitamente aos argumentos de todos os bolhistas e do próprio autor da citação. Palavras contra palavras, podemos dizer que eu e o Fábio Portela estamos dentro da caverna do Platão, vendo sombras na parede e afirmando que aquilo é a realidade, por que a verdade é que economia não é ciência exata.
      Mas, discutir bolha imobiliária com dados concretos vai ajudar a compreender o fenômeno e evitar que as sombras da caverna platônica comandem o bebate.
      O Fábio Portela escreve bem, sabe lidar com argumentos, faz perguntas interessantes, mas deixa de forma análise sobre dados concretos, e se apega demasiadamente aos efeitos – a alta de preços, a valorização.
      Vou preparar um novo artigo respondendo às perguntas do Fábio e trazendo novos números, que publicarei no BIM. Mas, quero deixar claro uma coisa:
      não foi tratar desse assunto como torcedor de futebol. Não me interessa defender um ponto de vista de forma irremovível. Não me interessa desrespeitar pessoas que pensam diferente de mim ou que extraem conclusões diferentes das minhas quando confrontadas com números, com dados concretos. Como cidadão, me interessa entender o Brasil e seu atual estágio de desenvolvimento.
      Como eventualmente pode ter sido a impressão, devido a algumas expressões no meu artigo, não pretendo atacar ninguém, acusar ninguém…mesmo porque seria isso o supra-sumo do anti-marketing pessoal. Tenho certeza que muitos dos bolhistas aqui são potenciais clientes na compra ou na venda de um imóvel, e estarei sempre à disposição para fazer meu trabalho de forma absolutamente profissional.
      Para finalizar, cito do Correio Braziliense de hoje, 8 de maio de 2011:
      - 65 mil pessoas passam a integrar a população do DF, por ano;
      - Nas próximas duas décadas, a população de Brasília vai ganhar 1,5 milhão de habitantes.

      Onde este povo vai morar? As casas e apartamentos para esse povo todo já estão prontas…ou terão que ser construídas?
      E o jovens que vão crescendo, se casando? Vão continuar morando na casa dos pais? E o que nascem? E os que ascendem socialmente?
      E os que se separam, continuar vivendo juntos?
      Gente, mercado imobiliário tem muitas faces e é algo bem dinâmico. Vocês estão vendo só a alta de preços, efeito, e não conseguem ver as causas.
      Vão pensando nisso, enquanto não escrevo novo artigo. Talvez comentarei um ou outra postagem aqui.
      Um abraço para todos, com todo o meu respeito.

      • Marco Aurélio disse:

        Resposta: algo semelhante ao que acontece na Suiça. Neste “pobre” país 65.4% das casas e apartamentos eram alugados (dados de 2005). Uma das menores taxas de propriedade da Europa. Ou você pensa que qualquer pessoa que casa, se separa ou ascende socialmente adquire imóvel em quaisquer circunstâncias financeiro/econômicas e pelo preço que for? Eu e minha esposa (não temos filhos) moramos de aluguel e pretendemos continuar a morar já que eu terminaria de pagar por um imóvel no final da minha vida. Qual a vantagem? A não ser pela herança de uma casa ou apto. O importante é ter um teto e isto independe de ser proprietário ou locatário.

      • Alexandre Luiz disse:

        Senhor Fabrício Valle,
        Fez uma pergunta com a resposta já embutida nela mesma. Essas pessoas vão ter, cada vez mais, que se afastarem de Brasília. Ou seja, morar no entorno e conviver com a péssima infraestrutura daquela cidades.

      • dimarcinho disse:

        Esse argumento de população aumentando chega a ser engraçado.
        Nos meus últimos estudos, notei que as residências brasileiras possuem, na média, 3,5 pessoas/casa;
        Bom, levando em consideração que isto é uma média (visto que temos muitas famílias pobres com 6-7 pessoas e eles são maioria e eles também não possuem dinheiro para comprar imóveis, vivem em favelas), poderíamos estipular uma média de 2 pessoas com condições financeiras de financiar um imóvel;
        Levando em consideração que uma delas deve ser o filho e q vai sai só qdo casar, então, de outra casa também ocorrerá o mesmo. Neste meio tempo, digamos que financiem sim um ap. Quando um dos pais morrer, a casa (se for quitada) anterior já estará disponível, ou seja, teremos em pouco tempo, 2 pessoas com 3 imóveis… oferta x demanda.
        Fora a quantidade imensas de jovens que saem de casa e nem pensam em comprar nada e sem em morar em repúblicas, alugando um AP grande e dividindo os custos, pois fica bem mais barato…

        Viu como é fácil construir argumentos? E a estatística nem estou forçando, é só tu olhar por aí…

        Mas gostaria de responder as últimas perguntas:

        Onde este povo vai morar?
        Nas casas, existem váááárias abandonadas.

        As casas e apartamentos para esse povo todo já estão prontas…ou terão que ser construídas? Sim, já estão.

        E o jovens que vão crescendo, se casando? Vão continuar morando na casa dos pais?
        Serão três famílias em 3 imóveis, mas que logo se transformará em 1 família e 3 imóveis…

        E o que nascem?
        E os que morrem?!?!?!!!!!

        E os que ascendem socialmente?
        E os que descendem socialmente ?!?!!?!!!!!

        E os que se separam, continuar vivendo juntos?
        E os que moravam sozinhos e vão morar juntos?!!!!!

        Perguntas que não respondem nada… eu to com o Fábio… NÚMEROS não mentem!

  2. rjcinvest disse:

    Realmente, misturar Francis Bacon com economia, acho que não foi por aí. Falácias á parte, em minha modesta opinião, prefiro me ater aos fundamentos… Acho sim, que há uma leve bolha no setor, mas, não é de origem ARTIFICIAL se é que podemos dizer dessa maneira, explico:
    O setor imobiliário brasileiro ficou solapado e atravancado por muito tempo… Muitas construtoras faliram na década de 80 por causa dos planos econônimos, aquilo que muita gente já sabe. Muitas construtoras optaram por imóveis de maior valor agregado o que fez com que uma hora a demanda por imóveis digamos “populares” aliados às melhores condições econômicas como nesta década explodisse, fazendo com que os preços também aumentassem… Nada de novo aí… Para terminar, Warren Buffet fala que para toda bolha sempre há um alfinete ao lado, mas, ele se refere as bolhas artificiais fabricadas e especulativas, não de caráter mais fundamental.
    Abraços,

  3. Carlos Ranna disse:

    Boa resposta, Fábio.

  4. O pessoal está cada vez mais sem argumentos para falar sobre o assunto…
    Fiquei sabendo que o bolhaimobiliaria.com tem bombado ultimamente…

    Abraço

  5. Andre Luiz disse:

    Excelente contra-argumentação, Fábio.

    Entendo o desespero das imobiliárias, mas botaram um cara muito fraquinho para defender suas idéias. Usar a Espanha como exemplo de não bolha?! Em que planeta esse corretor vive?! rsrs

    Existem bons argumentos contra a bolha (com os quais eu não concordo) que ele poderia ter explorado, mas não o fez.

    Mas fazer o quê? Quando a bolha estourar o papo dos corretores vai mudar. Como eles vivem de comissão, vão pressionar os vendedores a abaixar os preços pois o mercado não anda bom… etc etc.

    “Dinheiro em caixa para aproveitar as oportunidades vindouras! Esse é o lema!” (2)

    Um abraço.

  6. olá, Fábio,

    vc já pensava em fazer esse post ANTES de minha dica em seu artigo anterior? risos

    mto boa a análise Fábio, parabéns.

    não tenho mais o jornaleco, pois encaminhei-o-o ao 6º arquivo (cesto), mas me lembro de uma frase de um diretor mal-encarado q dizia q o mercado estava estagnado havia 20 anos, então, os preços continuariam a se manter em elevação pelos próximos 20 anos…

    como sou nordestino, lembro de uma seca de uns 8 anos, q secou todos os açudes, represas e reservas aquíferas do Nordeste (final de 70 até década de 80, acho).

    bom, bastou um ou dois anos de boas chuvas para todos os açudes encherem e transbordarem… ué, mas foram quase dez anos de seca, e em apenas UM ano de bonança os reservatórios transbordaram?

    pois é, qto mais de chuva q o solo de Brasília vai aguentar receber antes de encharcar e vomitar o excesso?

    gde abço, Fábio, e obg por postar o link do Guia prático para evitar a armadilha das dívidas, recebi várias visitas suas, obg.

    =o)

    Wallace.

  7. Excelente resposta.

    Pelo menos no Rio de Janeiro, o que percebo é uma bolha também nos aluguéis. Os aluguéis dispararam, o que está inviabilizando morar em áreas nobres da cidade. O Rio sofre com algumas pressões a mais, Olimpíadas 2016 e o fato de ser um destino turístico natural, o que aumenta a quantidade de imóveis em “aluguel por temporada”.

    O que me impressiona é que quando se fala em bolha, se entrevistam apenas “especilistas” que estão vinculados a imobiliárias, justamente aqueles que mais estão interessados nisso.

    Eu prefiro seguir a dica do André Luiz, dinheiro em caixa para aproveitar as oprtunidades que chegarão.

  8. GM disse:

    Fábio Portela,

    acho válido e muito boa sua conclusão. Sou corretor de imóveis e tenho acompanhado seus posts sobre a bolha imobiliária. É certo que existem alguns imóveis que não acompanham preço de venda e valor de aluguel. Exemplo disso no mercado de brasília são kitnetes vendidas nas 300 do Sudoeste, elas foram vendidas por R$ 82.000,00 no ano de 2005, com habite-se em 2006, aluguel de R$ 1.200,00 em 2009, venda em 2010 por R$ 195.000,00.

    Nos cálculos sugiro que haja divisão de imóvel em comparação aluguel preço de venda, divididos em curto 5 anos, médio 5 à 10 anos e longo mais de 10 anos, visto que as formas de financiamentos até pouco tempo era de no máximo 60 a 100 meses direto com a construtora e 20 anos com instituições bancárias.

    Comparar imóveis com mais de 10 anos, que foram comprados por valores bem menores aos praticados de hoje não é justo, e mesmo assim seu aluguel esta acima do valor pago há anos atrás. O aluguel é um ativo que esta acima do valor da prestação negociada na data da compra e se render 0.5% com a valorização, ainda sim, está acima se comparado a época.

    Um apartamento no Guará nos anos 90 era vendido a R$ 15.000,00 parcelado, hoje ele vale R$ 250.000,00 com aluguem de R$ 1.200,00.

    Att,
    GM

  9. Douglas disse:

    Os corretores e as contrutoras estão preocupados com a manutenção dos lucros excessivos. É legítima a preocupação, mas não podem tentar tolher o direito fundamental à manifestação do pensamento. Então, podem argumentar à vontade, desde que respeitem e convivam com a divergência. Os imóveis estão caríssimos sim. Ninguém em sã consciência vai comprar imóvel para “arriscar” ganhar dinheiro enquanto a União paga cerca de 12% de juros ao ano, cumulados mensalmente, com risco relativamente menor. Imóvel é custo, não é investimento. Por isso, só comprei o meu para morar. Poupei durante muitos anos e fiz um planejamento para quitar a dívida nas chaves, sem pagar nenhum centavos de juros. Só a correção monetária (INCC) durante a obra já foi pesada. Imagina se tivesse de financiar. Parabéns, Fábio, por fomentar o trânsito de idéias!

  10. Raquel disse:

    Como eu digo aqui em casa: não precisa ser inteligente para desconfiar que há algo errado… Semana passada tinha umas mesinhas de corretores perto de casa que só faltava eles correrem atrás dos carros. O mercado deve estar aquecido, não?

  11. MARCOS ORTEGA disse:

    Taí o grupo do pessoal CORRETOR / VENDEDOR, que por mais que saibam, tenham informaçoes tecnica e comerciais, dispõem de habilidades que visam a venda o lucro de qualquer forma, não querendo saber no que isto vai acarretar, futuramente, ( EU QUERO O MEU $ ), problema é seu (CLIENTE).

    Não se esqueçam ” CLIENTES “, muitas vezes o SONHO NO PAPEL, PODE SE TORNAR UM PESADELO!!!!!!

    Fabio, isto é nivel BRASIL, AQUI em São Paulo, até promoção de Compre um Apartamento e Ganhe um carro ou um Viajem para Argentina!!!!!!

    Como diz o pessoal daqui.

    GENTE, VAMU ACORDÁ!!!!!!!!!!

  12. Cristina disse:

    Fábio, quando Peter Schiff falava sobre a bolha imobiliária americana em 2006, acredito que muitos se levantaram e insinuaram que eram inverdades, ou talvez “uma dor de cotovelo”, como o que o nosso colega Fabrício quer dar a entender, porém, hoje, os americanos sentem na pele por não ter dado ouvidos a Peter. Portanto, como você falou, e concordo, o tempo mostrará, pois todas as notícias (aumento da SELIC, taxa de juros-inflação e “minha casa, minha grande dívida”) confirmam. Continue a falar, pois estou a cada dia sendo mais esclarecida sobre o assunto, e divulgo teu blog para àqueles que conheço e desejam aprender mais.

    Parabéns!

    • Fábio Portela disse:

      Obrigado pelos elogios, Cristina!!

    • Cristina,
      o que aconteceu com o mercado imobiliário americano nada tem a ver com a realidade do mercado brasileiro.
      Se a tendência de securitização pegar firme no Brasil ( e deve pegar, na minha opinião, haja vista que o ritmo de concessão de crédito imobiliário cresce numa velocidade maior que o ritmo de crescimento da poupança, usado em crédito imobiliário),…e se for criado aqui no nosso país um mercado de pacotes de ativos sub-prime, com securirização em vários níveis, com pacotes cada vez maiores à medida que o nível de secutirização for se aprofundando, pode ser que daqui a 20, 25 ou 30 anos aconteça algo semelhante ao que aconteceu nos Estados Unidos. Ou seja, com o crescimento da inadimplência em níveis bem altos, começa a micar esses pacotes secutirizados de sub-prime e bum… Mas, isso não acontece de um ano para outro…. e sabendo o que aconteceu nos Estados Unidos, tantos as autoridades monetárias brasileiras como os agentes do mercado imobiliário podem criar um modelo diferente, com expedientes anti-bum.

      • Eduardo disse:

        Como não tem nada à ver??? Crédito fácil, sem lastro em poupança real. causam danos em qualquer parte do mundo… Independemente da posição geográfica…

  13. Marconi Soldate disse:

    Conjuntura:

    - EUA despejando dólares na economia mundial para tentar manter os empregos nos EUA.
    Em consequencia, dólar desabando mundo afora.

    - Brasil, na era Lulla, despejou reais no mercado através do crédito farto. Inflação sob controle graças ao dólar barato.

    - Portanto, a situação atual do Brasil, todo mundo sabe. Pessoas torrando em viagens internacionais e produtos importados. Empregos subindo nos setores de serviços e campo (eterna colonia!) e caindo, muito pouco ainda, na indústria. (desindustrialização)

    - BC emitindo reais para comprar dólar (tentando segurar a cotação para conter desindustrialização) e, ao mesmo tempo, aumentando os juros, para diminuir a quantidade de reais em circulação para segurar a inflação. Política esquizofrênica.

    - Comentário político: o Brasil, nessa brincadeira, pega dinheiro pagando 12% de juros aos estrangeiros e investe fora pra receber entre 0 e 0,5%. Ou então empresta subsídiado para algum pobrezinho como Eike Batista a juros de 6% e a gente paga a diferença.

    - Seguindo… o Brasil, ao contrário dos EUA, e como todos os outros países, não podem emitir moeda se não causam inflação imediata. Assim, milhares de empregos hoje são no setor imobiliário, que depende de forma vital do crédito. Assim, estamos prestes a estourar a bolha. Porque???

    - Porque se as vendas de imóveis esfriarem, devido a farta oferta, por exemplo, ou aos altos preços, o único meio de reagir é aumentando o crédito para compra de imóveis. Por exemplo, baixando ainda mais os juros para compra da casa. O problema é que, a cada empréstimo, novo dinheiro é colocado no mercado, alimentando a inflação.

    Assim, até quando pode durar essa política esquizofrênica de tentar controlar a inflação e o dólar ao mesmo tempo? Não sei, mas tudo indica que logo logo.

    E, se o governo insistir nessa política e nada no cenário econômico mundial mudar, o crédito vai secando aos poucos nessa política que, para segurar o dólar, é preciso aumentar os juros.

    O que pode acontecer?
    1) Continuar como está, tentar segurar o dólar aumentando os juros (estouro da bolha imobiliária).
    2) Deixar o dólar derreter e assim perder logo os empregos na indútria, mas ganhando um baita fôlego contra a inflação.

    O Mantega está apostando na escolha 1. E, espera ele, que aconteça algo na economia mundial que acabe freiando a entrada de dólares em excesso em virtude das nossas altas taxas de juros. O que seria esse algo? Ninguém sabe.

    Assim, independentemente do que venha a ocorrer no Brasil, o absolutamente certo é que o preço dos imóveis pára ou cai. Não vai subir mais.

    O que eu acho? Vem bomba aí.
    A demanda por imóveis está despencando.

    • Leandro disse:

      Marconi,

      Muito bons seus comentários.
      Creio que você tenha bons conhecimentos sobre economia.
      Sugiro que visite o site “bolhaimobiliaria.com” e engrandeça o debate por lá também.
      Abraço.

  14. Observador disse:

    Acredito que nenhum dos extremos está correto, ou seja: não há uma bolha imobiliária nem acredito que os imóveis irão crescer indefinidamente a uma taxa alta. Entre 2007 e 2009 as taxas de crescimento dos valores dos imóveis foram realmente muito altas, por volta de 25% a.a.. Mas em 2010 e em 2011 a taxa diminuiu para 10% a.a. em média, algo mais aceitável. Dessa forma, acredito que as taxas continuarão diminuindo até alcançar uma valorização por volta de 5% a.a. e os aluguéis aos poucos vão subindo, acompanhando a inflação atual prevista de 6,5% a.a., e se ajustando aos preços dos imóveis. Além disto, acredito que a nossa economia tende a ser cada vez mais sólida e aos poucos a Selic deve diminuir para patamares próximos de 8% e esta relação de que aluguel tem que dar pelo menos os 6% da poupança cairá por terra, pois com uma Selic mais baixa com certeza a poupança não dará 6%. Se o governo atual continuar com uma política fiscal conservadora e sem mais nenhuma gastança exagerada, além das olimpíadas, copa do mundo e trem bala, acredito ser possível o nosso país chegar neste cenário de menores taxas de juros.

    Atualmente, acredito que não exista ainda uma bolha imobiliária, pois se ela for verdadeira os valores dos imóveis terão que cair entre 40% e 50%, o que acho muito difícil no horizonte dos próximos 5 anos. Particularmente, para mim seria melhor que realmente estivéssemos numa bolha imobiliária, pois poderia trocar o meu apartamento atual de 100 metros (localizado no Sudoeste, em Brasília) para um de 200 metros sem ter que desembolsar muito dinheiro.

    Eu acho mais fácil ter uma bolha imobiliário nos apartamentos com valor abaixo de R$ 500 mil, pois além de contar com uma taxa baixíssima de financiamento, por volta de 7,5%, ainda tem aqueles de menor valor ainda que estão sendo subsidiados pelo Minha Casa Minha Vida e os moradores desta região não tem uma renda tão elevada para conseguir comprar imóveis com tais valorizações. Conheço vários amigos em Brasília que tem seu apartamento quitado de 100 metros e compraram um apartamento de dois quartos ou um quarto até R$ 500 mil e foram beneficiados por estas taxas de 7,5% a.a..

    • André disse:

      Concordo com o OBSERVADOR.

      A taxa de crescimento do valor dos imóves está diminuindo sim. Caso alguém tenha dito que haverá um crescimento constante e eterno está completamente equivocado.

      Sou corretor de imóveis e atuo em Belo Horizonte. Aqui também ocorreu essa grande valorização nos ultimos anos, mas a curva desse percentual de crescimento está diminuindo e a tendencia é estabilizar.

      O que está claro a cada lançamento é que cada vez menos pessoas compram apartamento com intuito de multiplicar seu dinheiro. Hoje em dia quem investe o dinheiro em algo estuda (inclusive lendo O Pequeno investidor), e estuda muito antes de fazer.

      Em relação ao crédito farto, quando leio muitos comentários parece que é só ir à uma instituição financeira qualquer, passar o chapéu e conseguir crédito. As coisas não são bem assim não. Pelo menos no mercado onde atuo a comprovação de renda é condição “sine qua non”. E quem adquire crédito sabe qual o valor das parcelas do primeiro ao ultimo mês e faz seu planejamento.

      O Brasil está crescendo e vai crescer ainda mais. Já os preços dos imóveis estão estabilizando.

      Um abraço.

      • Andre,
        que os preços vão se estabilizar um dia, isso é certo. Quando é outra questão e não haverá o mesmo comportamento em todas as regiões do Brasil, país continental com muitas diferenças regionais.
        O Distrito Federal, por exemplo, é muito atípico. Não pode ser comparado com Belo Horizonte… nem com outras regiões.
        E para finalizar, estabilização de preços não é a mesma coisa que estouro de bolha.
        Esse pessoal que está esperando preço de imóvel cair lá lá em baixo, logo depois da linha do horizonte, 40% / 50% ou mais, para fazer um negócio da China, vai se decepcionar. Não é à toa que o comentaristas mais técnicos dizem no final: eu só apresento minha opinião e minhas reflexões. Quem decide se vai comprar ou não é você que está lendo.
        Não é bom dizer de forma categórica aos leitores que não devem comprar e depois de alguns anos serem cobrados por não ter acontecido estouro de bolha e por terem perdido a oportunidade de fazer um bom negócio.
        Da mesma forma, meu estilo de trabalho é o mesmo: apresento números, faço meus comentários, esclareço pontos que sequer foram questionados pelos clientes, respondo todas as perguntas de forma aberta e completa…mas nunca pressiono por um fechamento de negócio se o cliente mostra insegurança.

        • Paulo disse:

          Prezado Fabricio você acredita ser sustentável um apartamento de 100 m² no Sudoeste, diga-se de passagem muito mal feito, custar a bagatela de R$ 850.000,00. Não entendo nem de economia tampouco do setor imobiliário, entretanto sou matemático e sei fazer conta: Acredito fazer parte dos 15% da população, pois tenho uma renda líquida mensal de R$ 15.500,00, e com esta renda não consigo comprar um quarto e sala em Copacabana na Cidade do Rio de Janeiro, pois o referido imóvel, não muito bom, estão pedindo a bagatela de R$ 450.000,00 a 600.000,00. A par disto lhe pergunto estamos ou não estamos vivendo uma bolha imobiliária? Não me convence serem os preços praticados nos Brasil maiores do que cidades desenvolvidas como: Berlim, Miami, etc…levando em consideração que a renda média nestas cidades é infinitamente maior do em nosso país.

          • carlos disse:

            meu amigo voce deve ser 1% da população pois voce ganha é bem demais.
            guarde ai este dinheiro que em menos de 10 anos vc compra um a vista.

    • Leandro disse:

      Creio que vai demorar muitos anos para a taxa SELIC voltar a um patamar inferior a 10%.
      O próprio Banco Central admitiu que a SELIC ficára alta um “longo” período.
      Pode ser que a bolha ainda demore a estourar, mas quando acabarem os recursos do FGTS o estouro é certo!

  15. HEAVY METAL disse:

    Com o devido respeito aos poucos e éticos corretores de imóveis: quero que se lasquem os demais. Estes caras só se preocupam com sua comissão de 5 ou 10% sobre o patrimônio dos outros. Certa vez, 3 corretores sem minha autorização anunciaram meu imóvel como se eles tivessem minha autorização – e avacalharam a venda do mesmo. Outro, disse que por X reais eu nunca venderia meu imóvel, apenas por X – 30%.
    Mandei o cara para onde devia ir… e vendi o imóvel eu mesmo, no preço que achava justo. Parabéns, Fábio. Abaixo os picaretas e seus falsos cachimbos da Paz.

    Ninguém bate em cachorro morto, seus artigos incomodaram os urubus carniceiros. FIGHT FIRE WITH FIRE!!!

  16. Max disse:

    Fábio,

    E o efeito cascata? No momento em que estourar essa bolha na capital federal, o que será do resto do país? Penso no pânico, se é que podemos chamar assim, que uma notícia destas irá gerar.

    Moro em uma pequena cidade gaúcha com cerca de 80 mil habitantes cujos preços dos imóveis estão acima dos preços de imóveis semelhantes na capital, Porto Alegre. Isto começou há alguns anos, por conta de algumas novas empresas que vierem para a cidade mas, principalmente, por conta de incentivos de corretores e construtoras que promovem justamente o argumento de que a cidade é bem localizada, levando ao aumento nos preços de forma constante. Nesta lógica, quem quiser investir no futuro deve investir em imóveis e esperar eles dobrarem ou triplicarem de preço, tudo baseado no fato de que se os preços estão subindo já há algum tempo, vão continuar subindo e subindo cada vez mais, “sem erro”. O curioso é que conheço várias pessoas que estão embarcando nessa onda, o que tem potencial para desastre por estas bandas.

  17. Paulo Moleda disse:

    Fábio vc é 10!
    ainda bem que achei teu blog!

    Me diz=?

    COmprar casa??

    Agora?

    ou esperar?

    obrigado!
    PAulo

    • Fábio Portela disse:

      Paulo, essa decisão é sua! Eu apenas tenho por objetivo prestar algumas informações, mas quem toma a decisão é o leitor!

  18. GM disse:

    Bom gente, sou corretor de lançamento com isso não ganho 5% de comissão sobre o valor total da venda.
    Não estou aqui querendo empurrar a compra, todos estão vendo.
    Venho enfatizar que quem fez os preços dos imóveis subir foram os próprios compradores. Por quê? Porque no passado as construtoras vendiam o imóveis as pessoas físicas a um valor X e elas vendiam há um valor Y, as construtoras se baseiam no preço de mercado.
    Só venho ressaltar um ponto de vista do Fábio com relação a investimentos em imóveis que ele propos o aluguel de 0.5% de retorno, abri seus olhos para estudar o o período que o imóvel está ativo.

    A bolha americana é bem diferente da brasileira. Se tiverem dispostos, há um comparativo muito bom na internet de um estudioso.

    Se existe uma bolha imobiliária e se ela vai estouram muitos estudiosos do assunto dizem que não será nos próximos 10 anos, ou seja, é tempo de aproveitar essa oportunidade.
    Em Brasília é diferente, muitos políticos, cargos públicos, uma cidade digital por vir, um “Vale do Silicio”, é uma cidade de MUITOS JOVENS e isso é muito importante, pois esses saírão de suas casas para morar sós. Isso tudo prova a necessidade de imóveis.

    Existem bons e maus investimentos, na capital existem muitos corretores que podem ajudar e outros que só querem vender. Perder cliente fazendo um mal negócio é, acredito, que muitos colegas de trabalho não querem. Para todos os lados existem bons e maus corretores, boas e más construtoras, bons e ruins investimentos.

    Consulte o SEU bom corretor amigo e peça informações, assim como você pede auxílio a um bom broker na bolsa, afinal ele também ganha corretagem, na pior das hipóteses igual, na melhor superior a minha.

    Não fabrico preços, não tenho autonomia pra isso. Sou o profissional que diz onde é bom investir em imóveis em Brasília e onde o retorno é certo. Mais que isso sou seu auxílio na compra da casa própria.

    Parabéns a todos, todos os argumentos são válidos, todos eles IMAGINANDO um futuro bom e outros ruim. Meu trabalho é para que em ambas as partes vocês não se arrependam no futuro.

    GM

    • carlos disse:

      voce falou algo aí sem entender nada. duvido ate que more aqui. cidade digital? são empresas privadas, ou seja, salários seguem regras do mercado. não é esta farra de emprego publico onde a galera mal trabalha e ganha mais de 10k por mes. não é bem assim, sem falar que os profissionais no mercado são escassos pois exigem qualificação…
      as coisas aqui se moldam bastante ao funcionalismo mas existe o outro lado da moeda que são os pobres mortais como eu empregados de empresas privadas.

  19. Samuel Souza disse:

    Ontem mesmo recebi o tal do BIM na entrada do trabalho e li os artigos.

    O que percebo é o seguinte: “Se não pode combater o argumento, combate-se
    o argumentador.” Não lembro qual o filósofo que disse, mas é bem adequado à ocasião.

    Acho que no mercado de Brasília teremos surpresas antes do que imaginávamos: neste ano ou no ano que vem os prédios do Guará/Park Sul (perto do Park Shopping) estarão sendo entregues. Aí ficaremos de olho no mercado para sentir quanto foi a proporção de especuladores e de efetivos moradores que adquiriram as unidades. Pode ser uma prévia do que acontecerá da entrega dos imóveis do Noroeste daqui a três anos.

    • Samuel,
      leia de novo. Eu procurei apresentar argumentos e não combater os argumentadores. Se ficaram perguntas sem respostas, isso se deve ao fato de o tema ser muito complexo…e é evidente que num espaço tão curto seja possível esgotar o assunto.
      O Fábio Portela, por exemplo, apresentou perguntas que não foram respondidas…mas que vou responder num artigo no versão virtual do BIM. Mas, outras perguntas vão surgir…e que o Fabio Portela não ainda não respondeu…e assim por diante.
      Quanto mais perguntas surgirem, e com respostas sob diversos pontos de vista, mais as pessoas serão capazes de entender o que está acontecendo e tomar decisão por conta própria.
      Isso é bom, não?

      • Samuel Souza disse:

        Olá Fabrício,

        Concordo que o tema é bastante complexo e requer reflexão. Estou no aguardo de suas novas publicações.

  20. Flavio disse:

    GM,

    Não querendo desmerecer o seu trabalho (até porque não o conheço…), me incomoda quando um corretor (de imóveis ou de bolsa) me oferece algo cujo retorno é “certo”.

    Outro dia fui almoçar no Porcão e na entrada havia um estande de uma construtora vendendo imóveis no Noroeste. Perguntei, de curiosidade, qual era o preço do metro quadrado. Respondeu a vendedora: “9 mil, por enquanto!”. Não gostei do “por enquanto!” (assim, com exclamação).

    Nada é certo. Esse tipo de investimento, assim como todos os outros, envolve um risco.

    Quando todos começam a achar que o retorno é certo, a irracionalidade toma conta e as bolhas especulativas surgem, seja no mercado que for. Até o momento em que a realidade dá as caras e todos começam a ver que o “certo” não era tão certo como pensavam.

    Saudações,
    Flavio

  21. Samuel Souza disse:

    Engraçado o “…9 mil por enquanto”, com exclamação ! Acho que todos aqui lembram de 2009 quando (finalmente) o Noroeste começou. Na metade do ano os primeiros lançamentos vendiam que nem água no deserto por preços que oscilavam entre 10 a 12 mil o metro quadrado.

    Hoje, mais de dois anos depois, o bairro ainda é um descampado e um monte de poeira, as obras públicas e dos prédios seguem a passo de tartaruga e, particularmente, DUVIDO que o bairro terá todas aquelas maravilhas ecológicas anunciadas. No fim das contas, acho que vai ser um bairro como qualquer outro, com os mesmos problemas – com caminhão de lixo passando na rua (coleta de lixo a vácuo ? hahaha) com as tradicionais enxurradas nas chuvas (boca de lobo a cada quilômetro), engarrafamentos (transporte público decente ?), etc. O tão falado parque Burle Max ainda parece apenas com uma simples mata nativa, por enquanto nada de obras lá.

    Resultado: passada a empolgação, hoje encontram-se imóveis anunciados por 8 mil o metro quadrado, já vi faixas anunciando por 6,5 mil. Enquanto nada mais palpável não acontecer, os preços vão ficar andando de lado por um bom tempo.

    Porque duvido que o Noroeste não vai ser tudo isso ? Porque já aconteceu aqui em Brasília: o projeto original de Lúcio Costa previa que, a cada conjunto de quatro superquadras, haveria posto de saúde, delegacia, clube, escola, igreja, comércio e outras facilidades. O ÚNICO quadrilátero onde esse planejamento foi feito à risca é composto pelas quadras 107, 108, 307 e 308 sul. Andem um pouco por ali e percebam que lá os moradores resolvem quase tudo a pé. O único clube dentro do plano piloto está lá. Se isso fosse feito dessa forma por todo o Plano Piloto, seria muito melhor para todos, tudo perto de casa.

    Outro exemplo mais recente: Águas Claras, apesar dos milhares de habitantes, ainda não conta sequer com posto de saúde (quase que o terreno para isso foi vendido), escola e outras coisas. Os moradores tem que se virar no metrô lotado ou encarar engarrafamentos para levar os filhos à escola, tomar vacinas, etc. Fora ainda as eternas promessas de regularização de condomínios/invasões.

    Enfim, o “certo” pode não ser tão certo assim, ainda mais se depender do nosso competentíssimo Poder Público para que esse “certo” se concretize.

    • Nélio disse:

      Samuel, não é só posto de saúde que não existe em Águas Claras. Também não tem cartório, delegacia, hospital, escola pública, calçadas desimpedidas e acessíveis a cadeirantes, árvores nas avenidas etc. etc. etc. Aquilo é qualquer coisa, MENOS uma cidade!

      Moro lá há um ano, a contragosto, porque minha esposa trabalha na Caesb e, desde que ela ficou grávida, passou a ser mais importante que ela estivesse perto do trabalho, e não eu (antes morávamos na Asa Norte). Aliás, outra coisa que Águas Claras NÃO TEM, e que eu só soube graças à minha esposa: reservatório de água! *risos*

      Aos “mais vividos”, um chamado à reflexão: Águas Claras tem 18 anos de idade. A Ceilândia, quando tinha 18 anos de existência, era INCOMPARAVELMENTE mais desenvolvida como cidade do que é Águas Claras hoje. E ainda dizem que só 40% de Águas Claras está ocupada! Imaginem um aumento de 150% na população atual, quando todos os prédios estiverem prontos? É uma cidade INVIÁVEL, simples como isso.

  22. Flavio disse:

    Li com calma o texto do BIM e me chamou a atenção a seguinte frase, no final: “Falando sério : bolha imobiliária no Brasil (e no DF), não existe. O que existe é uma nova realidade, à qual não estávamos acostumados: o Brasil está na vanguarda do crescimento mundial

    Lembrei da citação que é creditada ao investidor John Templeton (1912-2008): “ As quatro palavras mais caras da língua inglesa são: dessa vez é diferente“.

  23. Samuel Souza disse:

    Nélio e colegas, para saber um pouquinho da história de Águas Claras e dos motivos pelos quais as coisas lá são assim hoje:

    - Em um dos mandatos do Horroriz, o pessoal daqui achava que o DF era uma metrópole e queria porque queria ter metrô (claro, dá para desviar mais $$ do que pensar num sistema de ônibus e viário inteligente);

    - Entretanto, eles tinham dificuldades nesse projeto porque nenhum banco (Bndes, Bid, etc) queria financiá-lo. Isso tudo porque faltava uma coisinha básica chamada “densidade populacional”. Óbvio, um metrô só é economicamente viável se o pessoal consegue chegar a pé em grande volume. (Vide o ‘bem-sucedido’ shopping popular localizado lá na casa do chapéu);

    - Então, em um lampejo de inteligência, decidiram criar a tal da “densidade” fazendo brotar algo localizado no meio do caminho de Brasília e Taguatinga (ganha um doce se adivinhar o que é, rs)!

    Enfim, Águas Claras nasceu como justificativa para que o DF tivesse algo que pudesse ser chamado de metrô. De fato ela nunca foi bem planejada para abrigar o crescimento populacional, tanto é que, sem o metrô, morar ali é totalmente inviável. De início, os prédios deveriam ter apenas 12 andares, mas isso já mudou tanto que tem espigões que chegam quase aos 30 andares, e hoje ela já abriga a população originalmente prevista (mas o plano atual diz que pode caber maaaais).

    Você lembrou um ponto bem interessante: a exemplo de Ceilândia, outras satélites (mais antigas) com a mesma idade de Águas Claras estavam mais desenvolvidas, como Sobradinho e o Guará. Agora as satélites mais novas, geralmente criadas pelo Horroriz, são uma lástima – Riacho Fundo, Samambaia, São Sebastião, etc…

    • Nélio disse:

      Muito bom o seu comentário. Sobre o gabarito original de 12 andares, só posso lamentar que isso tenha virado letra morta. Não há paisagem urbana mais FEIA do que a de Águas Claras: cada prédio de um jeito, um querendo aparecer mais do que o outro, e uns muito altos e outros bem baixos, até com menos de 12 andares.

      Sou daqueles que acha que ter paisagem bonita da janela é poder apreciar o mar como vista, mas sei reconhecer que, não sendo possível ver o mar, faz MUITA diferença ter um conjunto arquitetônico minimamente harmônico, e não um amontoado de estilos, um mais brega do que o outro, como acontece em Águas Claras.

      Outro dia li em algum lugar que Águas Claras seria a “Copacabana do Cerrado”, e desde então não canso de procurar UMA semelhança entre os bairros, sem sucesso. Acho que nem bueiros Águas Claras tem pra explodirem… rs…

  24. Samuel Souza disse:

    Nélio,

    Copacabana do Cerrado é ótimo, kkk. O sujeito que disse isso ou não conhece Copacabana, ou não conhece Águas Claras, ou ambos.

    Voltando ao Noroeste, notícia bacana publicada ontem (05.05) sobre as lambanças no planejamento do bairro:

    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/05/05/interna_cidadesdf,250885/juiz-libera-construcoes-no-setor-noroeste-ministerio-publico-vai-recorrer.shtml

  25. Regina disse:

    Tudo isso só me faz Pensar na responsabilidade de ser um Corretor de Imóveis da seriedade desse trabalho.
    Abraços.

    • Regina,
      sim, é uma grande responsabilidade ser corretor. Mas, ser responsável e sério não significa ter que concordar com a tese de bolha. Eu procuro me informar bastante e tenho uma opinião própria do tema tratado aqui, independente de ser corretor de imóveis ou não.
      Se eu sentisse cheiro de bolha, seria o primeiro a reconhecer, mas não é o caso. Posso estar equivocado? Quem sabe? Analisando as causas e não somente os efeitos, acho que estou certo na minha análise.
      Finalizando, acho que você não quis dizer que corretor que não concorda com a tese de bolha não é um profissional sério e responsável, certo?

  26. fabio disse:

    Interessante reportagem da Economist:
    http://www.economist.com/node/18651524

    • Fábio Portela disse:

      fabio,

      Essa reportagem tá cheirando a: “desta vez é diferente!”. Tudo bem que a situação do país tenha melhorado, assim como a renda, mas achar que o aumento de renda sustente o que está acontecendo é meio complicado…

      Vamos em frente, e obrigado pela contribuição!

  27. Tomaz disse:

    Fábio,
    Não sou de Brasília, mas tenho notado que o que você coloca sobre o setor imobiliário pode ser generalizado para outros locais do país, guardando-se certas proporções (acho que Brasília, realmente, está com uma bolha mais inflada do que em outras capitais).
    E não me admira e nem me impressiona a existência dos comentários do Valle, e de tantos outros por aí. É como digo sempre: corretores financeiros, gerentes de banco, corretores de imóveis nada mais são do que vendedores. E afinal, é o ganha pão deles…

  28. Luan Fernandes disse:

    A questão de bolha imobiliária não existe, o que ocorre é comprar errado, ou seja, na hora da compra deve-se analisar a procedência da construtora, qual o valor cobrado por m², qual a concorrência em preços, demanda e oferta no local enfim, acompanhar o mercado.
    Cada país tem sua valorização, valor de mão de obra, sustentabilidade,e todos nos sabemos que para morar em brasília temos que pagar mais caro, aliás ganhamos melhor em tudo do que nos outros estados.

    Demanda e Oferta conduzem os preços, por este motivo a bolha imobiliária é apenas especulação de quem tem algo contra investimento em imóveis, e nunca comprou.

    Já ouviram falar de aguem que comprou apartamento de 01 ou 02 Quartos e não teve retorno ??

    Pois quem compra 03 ou 04 Quartos é para morar, e não tem pressa de vender futuramente.

    Sem mais,

    Att,

    Luan Fernandes

  29. AB disse:

    Muito interessante o site e as discussões geradas pelos leitores…
    Como corretor de imóveis, é claro que vão dizer que estou “puxando a sardinha para o meu lado”. Mas algo que não é do conhecimento dos leitores, e talvez até mesmo do Fábio, é que boa parte das construtoras já hoje fazem um controle com o intuito de segurar o efeito bolha. Digo isso porque em todas as construtoras, é exigência que o cliente passe por uma análise financeira. Dessa forma, se a construtora percebe que o perspectivo comprador não terá condições de pagar o imóvel, elas obviamente não liberarão a venda de tal. Posso afirmar tal informação porque vi várias propostas de venda serem recusadas por construtoras.

    • Fábio Portela disse:

      Prezado Alfredo,

      É dificílimo controlar o “efeito bolha” racionalmente, justamente porque ele é irracional. Nos EUA, muitos – construtoras, governo, etc – achavam que tudo o que estava acontecendo estava sob controle. E o mundo tem pago o pato desde então.

  30. Pedro Sampaio Cunha disse:

    A bolha na verdade, não é bem dos preços dos imóveis, pois não acredito que vai cair tanto, mas uma bolha de ágios. No Setor Park Sul (Guará), o metro quadrado era 5.000 em 2009, e agora tentam vender a 9.000 o metro. Mas chegou a hora da entrega das chaves. E agora, não basta mais ter 1.000 reais por mês para pagar as prestações, mas poder bancar financiamento de 400.000. E quem pode isto? O investidor comprou para especular, e agora tem que passar o ágio para frente. Mas o futuro comprador, além de pagar um ágio altíssimo, terá que arcar com o financiamento. É a hora que o preço ou cai, ou o apartamento encalha. É o que tem acontecido ali no Park Sul (Guará), e em breve, no Setor Noroeste.

    • Adriano Sodré disse:

      Concordo com você pedro. Tenho dito: a bolha vai estourar quando começarem a ser entregues os primeiros apartamentos no Noroeste, pelo fato que você explicou. Na hora que você tem que pagar para a entrega de chaves muita gente que comprou para especular não vai ter dinheiro e os preços vão começar a cair.

      Outro ponto que acho relevante é que a maioria do pessoal, creio eu, que comprou apartamento no Noroeste ( com o intuito de morar lá) veio do plano piloto, pois dificilmente o pessoal das cidades satélites tem dinheiro para isso. Logo quando forem morar lá, muitos apartamentos na Asa Norte e na Asa sul devem ficar vazios. Simples oferta e demanda: um aumento de oferta para uma mesma demanda derruba os preços..

  31. Flavio disse:

    “Demanda e Oferta conduzem os preços”… durante as bolhas especulativas isso continua sendo verdadeiro… até aí, nada de novo…

    “Já ouviram falar de aguem que comprou apartamento de 01 ou 02 Quartos e não teve retorno ??”

    Em breve ouviremos vários casos assim. Nenhum mercado sobe para sempre, nenhum investimento é garantido, o mercado imobiliário não é livre de risco (como alguns corretores querem fazer acreditar) e, como todos sabem, demanda e oferta conduzem os preços.

  32. Parabéns pelos argumentos Fábio! As vezes me ponho em dúvida se a bolha realmente está se formando ou se os preços só vão continuar subindo em um ritmo mais lento daqui pra frente. Como alguém comentou por aqui, não sei se os extremos seriam o meio mais prudente de se analisar esta questão. Mesmo assim, eu não me arriscaria a comprar um imóvel hoje!
    Acho que pra quem tem dinheiro pra comprar imóveis a vista talvez ainda seja um bom investimento (quando for um investimento, e não compra de casa própria), entretanto não me arriscaria no financiamento, principalmente por conta dos altos juros. Mas como você mesmo disse, cada investidor deve tomar sua decisão individualmente e essa é apenas minha humilde opinião!
    Continue sempre postando, seu blog está cada vez melhor!!

    Grande abraço!

  33. me disse:

    Seu artigo foi respondido parcialmente, em um blog “bolhista”. Oh the irony..

    http://www.bolhaimobiliaria.com/2011/05/04/construtoras-incomodadas-com-alerta-sobre-bolha-imobiliaria-fabio-portela/#comment-2999

  34. Recebi um prospecto da FUNDAÇAO HATITACIONAL DO EXERCITO, para aquisição de imóvel com taxas de7,00% a 8,00% ao ano reajustado pela TR com até 30 anos para pagar. A minha inteção é comprar para alugar e pagar o imóvel com o aluguel. O que vc acha das taxas, esta um bom negócio, o que eu tenho que verificar antes de finalizar a compra?

    Abços

    ITM

    • Fábio Portela disse:

      Isso depende do imóvel… se estiver com um valor razoável, é possível pagar as prestações com o aluguel. Mas é importante verificar por quanto uma unidade similar à de seu interesse está sendo alugada, para que sua análise seja realista. Não se esqueça, também, que o governo pode mexer na TR para elevar a rentabilidade da poupança, o que pode elevar o valor das prestações em algum momento!

  35. Rodrigo disse:

    Fábio, fale para eles lerem isso aqui: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-17/venda-de-imoveis-na-capital-paulista-cai-pela-metade-no-primeiro-trimestre

  36. Jean disse:

    Cansei desse site, as análises sobre o mercado imobiliário são sempre fundamentalistas mas com cara de fundamentalismo religioso.

    Já falei isso em vários artigos e de várias maneiras diferentes mas vamos lá de novo.
    Comparar o preço de ontem com o preço de hoje e constatar que houve uma elevação sem levar em conta os fatores que causaram essa elevação é no mínimo infantil.

    Pessoal vocês acreditam mesmo que o boletim do rapaz é financiado por alguma construtora?

    Afinal falar por falar cada um fala o que quiser não mesmo.

  37. Cássio disse:

    Creio que, sem querer dar uma de juiz bonzinho, Fábio e Fabrício tem cada um sua cota de verdade, embora, sem querer ofender, considero o Fabio um pouco mais isento por não ser um corretor, obviamente não tem interesse particular no assunto. Mas louvo a sinceridade do Fabrício e sua iniciativa do BIM.

    Em Brasília não haverá uma “bolha” no sentido do estouro e de uma abrupta desvalorização que chegue a 40%. Provavelmente nunca…
    No momento, jun/11 já existe uma estagnação de preços e uma certa queda, de 7 a 10%. E vai continuar assim. Digo porque a 5 anos acompanho o mercado como comprador, ou seja, atento e sofrendo toda a valorização do mercado, principalmente o lançamento do Noroeste que ENLOUQUECEU os preços…

    Logicamente, basta esperar as primeiras entregas do Noroeste pra ver uma cota de especuladores se dar mal pois o saldo será INEGOCIÁVEL, absurdo. Alem disso, alguns que deverão vender seus apartamentos na Asa Sul e Norte pra quitar nas chaves sofrerão uma grande desvalorização com a oferta e terao que entregar seus imoveis mais baratos pois os preços estarão inviáveis.

    Claro, disso pra um estouro de bolha tem muita diferença. Mas os argumentos falaciosos dos donos do mercado imobiliário e dos corretores permanecerão. Desculpe mas, valorização contínua é ideía de “correntes” como a AmWay (lembram?) Quem fica no fim da corrente é que vai pagar o pato e ficar com o prejuízo.

    Adoro os donos de construtoras dizendo que a demanda é grande e Brasília tem os melhores salários do país no serviço público. Parece até que, a cada novo governo, desembarcam aqui dezenas de ônibus lotados de juizes federais, auditores da receita e super funcionarios do Congresso, casados entre si, com rendas de 30mil, DOIDOS pra fazer compras de imoveis de 1milhao e meio !!!!! Hahahahahaha
    ” O que? prestação de 10 mil por 30 anos? PECHINCA, eu compro !!!”

    Claro, me esqueço ainda dos advogados federais e promotores com salarios de 21mil que moram de aluguel na Samanbaia e no Recanto das Emas, ansiosos pra que construam mais 20 blocos no Sw a 15/20 mil o metro quadrado . Quaquaquaquaqua !!!

    Acordem, os unicos que acreditam nisso sao eles mesmos, os principais beneficiários do mercado, ou seja, construtores e corretores e afins. Por eles, uma kit de 20m2 por 1 milhão é motivo de risadas regadas a champanhe.

    Capacidade de pagamento é uma realidade crua. Vejam os salários na Esplanada, no Executivo, essa parcela da populacao com renda de 30 mil é escassa. O grande bando é muito mais pobre e já chegou ao limite…

    Porque digo isso: simples, estou vendendo meu ap de 100m no plano por 820 mil a meses e ninguem aparece… Outra, sou um desses funcionarios bem pagos. Quando vou me enveredar num financiamento maluco desses: NUNCA ! Só se eu desistir de ter carro, viajar, botar meus filhos na escola, fazer supermercado, tudo isso pra pagar financimenato até os 75 anos de idade.

    Loucura…

    Quem viver, verá… (aliás, já está vendo). Falo pelas vozes roucas das ruas…

    • Pedro disse:

      Concordo plenamente com o amigo Cássio, também passo por isso a 3 anos, tenho alguns imóveis a venda e simplesmente não aparece comprador, até 2007 você conseguia fazer negócio em brasília, de lá pra cá a coisa ficou uma briga de cego no escuro, de uma hora para outra todo mundo virou investidor, vejo corretores que fizeram 2 anos de curso e cham que são experts em negociação imobiliária, as pessoas esqueceram que Economia é uma ciencia humana, e depende das relações humanas para caminhar, como os imóveis em brasílaie stão crescendo de forma separada do aumento da riqueza, riqueza esta que chamo de produção, ou seja, não estamos produzindo nos meios de produção o volume necessário de riqueza para compor os preços dos imóveis em brasília, lembro que em 2006 uma prestação de um bom 4 quartos no plano piloto saia algo em torno de R$ 5000,00, muito já para os dias de hoje, agora esta mesma prestação bate a casa dos R$ 12000,00 . Quem produz renda para isso ? Comerciantes ? Empresários ? Funcionários Públicos ? certamente não. Aliás é bom lembrar que em brasília não tem industrial, grandes Ceos, aliás, somente Paulo Octávio e sua turma para acharem que todos tem renda para comprar seus imóveis…Nota: meus imóveis foram adquiridos com o suor do meu trabalho ( comércio ). De lá pra cá não piorei meus rendimentos, minha empresa não caiu, não apresentou prejuízo e hoje não consigo fazer as aquisições de antes, fica o desabafo…..

    • carlos disse:

      acho que nao poderia haver melhor depoimento aqui.

  38. Guilherme disse:

    Cássio, muito bom o seu testemunho. Você está tentando vender o seu apartamento há meses, num local excelente, e até agora, nada. Pois é, os corretores falam que vender apartamento é fácil. Mas lembremos, imóveis tem liquidez baixa, ainda mais agora, com a oferta tão grande. A propaganda de venda instantânea de apartamentos na planta é uma mentira, e se por acaso algum dia aconteceu, percebo que em pouco tempo surgem muitos ágios, ou seja, não são compradores finais.

  39. Guilherme disse:

    Um exemplo do que ocorrerá em breve com o Noroeste é visto no ParkShopping e no Guará II. Somando os dois locais, há no máximo uns 20 empreendimentos em construção, e olhe a quantidade de ágios à venda nos classificados? Todos com preços acima de 300 mil reais, algo inacessível para grande parte da classe média. Agora, vamos ao Noroeste, onde a média de preços dobra, triplica, quadruplica e vai até o infinito. Quem está comprando para especular se prepare, além do risco de ter que abaixar muito o preço, ainda correrá o risco de sequer achar um comprador.

    • Samuel Souza disse:

      Guilherme,

      Complementando sua opnião, já percebo também mais anúncios de gente ‘queimando’ carros de luxo – Tucson, Santa Fe, Captiva, etc todos com cerca de um ano de uso, ainda na garantia, sendo vendidos por bons preços, e muitas vezes os donos não escondem o motivo: “apartamento”…

      Carros normalmente têm liquidez maior que imóveis. Se o sujeito for tentar vender em uma loja, pode ficar um, dois meses até conseguir por um preço razoável. Se precisa disso rápido, percebo que tem particulares vendendo esse tipo de carro a um preço legal, antes que dê o prazo (chaves do apê) e ele tenha que entregar o veículo na bacia das almas por qualquer preço em uma loja qualquer…

      É bom ficar de olho, dependendo como for, talvez os imóveis não sejam os únicos ativos a caírem de preço nesse movimento de entrega dos aptos.

      Abraços !

  40. João disse:

    A Bolha vai estourar sim. Não como nos EEUU pois os Bancos aqui, são extremamente conservadores na hora de colocar o dinheiro na mão do mutuário. Agora os espertos de plantão que compram imóveis para “passar” adiante, esqueceram que não vivemos em país comunista onde alguém “vende” o lugar na fila. Todos os dias existirão lançamentos. O que vai agravar é que não terão candidatos a esses imóveis. Como disse alguém que comentou acima, os Funcionários Públicos mais bem pagos estão morando na Samambaia/Ceilândia/Riacho Fundo esperando o término das obras para comprarem os seus apartamentos?existe na verdade milhares de candidatos, mas o que faltará mesmo é salário para se candidatarem a um financiamento, cada dia mais difícil.
    Reposição salarial da inflação x aumento artificial dos preços via especulação, mídia etc.
    Advinhe que vai ficar com o “mico”?

  41. jota disse:

    É verdade, acho que a bolha vai pipocar. Tá dificil comprar um imóvel financiado. E o pior acho que vai haver um calote da divida brasileira e um confisco bancario de todos ativos financeiros das pessoas fisicas e juridicas.

  42. carlos disse:

    tem de ser muito energumeno pra tentar rebater um argumento sem demonstrar os fatos. o que o cara fez foi apenas florear o texto com argumentos de um filosofo que foi utilizado erroneamente!

  43. Alexandre Luiz disse:

    Poxa! Vc escreve bem e de fácil entendimento por quem não é economista ou administrador. Só agora conheci seu blog é já estou gostando muito. parabens!

  44. Trindade disse:

    Faz 32 anos que pergunto qual o melhor negócio da terra, em todo esse tempo a resposta é TERRA.
    Parabens pelo blog gostei muito da heterogeneidade.

  45. José Ruiz disse:

    Algumas pessoas estão analisando equivocadamente as razões da “bolha” e acreditam que corretores tem interesse nisso. Não é verdade. Para esses agentes, o que importa é vender. Tanto faz um imóvel de 500 mil ou 5 de 100 mil… O que está por trás dessa bolha são os bancos, é o capitalismo fazendo aqui o mesmo que foi feito nos EUA. Corretor não manda nada, não define preço de imóvel. Os donos do capital são os que manipulam preços e políticas habitacionais. Brasília é um exemplo claro. Existe um déficit habitacional para baixa renda e os caras investiram no Setor Sudoeste que é para rico.. Lá no Sudoeste estão enterrados bilhões de reais de dinheiro público que deveriam ser utilizados para atender outra parcela da população..

  46. Alexandre disse:

    Já foi lançado em Águas Claras m2 de R$: 7.200,00
    Na Ceilandia a R$: 4.200,00
    E vem ai o novo lançamento da Cyrela a R$: 17.000,00 o M2 no setor comercial.

    Só digo uma coisa. Perderam a NOÇÃO.

    Sou proprietário de uma pequena imobiliária, e venho falando aos meus clientes que os valores praticados pelo “mercado” são inflados pela especulação.
    Hoje ja sentimos a dificuldade em vender imoveis prontos, pois os preços de alguns, estão contaminando os outros e se tornando uma cadeia. Comprar um imovel de 30 anos a R$: 9.000,00 m2 na 307 sul onde o aluguel varia entre 2.7% ao ano é desculpe o termo Burrice.

    Eu trabalho com isso, estou dentro deste mercado, sei que estes preços estão inflados artificialmente.

    Infelizmente no Brasil, para se virar corretor, é necessario apenas pagar R$: 500,00 reais e fazer meia duzia de provas que foram elaboradas para ignorantes.(não sou ignorante, mas qualquer um que as fizer passa, é mais fácil que supletivo de ensino fundamental)

    Essa falta de qualificação para o proficional que vende, se reflete em varios indivíduos repetindo o que os superiores dizem, e o que eles dizem é:
    O mercado está no inicio de uma valorização maior ainda, o Noroeste vai chegar a R$: 20.000,00 o m2 ! Comprem pois irá ganhar dinheiro.

    O que qualquer homo sapiens sapiens pode analizar e observar que algo está errado.

    Bom, so gostaria de espressar uma opnião de quem vem atuando neste mercado. Deem uma olhada no comentario de Mauro Raldfeld no link ao final do comentário.

    Está de parabens pela iniciativa Fabio. Precisando de qualquer ajuda para juntar dados estatisticos, possuo uma ferramenta que analisa todas as ofertas de imoveis no Wimoveis por regioes. Pode facilitar um trabalho para tentar Abrir o olho das pessoas.

    Um grande abraço a todos.

    http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/mauro-halfeld/2011/05/02/CREDITO-FACIL-TRIPLICA-VALORES-DE-IMOVEIS-DE-BAIXA-RENDA-EM-CINCO-ANOS.htm

  47. Henrique disse:

    Pois é, caríssimos, no Setor Park Sul a realidade já está chegando: no tão sonhado Living Park Sul, da construtora JC Gontijo, há vários ágios no valor médio de R$ 7.000 o metro quadrado. Oras, as construtoras estão lançando (Venice) a quase R$ 10.000 o metro quadrado. Agora pergunto aos corretores otimistas de plantão: cadê a tal valorização de 25% ao ano? Vou ajudar a fazer as contas: no lançamento do Living, comprava-se a R$ 5.000 o metro (2009). Em 2011, chega-se a R$ 7.800 reais. R$ 800,00 abaixo da valorização prometida, mas muito abaixo do que já estão pedindo nos novos lançamentos. E fica a pergunta: porque alguém pediria R$ 7.000 no metro quadrado, sabendo que há lançamentos por R$ 10.000??? Será que estão conseguindo vender algo? Quem responder ganha um ágio no bairro, 1° andar, de frente para uma oficina que abre às 07h00 da manhã. Ou um ágio no Living de frente para o metrô.

  48. Leonardo disse:

    Você escreve de Brasília por que talvez não esteja vendo de perto o que está acontecendo em Salvador Bahia. Não há outro raciocínio que leve a crer que o que está ocorrendo nesta cidade é uma especulação das mais violentas. Preços de apartamentos entre 50 e 60m² por mais de R$ 300k. Imoveis que triplicam o valor em dois anos. Mas parece que a onda está começando a quebrar pois uma corretora me ofereceu por 250k um apartamento que a um mês custava 304k.

  49. Célio disse:

    Não resta dúvidas de que os preços dos imóveis estão à beira do abismo. Moro em Recife e acompanho o preço dos imóveis desde 2007, pelo menos. Busquei nesses últimos anos a compra de imóvel, e o que vi foi uma subida desenfreada dos preços. O bairro onde resido não dispõe da melhor infraestrutura, mas qualquer imovelzinho, aqui, custa os olhos da cara. Para se ter uma idéia, em 2009, tentei fazer negócio com uma casa que valia (valia?) R$ 150.000,00, preço que já achava estúpido para o local, feliz ou infelizmente, a coisa não andou. Hoje, o mesmíssimo imóvel não custa (pedem por ele) não menos que R$ 280.000,00, o que, convenhamos, é uma estupidez. O que mudou na cidade para justificar tamanha elevação no preço? Nada, simplesmente, nada! Ou melhor, o que aumentou foi a especulação baseada na facilidade de crédido do governo. Fazendo-se um conta medíocre, é fácil perceber que a população brasileira não tem condições de dispor dos valores para quitar os imóveis que financiou, senão vejamos: Numa quantia financiada pela Caixa de 160 mil (80% do preço médio de imóveis para bairros de classe C, em Recife), paga-se, mensalmente, 1,6 mil, que não pode passar, segundo as regras, de 30% do salário do financiado, salário esse que giraria em torno de 5,4 mil, portanto. Pergunta-se: quem da população brasileira percebe salário de tamanha monta? É óbvio que grande parte dos brasileiros não recebe tal remuneração. Assim, alguem vai pagar essa conta.

  50. José Luciano do Vale disse:

    Perfeito Fábio.
    Além do mais, há que se considerar que boa parte dos financiamentos, além de terem taxas de juros de 2 dígitos, são indexados, enquanto a renda das pessoas o deixou de há muito tempo. No longo prazo, qualquer planilha simples de Excel mostra que as prestações comprometerão boa parte da renda dos tomadores de tais empréstimos, mesmo nos sistemas SAC ou Sacre, que ilude as pessoas, mostrando prestações decrescentes. Em valores de “hoje”, as prestações são decrescentes sim, mas se incluirmos o IGPM, indexador mais utilizado, aí as coisas mudam. Os compradores não raro são “desinformados” na hora de tomar uma decisão. Por exemplo, a menos que se peça explicitamente, os corretores mostram números em valores de hoje, e muitas vezes não inluem nem mesmo os juros. Já estive em estande de vendas onde me motravam as prestações, pós-chaves, sem a taxa de 12% a.a. da Tabela Price. Quando pedia para incluir os juros, as prestações praticamente dobravam de valor (isso sem considerar INCC até a as chaves, nem IGPM após). Ou seja, o comprador tomava uma decisão achando que a prestação seria uma, e depois veria que seria outra, bem maior, talvez incompatível com sua renda. Acho estranho que os “feirões” de imóveis tenham tantos imóveis usados; será que são imóveis tomados de volta pelos bancos por falta de pagamento?
    Abraço e parabéns pela iniciativa,
    Luciano

    • Fábio Portela disse:

      Com certeza, José! Seus pontos são bastante pertinentes… obrigado pela contribuição!

      Abraços,
      Fábio

  51. Guilherme disse:

    Bom dia pessoal, sou Oficial de Justiça e tenho notado um grande aumento no número de processos que envolvem falta de pagamento, aparentemente o pessoal já não está mais aguentando pagar as contas.

    Falando de corretores de imóveis eu sou do tipo que acredita naquela relação de profissionais nos quais as pessoas menos confiam: sendo os políticos, taxistas e corretores de imóveis os 3 primeiros.

    Eu trabalho com vários corretores e acho muito interessante conversar com eles, uma vez eu pedi que uma delas fizesse-me uma simulação para financiamento de R$ 100 mil em, pasmem, 30 anos !!! e a 1ª parcela começava em R$ 1.300,00 e a última, segundo a simulação e “parcelas decrescentes”, seria de R$ 300,00 aí ela me disse: “- O que serão R$ 300,00 daqui a 30 anos ?”

    Pena que ela se esqueceu, convenientemente, dos juros de 5% a 8% + TR nesta conta.

    O Brasil não é uma Suíça, eu acredito que a crise só não chegou por aqui porque o governo está segurando a onda a pedido das construtoras e bancos, mesmo havendo mostras de que algo já está acontecendo, mas isso tem um limite, quem paga por isso é sempre a população, em seus financiamentos suados de 30 anos.

    E temos que nos lembrar que o brasileiro é um sujeito muito emocional: se há 5 casas simples num bairro simples numa cidade simples a venda numa rua simples e um deles acha que seu imóvel vale meio milhão, todos os vizinhos passam a pedir esse valor em suas casas, é um efeito cascata, aí se não vendiam por menos, por mais é que fica mais difícil, mas não reduzem o preço de maneira alguma.

    Também há aquele caso muito comum da pessoa basear o preço do imóvel dela em relação ao local para o qual ela quer ir, simplesmente ela pede mais do que vale pois de outra forma ela não consegue comprar o imóvel que quer no outro local que é melhor, como se o comprador tivesse alguma culpa nisso.

    Eu prefiro deixar o $$$ rendendo, eles já ultrapassaram a linha vermelha há muito tempo, isso já está institucionalizado e não quero financiar uma coisa por tanto tempo e que vai valer menos do que estou pagando, um bom investimento significa pagar barato para vender caro, não o que está acontecendo, então torço para que tenhamos uma bela crise, assim o mercado vai se ajustar a preços mais sérios num futuro muito próximo.

  52. Saphy disse:

    Ola

    Nao sou economista e em termos de investimento eu so sei que caderneta de poupanca eh mais seguro (desde que nao tenhamos uma zelia 2 haha) e que imovel sempre se valoriza (ao menos aqui no DF)

    Acho SIM que tem uma bolha (um aumento artificial de precos de imoveis) devido a que? Especulacao imobiliaria.

    Vamos relembrar historia. Brasilia comecou como o “fiofó” do Judas, NINGUEM queria vir pra ca, de repente depois de anos, engrenou e dai TODO MUNDO quis vir pra ca.

    O funcionalismo publico cresceu e os apartamentos funcionais (que existiam pra que os funcionarios se atraissem pra vir pra ca)foram vendidos.

    Com essa expansao urbana as pessoas viram seus imoveis se tornarem mais desejaveis como um super investimento.

    Dai veio o maldito Joaquim Roriz (que o diabo carregue aquele safado) que loteou fazendas deles e areas publicas importando eleitores de cabresto, Com isso veio um MONTE de gente pra ca, tudo ganhando lote de graca, muita gente viu que era so invadir q o GDF legalizava a invasao ou dava lote em um outro lugar e OBA farra do lote.

    Com isso a nocao de preco de mercado ficou super confusa, ninguem sabia ao certo sobre os valores e as construtoras vendo que o influxo de gente pra ca nao parava comecou a supervalorizar os imoveis.

    Eu lembro quando o Sudoeste era chamado de “lamaoeste”ficou MUITO tempo sendo algo que so alguns acreditavam, de repente bandearam e agora tao agredindo os indios pra forcar a barra do noroeste BLEH.

    Alem disso o numero de kits disponiveis pra alugar eh enorme, percebi isso ainda anteontem quando andando com meu marido, A kit do meu irmao mesmo estava meses sem alugar e eh boa e bem localizada.

    O que isso acarreta? Ao menos algumas pessoas que compraram imoveis de baixa renda pra ter renda de aluguel perderam muitos clientes devido ao minha casa minha vida. Outros que investiram em kits no sudoeste vao eventualmente querer vender tambem, pois o mercado de aluguel nao ta tao bom assim. Especialmente quando voce tem novas construcoes que a mensalidade eh mais barata que o aluguel (embora mais longe)

    Assim acho que o preco de imoveis vai cair sim, embora parte do interesse imobiliario seja por necessidade acho que MUITO disso (especialmente o alto valor) é devido a especulacao , cartel eu diria, afinal se sentarem juntos os donos das maiores construtoras todo mundo sabe que por exemplo o Paulo Otavio era amante do Arruda (literalmente e se vc mora em brasilia isso nao eh segredo pra voce e pra ninguem daqui) e que engracado, quantos terrenos liberados e leiloes vencidos pela Paulo Otavio durante o governo do Arruda >.>

    Como disse minha percepcao nao eh de economista é simplesmente de alguem que mora aqui há muito tempo e tem acompanhado o mercado de imoveis “in loco”

    A condicao imobiliaria é um resultado de acoes humanas e necessidades e vicios humanos, Ou seja, gente precisando de moradia, a sensacao de que aluguel é dinheiro jogado no lixo (sensacao essa compartilhada pela maioria), donos de construtora vendo grande lucro e ganancia, especuladores querendo garantir o seu e sim nesse caso “sexo poder e cobica” tal qual nos filmes, extremamente humano.

    O mercado nao é uma maquina uma coisa alheia ao ser humano e suas necessidades e vicios, é o resultado dos quereres e de manipulacao de massa e mais um tanto de coisas juntas.

    Quanto aos filosofos citados sao sim cabiveis mas eu ainda fico com Lord Byron “A realidade é sempre estranha, mais esquisita que a ficcao”

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