A poupança e más práticas bancárias
Quem lê o blog há mais tempo já sabe da birra que tenho com a poupança. Rende pouco, normalmente mal cobre a inflação, e quando as taxas de juros caem, é o primeiro investimento que o governo busca reduzir ainda mais a já estupidamente baixa rentabilidade. Mas, apesar disso, é o investimento mais popular do brasileiro e, por isso, também devemos abordá-lo aqui no blog. Esta semana, ouvi na coluna da Mara Luquet na CBN algo que me deixou extremamente preocupado: os bancos não têm informado direito seus clientes sobre os requisitos para investir nesta que deveria ser a aplicação financeira mais fácil de ser compreendida.
Algumas agências bancárias, à revelia das orientações da própria instituição bancária, têm feito exigências ilegais, como demandar dos clientes que permaneçam com o investimento na conta poupança por um prazo de carência de até três anos antes de resgatar o dinheiro. Outras, têm exigido documentos que a legislação que rege a poupança não prevê. Como se não bastasse, alguns gerentes de banco têm orientado seus funcionários a empurrar outros produtos como se fossem poupança para os clientes, sem alertá-los para as diferenças entre os produtos – inclusive no tocante à rentabilidade e à tributação! A denominação de alguns dos produtos é deliberadamente elaborada para enganar o consumidor (um dos produtos alternativos se chamava “poupanção”).
Melhor do que ler, é ouvir a situação na excelente série da Mara Luquet no quadro “O assunto é dinheiro” da rádio CBN, que foi ao ar na semana passada. Na sequência, de cima para baixo, estão todos os programas da série sobre a poupança e as práticas ruins de alguns dos bancos brasileiros – e o pior é que um dos mais citados é o maior deles – o Banco do Brasil.
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Em suma, não confie em quem lhe atende na agência. As informações disponíveis via internet banking são mais precisas. O problema é que a classe C emergente vai ter dificuldades em buscar essas informações.
Adicionalmente: na minha opinião, a grande vantagem da poupança é a liquidez. É importante que uma parte (recomendaria entre 50% e 200% da sua remuneração mensal) dos investimentos tenha disponibilidade imediata para qualquer emergência e nesse aspecto a poupança é imbatível, apesar do baixo rendimento.
Fui abrir uma conta poupança no Banco do Brasil nas duas agencias de
São João de Meriti, e o que eles disseram é que não estavam abrindo este tipo de conta, se eu não fôsse correntista, pois poupança não dá lucro ao Banco.
Pois é, Alberto… é o tipo de tratamento que alguns bancos dão a seu cliente. Mais triste é o fato de ser um banco público…
Alberto, isso é só o começo das picaretagens que os bancos fazem com a população brasileira. Além disso, ainda têm as cobranças indevidas nos cartões de crédito. Taxas abusivas e/ou ilegais. Portas giratórias com detectores de metais pré-históricos que só servem para bloquear a entrada dos bons clientes, e permitem a entrada de bombardeadores de caixas eletrônicos e assaltantes. E ainda há casos de má fé por parte dos bancos nas cobrancas de dividendos, atitudes que podem até caracterizar crime, mas eles conseguem abafar na mídia que fazem extorsão em aposentados. Enfim, fazer negócio com bancos, valendo para todos eles, só se for mediante extrema necessidade, se é que existe, e não se deve considerar banco como um parceiro, mas como um laranja de última opção. Falei!