Explicando a estratégia Buy and Hold

| 29 de janeiro de 2011 | 41 Comentários

Esta semana travei uma discussão interessantíssima com o Zé da Silva, blogueiro do Clube do Pai Rico, sobre a estratégia Buy and Hold. Recentemente, publiquei artigo no qual procurei demonstrar a superioridade da estratégia Buy and Hold no longo prazo, mesmo que no curto prazo o investidor tenha perdas temporárias. Procurei mostrar que um investidor que tenha investido em uma empresa boa, que tenha lucros crescentes, pode se sair muito bem no longo prazo, mesmo que o mercado passe por crises bastante longas. O artigo gerou uma série de polêmicas a respeito da estratégia, e espero esclarecer o seu significado.

Alguns dos leitores do Clube do Pai Rico praticamente me chamaram de louco. Mario Prado disse: “Desculpem, mas acho esse tipo de estratégia no mínimo suicida ! Quem garante que o longo prazo lhe dará rentabilidade? Pergunte aos investidores japoneses que compraram ações daquele mercado em 1988 se eles já estão no lucro !! Já se passaram mais de 20 anos e a bolsa Nikkei ainda não superou o topo histórico atingido naquele ano”. O leitor Carlos_fab disse ainda o seguinte: “Ninguém preve o futuro.. nem as melhores análises.. guerras, crises, falências, infinitas coisas.. o que define um vencedor é a capacidade de se abandonar na hora certa, assumindo prejuízos pequenos se for o caso, e analisar oportunidades ao tempo que elas forem aparecendo.” E André Gusmão acrescentou: “A forma mais fácil de investir dinheiro é a que está sendo anunciada nesta matéria, ou seja, compre e deixa esquecido por anos…. infelizmente essa também é a maneira mais fácil de se queimar dinheiro.” Victor arrematou: “Eu também acho completamente suicida e não tem análise fundamentalista ou técnica que diga que fazer preço médio é uma estratégia muito boa…Quem não lembra do caso da General Motors que há menos de 5 anos era considerada uma das empresas mais sólidas do mundo por ter o maior ativo imobilidado do mundo e em 2008 quase foi a banca rota, sendo semi-privatizado e tendo sua negociação interrompida em NY?”

O texto gerou tanta polêmica que Zé da Silva escreveu um post no blog, explicando a opinião dele sobre a estratégia Buy and Hold. Inicialmente, ele traduziu a expressão como “compre e esqueça”, e depois a corrigiu, corretamente, para “comprar e segurar”. Primeiramente, ele descreveu o que chama de “Buy and Hold xiita”, descrito nos seguintes termos:

O B&H xiita é aquela pessoa que literalmente compra e esquece. É aquele investidor que costuma dizer: “estou comprando estas ações para os meus netos”. Ela simplesmente compra a ação da empresa “x” por toda a vida, sempre que pode compra mais, sempre que é feita uma distribuição de dividendos o dinheiro é reaplicado. Exatamente como foi mostrado no texto do Fábio. É o B&H purista, que adotou essa estratégia por que dá certo, porque muitos foram os investidores que fizeram fortuna usando-a. E é justamente por isso que tenho medo, porque deu certo. Quem garante que continuará dando?

Depois de descrever o B&H xiita, Zé da Silva descreve o que chama de Buy and Hold 2.0, que utilizaria estratégias como o lançamento coberto de opções e o aluguel das ações, além de definir estratégias de venda da ação. E, por fim, critica quem diz “Mas a estratégia Buy & Hold deu certo por tanto tempo…”, dizendo que poderia listar vários exemplos que não deram certo, dizendo que não tem como o investidor saber qual de suas ações terá um bom desempenho no longo prazo.

Pois bem: é a hora do pequeno investidor responder às críticas e defender a estratégia Buy and Hold. Para isso, espero explicar um pouco melhor a estratégia, para evitar uma compreensão equivocada.

1. O que significa Buy and Hold

Se formos nos apegar ao sentido literal do termo, “Buy and Hold” significa “Compre e segure”. A ideia por trás do termo é que, no longo prazo, o investidor que comprar ações e segurá-las ao longo do tempo usufruirá do crescimento de seus lucros e, portanto, usufruirá de bons lucros.

Essa é a ideia básica por trás da estratégia. Mas ser um holder vai além da mera compra de papéis e de sua manutenção na carteira ao longo dos anos. É preciso saber exatamente o quê o investidor está comprando. Um holder não apenas compra ações; ele compra ações de boas empresas – empresas que, ao longo do tempo, têm mostrado eficiência e capacidade de gerar lucros cada vez maiores, sem assumir dívidas que poderiam onerar sua capacidade produtiva no longo prazo.

Ou seja, a ideia de analisar os fundamentos das ações está na base da estratégia. Zé da Silva diz, em seu artigo, que “Muitos dirão que isso (o sucesso da estratégia) depende da análise do investidor, que se bem feita o afastará das empresas que não trarão bom resultados. Sim … quem sabe uma meia dúzia de pessoas estejam preparadas para isso, e o restante?”. O problema é que, quem só compra ações e as mantém, sem analisar minimamente a empresa, não está utilizando a estratégia Buy and Hold, mas a Buy and Forget (Compre e esqueça)!

Zé da Silva trata a análise da empresa como se fosse um aspecto secundário da estratégia, o que não é verdade. A análise dos fundamentos da empresa está na base da estratégia Buy and Hold: antes de comprar, o investidor deve analisar os balanços das empresas, ler as notas explicativas, fazer o “dever de casa”. Não adianta sair comprando qualquer coisa e achar que vai dar certo, e isso não é Buy and Hold. Isso é roleta russa, cassino, qualquer coisa, mas não é Buy and Hold.

Ser um holder pressupõe estudar, conhecer um pouco de economia, um pouco de finanças, ler e interpretar balanços. Zé da Silva diz: “quem sabe meia dúzia de pessoas estejam preparadas para isso, e o restante?”. Se o restante não está preparado para ser um holder, não é um holder. Só a meia dúzia que está preparada é que pode se chamar de holder. Simples assim. Mas estudar não é exclusividade da estratégia Buy and Hold. Se alguém quer ser um trader, que gosta de comprar e vender ações com base na análise técnica, também tem que estudar. Se vai na onda de analistas, pode até se chamar de trader, mas não é. É apenas um sujeito jogando dinheiro e que, depois de perdê-lo, vai dizer que a bolsa é um cassino.

E, no cassino, quem ganha é a banca, já diria Roberto Rezende, um amigo meu que é um excelente investidor. Sem estudo, você não vai ganhar dinheiro, e vai depender da sorte para ganhar.

2. O sucesso passado da estratégia Buy and Hold

Outro argumento apresentado foi o de que o fato de a estratégia Buy and Hold ter dado certo no passado não é garantia nenhuma de que dará certo no futuro. Com certeza! Não discordo disso.

Mas… o problema do argumento é pressupor que o sucesso da estratégia Buy and Hold decorre de seu sucesso no passado. E isso é uma mentira. Buy and Hold não dá certo porque deu certo, mas porque parte de premissas que fazem sentido! A estratégia recomenda comprar ações de empresas que, comprovadamente, têm uma boa administração, são lucrativas (com lucros crescentes), têm dívida equacionada, têm vantagem competitiva durável contra suas concorrentes, a um preço razoável. São critérios lógicos, razoáveis, que fazem sentido. Ou você acha que vai conseguir ganhar muito dinheiro no longo prazo investindo em uma empresa mal administrada, que só dá prejuízo, têm dívidas crescentes?

Você talvez consiga ganhar muito dinheiro com empresas que dão prejuízo, negociando no curto prazo. Muita gente ganhou muito dinheiro com as ações da Varig há alguns anos. Algumas pessoas talvez consigam fazer algum dinheiro com as ações do Banco Panamericano, agora. Mas, no longo prazo, dificilmente esta será uma estratégia razoável.

3. Suicídio? Entenda porque o exemplo japonês não desmente o sucesso da estratégia Buy and Hold

Alguns leitores do Clube do Pai Rico costumam lembrar do caso do Japão, como um exemplo de situação em que o investidor Buy and Hold teria tido prejuízo (um deles chegou a chamar a estratégia Buy and Hold de suicida). Mas a comparação é injusta. No fim da década de 1980, a bolsa de valores japonesa estava no seu topo histórico, em patamares absurdamente irracionais. Para que o leitor tenha uma ideia, o índice Nikkei chegou a um índice P/L médio superior a 100, na época. Isso quer dizer que, em média, as empresas estavam sendo negociadas no mercado por 100 vezes o valor de seu lucro líquido. É um patamar absurdamente caro; para que o leitor tenha uma ideia, hoje o P/L médio do Ibovespa está na casa dos 14, e já tem gente achando que nossas ações estão caras! Imagine a 100!

Nessas condições, nenhum holder digno do nome investiria em ações japonesas. Comprar ações de boas empresas não basta na estratégia Buy and Hold; é necessário que as ações sejam compradas a um preço razoável. Não era o caso do Japão, na década de 1980 e, portanto, o exemplo não pode ser trazido como uma ilustração de fracasso da estratégia Buy and Hold.

4. Ninguém prevê o futuro…

Um dos leitores do Clube do Pai Rico ainda disse que a estratégia Buy and Hold é equivocada porque ninguém pode prever o futuro.

A questão é: a estratégia Buy and Hold não parte do pressuposto de que se pode prever o futuro! Boa parte do que o holder analisa é a capacidade que a empresa demonstrou, no passado, de produzir lucros. Afinal, se ela mostrou essa capacidade no passado, é bem possível que manterá seus resultados no futuro. É um juízo de probabilidade, não de certeza! Ninguém sabe — nem o analista técnico — o que vai acontecer amanhã, depois de amanhã, ou nos próximos dez anos. Mas, se uma empresa tem sido bem administrada, tem aumentado seus lucros, mostrado capacidade excelente de gerenciamento, é razoável supor que continuará a aumentar seus lucros no futuro também. Ou alguém acha que a Coca Cola vai perder seu mercado de uma hora pra outra, que a Ambev vai deixar de ser uma excelente cervejaria em 2012 ou que o Banco Itaú Unibanco vai trazer anos seguidos de prejuízos a partir de 2013?

Um passado espetacular não é garantia de futuro brilhante, mas é um bom indicador. Se as coisas começarem a mudar, isso se refletirá nos balanços da empresa. As dívidas começarão a aumentar, os concorrentes começarão a galgar maior sucesso, os lucros declinarão aos poucos… tudo isso tem que ser observado pelo holder.

Um holder também considera que pode estar errado. Até por isso, é aconselhável que o investidor adote uma diversificação razoável em seu patrimônio, para diluir os riscos de uma fraude nos balanços ou de que a empresa que ele julgava excelente se torne, rapidamente, numa empresa ruim. Nada disso tem a ver com falta de confiança na análise,

O mesmo leitor ainda afirmou que o que define um investidor de sucesso é a sua capacidade de abandonar o investimento na hora certa. E um holder não discordaria! Mas, ao contrário do analista técnico, um holder não consideraria que um declínio da cotação da ação é motivo para abandonar o investimento. Pelo contrário, se as perspectivas da empresa continuam as mesmas, não há motivo para vender as ações. Uma queda de 50% não é vista como prejuízo, nesse caso, mas uma excelente oportunidade de comprar uma empresa espetacular a um preço de liquidação!

Um holder só abandonaria seu investimento pelos seguintes motivos: o surgimento de uma oportunidade melhor de investimento, a queda nos indicadores fundamentalistas, preços muito elevados (e injustificados) da ação, e queda de confiança na gestão da empresa. Já escrevi sobre isso em outra oportunidade.

5. Fazer preço médio é ruim?

Outra das críticas apresentadas à estratégia Buy and Hold é a de que a ideia de fazer preço médio é uma estratégia ruim. Victor, que formulou a crítica, lembrou do caso da General Motors como um caso em que a estratégia teria dado errado.

A ideia por trás da estratégia de “fazer preço médio” é a de que comprar paulatinamente ações de uma boa empresa (que satisfaz os critérios a que me referi) garante que o investidor comprará ações a preços que, se não são os mais baixos, também não serão os mais altos. Procurar fundos (os preços mais baixos) e topos (os preços mais altos) não faz sentido. Você nunca sabe quando está em um fundo ou em um topo.

Quando o Ibovespa chegou a 30.000 pontos na última crise, vários analistas técnicos diziam que ele chegaria a 17.000 pontos, ou até a 8.000 pontos. Erraram: a bolsa voltou a patamares pré-crise em cerca de um ano e meio. Quem deixou de comprar naquela época, esperando os 17.000 pontos, perdeu uma das melhores oportunidades de investir. Antes da crise, quando o Ibovespa chegou a 73.000 pontos, alguns analistas técnicos diziam que ela iria a 100.000 pontos. Quem só investiu naquela oportunidade, esperando os 100.000 pontos, tomou um prejuízo danado. Se, ao invés de procurar fundos e topos, o investidor tivesse comprado ações aos poucos, teria baixado bastante seu preço médio e, com certeza, estaria com bons lucros no bolso em boa parte das ações do fundo.

O exemplo da General Motors também é ruim. Fazer preço médio em empresa que dá prejuízo constantemente – como é o caso da GM – é loucura. Como já afirmei, um holder tem que estudar a empresa, analisar seu passado, o desempenho de sua atividade principal. É como tentar fazer preço médio no Banco Panamericano hoje, ou na Varig há alguns anos… não faz sentido algum.

6. Buy and Hold 2.0?

Zé da Silva descreve o que chama de Buy and Hold 2.0, que utilizaria estratégias como o lançamento coberto de opções e o aluguel das ações, além de definir estratégias de venda da ação. Esse “Buy and Hold” turbinado é contraposto ao Buy and Hold xiita, que seria estratégia de comprar ações de qualquer empresa e segurá-la até o infinito.

Como já salientei, o que é descrito como Buy and Hold xiita não é Buy and Hold, mas Buy and Forget. É um espantalho criado pelo autor para descrever a posição, sem atentar para suas particularidades.

Mas… e o Buy and Hold 2.0? É realmente uma inovação ao estilo Buy and Hold?

Na verdade, não. Nada do que Zé da Silva disse sobre o Buy and Hold é novo: definir estratégias de venda da ação é parte da estratégia clássica. Os critérios de venda a que me referi antes já são defendidos há décadas por investidores como Benjamin Graham, Warren Buffett e Phillip Fisher. Alugar as ações ou remunerar a carteira mediante o lançamento coberto de opções também é algo feito há muito tempo por investidores que seguem a linha Buy and Hold. Eu mesmo já escrevi sobre a remuneração da carteira mediante aluguel e somente não escrevi ainda sobre o lançamento coberto de opções porque ainda não estudei o assunto o suficiente para escrever sobre isso.

Enfim… o que sobra do Buy and Hold 2.0? É o mesmo Buy and Hold de antes!

Conclusões

A estratégia Buy and Hold tem um passado magnífico. Segundo Jeremy Siegel, quem investiu em ações utilizando a estratégia de segurá-las por um longo período de tempo (mais de 20 anos) bateu todos os investimentos em renda fixa no mesmo período. Ou seja, comprar e manter ações de boas empresas em sua carteira de investimentos não é apenas mais rentável, como mais seguro ao longo do tempo.

Você poderia pensar que esta é uma característica apenas do mercado norte-americano. Mas o estudo de Siegel mostra que a estratégia de comprar e segurar as ações bateu todos os investimentos de renda fixa nos 16 países estudados entre 1900 e 2006, quando o estudo se encerrou (a 4a edição do livro é de 2008). E, nos Estados Unidos, bate a renda fixa em mais de 90% dos períodos superiores a 20 anos (e em quase 99% dos períodos superiores a 30 anos) desde o início do século XIX. Se alguém souber de estratégia alternativa à Buy and Hold com quase 200 anos de sucesso documentado, por favor me avise!

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Categoria: Ações

Sobre o Autor ()

Fábio Portela é investidor desde 2006 e disponibiliza neste site seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, seja com sua experiência, seja por meio das leituras que fez ao longo dos anos. O autor é mestre em Direito Constitucional e em Filosofia pela UnB, e atualmente cursa doutorado em Direito Constitucional na mesma instituição.

Comentários (41)

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  1. Prefiro Buy and Hold de 50% do capital.
    E em fundo de baixa taxa de administração. PIBB11.
    E nem preciso me preocupar em selecionar os papeis.
    Concordo com vc na questão de longo prazo ser melhor.
    Desde que não aconteça uma crise logo no momento que o investidor
    queira sacar o dinheiro. O risco em buy and hold depende do prazo final do investidor. Não deixaria 100% do meu dinheiro faltando 10 anos da minha meta para começar a usufruir do dinheiro, por exemplo.

    • leo disse:

      Comprando fundos de índices desconsideras 2 fatores VITAIS (nao simplesmente importantes, mas VITAIS) para qualquer buy & holder: o poder dos dividendos (crescentes, se possível) e da isenção do IR para vendas de até 20 mil reais! Além de estar comprando indiretamente Ecodiesel e outras porcarias. Por que nao comprar somente as boas ao invés de todas as mais negociadas?

      • Helio disse:

        Leo

        O pagamento de IR é uma das desvantagens dos ETFs, porem, vale destacar que uma das maiores vantagens dos ETFs é justamente a reaplicação automática dos dividendos.

        Vale destacar também que no longo prazo, mais de 90% dos fundos ativos perdem para fundos passivos como ETFs.

  2. Major disse:

    Ótimo artigo.

    Pode se falar também da possibilidade de se usar o buy & hold no investimento de ETFs (PIBB11, BOVA11,…) defendida pelo John Boogle. Estratégia que historicamente bate mais de 90% dos fundos de ações (ativos ou passivos).

  3. Nélio disse:

    Buy and Hold em ETFs não me parece uma boa por conta da tributação. Em ações que pagam bons dividendos sim, porque quando formos “desmontar” a operação podemos fazê-lo aos poucos, sem pagar IR.

    No mais, EXCELENTE artigo!

  4. J'onn J'onzz disse:

    Muito bom o artigo Fábio, é um belo resumo da estratégia Buy and Hold, vou guardar esse texto para mostrar quando eu quiser apresentar a estratégia para conhecidos.

    Sobre ETF´s… são boas opções de investimentos, mas não tenho certeza se entram na definição de Buy and Hold. Além disso tem a grande desvantagem de não ter isenção do imposto de renda nas vendas até vinte mil reais.

  5. Ótimo artigo.

    Defendo uma estratégia buy and Hold, mas com apenas uma parte do capital, ficando outra parte em outros investimentos como renda fixa e imoveis; além de defender uma diversificação maior que a maioria dos fundamentalistas (pelo menos 20 empresas).

    Abs

  6. fabio disse:

    Sigo essa estratégia, mas não vejo motivo para defendê-la. Normalmente as pessoas escolhem estratégias com base em experiências de vida e estudos (ou mesmo sem nenhum motivo racional), não em argumentos. E, para o investidor, tanto melhor quanto mais trader houver!

  7. Jônatas disse:

    Minha estratégia é buy and hold. No longo prazo, sem dúvida, a melhor.
    Porém para a maioria dos investidores, os que tem pouco conhecimento ou mesmo não querem gastar tempo analisando empresas, recomendo a compra de ETFs. ETF’s numa estratégia de comprar e manter também. Agora para mim bolsa é longo prazo, curto prazo é especulação e não investimento.

    Abraço!

  8. EvertonRic disse:

    Caro Fabio, magnifico artigo, parabéns. Mas para mim o Buy and Hold é um pouco antigo de mais, eu tbem compro e seguro, na verdade eu estou “aguardando” o mercado me dizer algo. Analiso os fundamentos da empresa e apartir do momento onde eu considero que é a hora de sair, saio sem medo de ser feliz.
    Enquanto rendeu, ótimo, mas depois disso bye bye….
    inclusive eu conto uma história sobre isso hoje no meu blog, faça-nos uma visita.
    http://financasforever.blogspot.com
    Forte abraço

  9. Luiz Henrique disse:

    Sou um grande adepto da estratégia Buy & Hold,
    Se você escolher a empresa boa por um preço baixo,
    as chances de você ganhar são bem maiores do que de perder.

  10. Pedro Nora disse:

    Parabéns pelo último artigo do Blog! Excelente! Muitos criticam sem conhecer. Apenas reproduzem chavões de mercado, tendo-os como verdades absolutas. Não passa de um argumento falacioso para tentar desmontar a estratégia sólida de buy and hold!

  11. Bruno César disse:

    Fabio, parabéns pelo ótimo artigo.
    Você poderia comentar sobre a TELB4, que em apenas 10 dias obteve uma grande valorização de seus papéis, e se empresas dessa categoria seriam bons investimentos no longo prazo.
    Abraço.

  12. OTIMO ARTIGO FÁBIO!
    Acompanhei no blog do zé a publicação do seu artigo e a discussão também, enfim todas essas informações que são passadas aos leitores dos blogs , pai rico e pequeno investidor só nos fazem ganhar ainda mais conhecimento e aguçar o nosso senso crítico para driblar os obstáculos que aparecem no nosso dia a dia rumo a independência financeira.

    Parabéns e Obrigado a todos

    Eduardo.

    • Fábio Portela disse:

      Obrigado pelo elogio, Eduardo! O Clube do Pai Rico é excelente fonte de educação financeira! Só o fato de ter permitido essa discussão interessantíssima sobre investimento em ações já revela a sua qualidade.

      Abraços,
      Fábio

  13. Mário disse:

    Parabéns pelo post! Aos poucos estou lendo os artigos do blog que considero uma das gratas surpresas deste início de ano. Ao cidadão que misturou B&H com lançamento coberto sugiro que procurasse revisar seus conceitos.

    Para mim uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E as coisas não se misturam. Um é AF e o outro e AT. Mas enfim, quanto mais “trader” melhor para nós como escreveram acima.

    Tampouco este híbrido é novidade, o Bastter já anunciava algo semelhante há muito tempo.

    Eu adoto o Buy & Hold com acompanhamento trimestral a cada balancete publicado.

  14. Boa Tarde Fábio. Sempre leio seu blog, mas essa é a primeira vez que comento. Gostaria de parabenizá-lo pelo belíssimo site.

    Sou analista técnico e não tenho nada contra a Análise Fundamentalista, muito menos o sistema “Buy and Hold”. Inclusive, fiz curso de Análise Fundamentalista quando trabalhava em um fundo de pensão aqui em Brasília.
    Acredito que a maior dificuldade está na seleção da empresa “sólida”. A Sadia serve de exemplo. Empresa líder de mercado. Anos no mercado. Seu balanço, inclusive, foi utilizado no curso de valuation que fiz. E o que aconteceu? Estavam fazendo operações que não apareciam no balanço e que fizeram o preço da empresa cair quase 90% em menos de um ano (2008). Imagina se alguém tivesse fazendo “Buy and Hold” com os papéis dela?
    Existem operações que não aparecem nos balanços e que podem fazer toda a diferença (como aconteceu no caso da Sadia).
    Eu somente indicaria o “Buy and Hold” para minha mãe se fosse pelo índice. Sai papel, entra papel e o índice continua lá. Concordo com o Investidor Defensivo. PIBB11 ou BOVA11.
    Se houver uma “saída de emergência” (Stop para AT) caso os fatores não fiquem mais tão favoráveis no futuro, não veria problema.
    Mesmo em índice, o retorno não é garantido. Dê uma olhada nessa excelente reportagem do The new york times: http://www.nytimes.com/interactive/2011/01/02/business/20110102-metrics-graphic.html.

    Um abraço,

    Gustavo Garcia

    • Marcelo disse:

      Prezado,

      As operações da Sadia constavam sim do balanço, esse tb é um chavão que o mercado tomou com verdadeiro. Nas notas explicativas do ultimo balanço antes da derrocada, constavam essas operações sim.

      Att,

  15. Jean Jacques disse:

    Essa é uma discusão sem fim, e cheguei a conclusão que a melhor estratégia é aquela que dá lucro, o que é possivel fazer em todo tipo de estratégia, tanto é que eu uso o B&H, como também swing e position e caso eu compre uma ação e passada algumas horas ela já tenha me dado um retorno de 1,2 ou até 4% como já aconteceu, não vejo motivos para continuar segurando-a, assim como não tem motivo ano passado os investidores em TAMM4 segurar a ação quando ela subiu 37%.

    O problema de muitos investidores é tratarem suas estratégias como times de futebol, onde é visto com maus olhos trocar de estratégia, então da mesma forma que o torcedor acompanha o time, mesmo caindo para a segunda, terceira, quarta divisão, tem investidor que faz a mesma coisa,toma prejuizo porque é B&H investimento clube, day trade investimento clube, swuing investimento clube, sendo que o certo é ser lucro investimento clube.

  16. Muito bom o artigo. Seve pra explicar o que é realmente Buy & Hold, 100% baseado em análise fundamentalista. Mas não vejo motivos para ficar defendendo se determinado tipo de estratégia é melhor ou pior do que outra. A estratégia vai funcionar de acordo com o perfil do investidor. Trade funciona pra uns mas não funciona pra outros. Tem gente que vive de trade, outros vivem de dividendos, e por aí vai…

    Eu pessoalmente não considero buy & hold melhor investimento atualmente. No passado é inquestionável, mas para o futuro é duvidoso. Economia do passado era uma, hoje é outra. Os mercados estão totalmente globalizados, um espirro que sai na Índia e agente sente aqui. Um balanço ruim de uma Alcoa, Exon, etc por exemplo pode tremer o mercado no inteiro. Acho que hoje o mercado está muito mais movido a trade do que qualquer outra coisa, as bolsas estão todas interligadas e a tendência é aumentar ainda mais com os famosos “robotraders”.

    Um bom exemplo de estratégia bem sucedida são os candlesticks, que na verdade é uma análise da variação dos preços inventada pelos japoneses no final do século XVII e que funciona até hoje. Problema é que o mercado banalizou a técnica com esses cursos de AT. A verdadeira técnica não se aprende com 1 ou 2 dias de curso e sim com anos e anos de estudo e observação.

    Abcs,

  17. Acho que vc vai se interessar em comentar o assunto abordado no último Money Talks do Infomoney. Fiz um post sobre o tema:

    http://reidasbluechips.blogspot.com/p/links-sobre-conflitos-de-interesses.html

  18. Domeneque disse:

    Fábio, Parabéns pelo blog e pelo belo artigo!
    Apenas p ilustrar , no livro ” Monte uma carteira vencedora” de Charles Mizrahi, um trecho diz: os investidores em valor ñ são mais inteligentes ou trabalham mais q a maioria apenas pensam de forma diferente da multidão. Têm 3 caracrterísticas q todos têm em comum :1)O seu modo de pensar os separa da multidão 2) desafiam o senso comum 3) evitam as últimas tendências do mercado.
    Abraço a todos

  19. Thiago Caldas disse:

    Fabio, eu sou a favor do buy hold, invisto a longo prazo, mas sei tambem que o Buy and Forget existe e aconteceu com a minha propria familia.
    Meu avo um pouco antes de morrer comprou mil açoes do banco da amazonia(baza3) em 1973, eu nao tenho noção do valor de compra da ação na epoca, mas hoje em dia as açoes valem por volta de 50centavos, ou seja, o volume vale 500reais, eu duvido que meu finado avo tenha investido menos do que 500reais na epoca(proporcionalmente a moeda da epoca).O buy hold é uma excelente extrategia, mas para quem sabe usa-la.

    • Fábio Portela disse:

      O problema, Thiago, é que seu avô não usou Buy & Hold, mas o Buy & Forget. São estratégias diferentes, se é que Buy & Forget pode ser chamado de estratégia…

  20. Ricardo disse:

    Bom dia Fábio. Ótimo texto, sempre continuando com o belo trabalho que você faz neste site. Parabéns.

    Andei pesquisando pela internet e encontrei este texto aqui:

    http://lauromartins.com/2011/02/19/a-teoria-dos-ingenuos-um-estudo-sobre-a-falacia-de-siegel/

    O que você acha dessas afirmações?

    • Fábio Portela disse:

      Olá, Ricardo!

      Bom, não li os argumentos de Siegel apenas lá, mas em outras fontes também. Agora, as críticas ao texto parecem induzir o leitor a acreditar que a renda fixa é superior às ações, baseado nos últimos 15 anos no país, quando os juros da renda fixa foram absurdamente altos. Os críticos também atacam o estudo, mas não apresentam dados alternativos… é fácil atacar a base de dados, mas não apresentar algo que a substitua. De minha parte, estou convencido pelos argumentos de Siegel.

      Além disso, o russo citado parece ser meio paranoico. Achar que os acadêmicos que chegaram às conclusões de Siegel são financiados pela “indústria financeira” é brincadeira!

      Abraços,
      Fábio

  21. Ed Araujo disse:

    Difícil dizer que BH não é bom quando acompanhado de venda coberta, aluguel e compra na baixa, em crises o BH aproveita para encarteirar mais ações ao seu portfólio, crise essa que óbvio, não tenha a ver com o papel a ser comprado, como também o capital empregado não tenha um maior comprometimento, como dívida, compra de imóvel etc…o BH é tranquilo, não há desespero no investimento….às vezes quando tem capital a investir, dá até uma torcidinha para o mercado ceder e comprar mais. Sem contar os dividendos…etc

  22. Jehann disse:

    Fantástico texto, concordo plenamente, eu sou holder 100% em Petro por enquanto, pq pra mim vi uma otima oportunidade de comprar da maior pechincha dos ultimso tempos, comprei Petr4 a 26,xx em 2010, tenho preço alvo de 55,xx para os proximos 2 anos no maximo 3, oq da mais de 100% de lucro em 2 ou 3 anos com segurança, relativamente conservador é muito bom,pra mim o futuro de Petro é magnifico, sera a maior empresa do mundo, pretendo manter as ações no minimo ate 2020 , la eu reviso se mantenho por mais 5 ou 10 anos….eu sou novo e começei a poupar e investir cedo isso me ajuda….

    Fábio, quero suas opniões fundamentalistas sobre oq vc considera as boas empresas no momento e para o longo prazo e quais as melhores pechinchas, quero manter contato, meu e-mail: jehannrodrigues@gmail.com

  23. leo disse:

    Fábio, muito bom esse post. Mas eu acrescentaria um ponto fundamental que os Holders esquecem de explicar aos demais investidores quando defendem a estratégia: O CRESCIMENTO DAS VENDAS E LUCROS, INVARIAVELMENTE, GERA AUMENTO NA COTAÇAO DA AÇÃO. isso sem contar os dividendos crescentes. A partir dessa premissa, nao ha quem nao entenda o sentido do Buy & Hold. É um ponto básico mas ignorado por muita gente.

  24. Valdilanio disse:

    Parabéns ótima explicação/defesa para o “Buy and Hold”, para quem ainda tem dúvida vejam o caso de Warren Buffet. Para quem não sabe identificar a vantagem competitiva dar uma olhada nesse livro “Warren Buffett e a Análise de balanços”.

    A propósito ótimo blog!

  25. Diego disse:

    Buy, Analyze & Hold. Essa é a melhor estratégia para mim.

    Você vai encontrar 500 mil livros: grafistas, fundamentalistas e holders que ganharam muito dinheiro com investimentos, inclusive vendedores de MMN (telexfree, agora eu cutuquei).

    Todas dão certo, você só precisa saber analisar a oportunidade. E cada um tem facilidade para ver a oportunidade em um lugar, um método…

    Eu gosto do Buy, Analyze & Hold, vai de encontro com minha capacidade, é onde me dou bem, onde consigo ter resultados significativos.

    Ficar discutindo se é estratégia boa ou não é besteira…

  26. Mentalista disse:

    Uma dúvida: estou inciando no ramo de investmentos e ainda estou montando a minha estratégia. E de tudo que já li, a mais simpática me pareceu a buy & hold. A minha dúvida é: como ganhar dinheiro com ela? Apenas com dividendos? Alugando ações? Ou existe alguma outra forma de ganhar diheiro com o B&H?

    • Fábio Portela disse:

      Cara, é possível ganhar com os dividendos, com aluguel e com o lançamento coberto de opções, basicamente.

      • Mentalista disse:

        Fábio, obrigado pela presteza na resposta. Permita-me abusar de sua boa vontade mais um pouco.

        Neste caso então (B&H para dividendos), o ideal seria comprar ações PN, uma vez que estas tem a preferência no recebimento de dividendos, certo?

        E mais uma dúvida, possivelmente besta: e no caso de empresas que tenham poucas ações (100, p. ex.). Se eu comprar todas, em tese, eu me torno o dono da empresa?

        Grato pela ajuda.

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