Rentabilizando a carteira de ações com aluguel
Uma boa maneira de tornar a carteira de ações mais rentável, mas que ainda não tem sido muito utilizada pelos investidores brasileiros, é o aluguel das ações. Assim como uma casa pode ser alugada para que seu proprietário ganhe dinheiro com o seu aluguel, essa alternativa também pode ser utilizada pelo investidor de longo prazo, que pretende permanecer com suas ações por muito tempo.
As vantagens para o proprietário (chamado “doador”) e para o tomador das ações são bastante interessantes, já que o proprietário continua a receber os proventos relativos a aquelas ações e o tomador pode utilizá-las para venda no mercado à vista e outras operações, tais como liquidação de operações já realizadas no mercado à vista; garantia de operações em mercados de liquidação futura; e cobertura no lançamento de opções de compra.
O doador das ações recebe uma taxa pelo aluguel das ações, que é determinada por ambas as partes no momento da contratação (que é feita em mesa de operação). Como regra geral, apesar de livre, para garantir que a contratação ocorra logo o doador deve buscar uma taxa pouco abaixo da taxa média do mercado, que é disponibilizada pela CBLC no seguinte link. As ações mais negociadas no mercado normalmente têm uma taxa de aluguel inferior (às vezes, nem chegando a 1% ao ano), mas ações menos líquidas, de empresas menos negociadas, têm uma taxa de aluguel anual bastante superior, representando uma grande fonte de complementação dos dividendos pagos pela empresa.
Desse modo, uma ação como a do Itaú (ITUB4), que é bastante negociada, tem uma taxa de aluguel bastante baixa, rendendo para o doador cerca de 0,51% ao ano. Mas uma ação como a da Saraiva (SLED4), muito menos negociada, pode render 8,38% ao ano — um belo acréscimo aos dividendos pagos pela empresa.
Apesar de a taxa ser definida para o prazo de um ano, os contratos são normalmente fixados por um prazo menor, de 30 ou 60 dias. Por isso, apesar de as taxas serem anuais, dificilmente o doador obterá aquela taxa no período de um ano: pode conseguir mais (se as taxas de determinada ação subir ao longo do ano) ou menos (se ocorrer o inverso).
* Foto extraída do site stock.xchng, produzida por simonok
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Muito bom Fabio,
Tem uma galera discutindo sobre esse assunto lá no Fórum Investidor Agressivo!
http://forum.investidoragressivo.com/viewtopic.ph…