Imóveis continuam em alta em Brasília. Até quando?

| 6 de abril de 2010 | 36 Comentários

Desde que escrevi sobre a bolha imobiliária de Brasília, tenho recebido muitos comentários sobre os artigos. Muitos leitores discordam de minha análise, outros concordam, e alguns outros pedem para que eu escreva normalmente sobre o assunto. Um leitor mais ousado até insinuou que, como parei de escrever sobre o assunto, teria me debandado para o “lado de lá”. Não, eu não debandei para o lado dos corretores ou daqueles que acreditam que a situação vivida na capital federal seja normal. Tampouco me convenci dos argumentos daqueles que acham que, por ter  problemas na demanda por imóveis, os preços estão justificados. Decidi, então, escrever um pouco mais sobre a questão, como tentativa de responder às indagações de vários leitores do blog.

Já mostrei nos outros artigos que os preços de imóveis em Brasília estão excessivamente altos. A relação entre o valor do aluguel e o valor do imóvel está muito abaixo da média histórica de 6% ao ano. Em alguns casos, essa média chega a 2% – ou seja, o valor pago pelo aluguel anual do imóvel equivale a apenas 2% do valor patrimonial da casa ou do apartamento. Desde que escrevi os artigos, a situação só piorou: os preços continuam a subir rapidamente. Apartamentos de 2 quartos antigos com elevador e garagem, precisando de reforma, são vendidos por R$ 450.000,00. Em novembro, ainda era possível encontrar apartamentos similares por R$ 350.000,00, mas hoje já é quase impossível. Ou seja, em menos de 6 meses, a valorização de imóveis parecidos chegou próxima a 36%! Mas até quando isso vai durar?

Para que o leitor tenha uma idéia, a Fernanda do BBB ganhou dos “patrocinadores” um apartamento novo, de 2 quartos em área nobre da cidade do Rio de Janeiro que custa R$ 220.000,00. Com esse valor, o único imóvel que o leitor poderia comprar no Plano Piloto seria uma quitinete. Já que falei no BBB, a situação aqui é tão absurda que já circula uma piada na capital.

Pedro Bial teria perguntado ao Dourado, campeão do programa, o seguinte:

- e aí, Dourado, já sabe o que vai fazer com R$ 1.500.000?

- Sei, Bial, vou comprar um apê no Noroeste!

- E o restante do dinheiro?

- Ah, o resto eu financio na Caixa!

E a piada tem um fundo de verdade. No Noroeste, apartamentoswpid-bbli-2010-04-6-08-00.png de 3 quartos com 100 metros quadrados são vendidos por R$ 1.000.000,00. Os de 4 quartos ultrapassam facilmente esse valor, chegando a R$ 2.500.000,00. Os corretores da cidade prometem ganhos de 20-25% ao ano indefinidamente. “Brasília é diferente das outras cidades”, dizem. Pense: em 3 anos e meio, o valor do imóvel dobraria a essa taxa. Um apartamento de 4 quartos do Noroeste valeria R$ 5.000.000,00 em 2014 e R$ 10.000.000,00 em 2017. Em 2020, já seriam R$ 20.000.000,00! Isso é uma fábrica de gerar dinheiro!

E com as quitinetes aconteceria o mesmo: as “kits” que custam R$ 200.000,00 hoje valeriam quase R$ 1.000.000,00 em 2020. O problema é: quem em sã consciência pagaria isso por uma quitinete? Quem tem dinheiro suficiente para financiar esse valor? Quem economiza o suficiente para ter esse valor daqui a dez anos e pagá-lo a vista? São essas as perguntas que ninguém responde. Cinicamente, muitos dizem que o problema é a corrupção da cidade: os políticos da cidade lavariam todo o seu dinheiro sujo comprando imóveis na cidade, o que elevaria a demanda e os preços para os níveis atuais. Sinceramente, ou sou muito inocente e ainda acho que a corrupção não é tão alastrada assim, ou então alguns dos cidadãos corruptos mais ricos do mundo moram em Brasília, para elevar os preços de TODOS os imóveis da cidade para um valor 4 ou 5 vezes maior que os de outras capitais.

Não sei quanto tempo a onda de aumento nos preços vai durar. O que sei é que ela deve ser logo limitada por alguns fatores. O primeiro deles é que o aumento nas taxas de juros que deve acontecer logo vai elevar o custo de financiar a compra de novos apartamentos. Afinal, quanto mais altos os juros, menos valor as pessoas podem financiar. Ou seja, com o mesmo montante, é possível financiar um imóvel mais barato. Quem financiou o pagamento de um imóvel pela tabela PRICE também pode ter que se desfazer do imóvel, por conta da flutuação dos juros, que podem levar as prestações para as alturas!

Se isso levar a uma estabilização no nível dos preços, quem adquiriu os apartamentos com o objetivo de investir e receber aluguel vai se decepcionar tanto por conta da paralização na valorização, quanto pelo valor percebido mensalmente com a locação do imóvel. Esse valor já é muito baixo na cidade e pode ficar ainda pior, se os imóveis se valorizarem ainda mais. Os aluguéis pagos não podem subir proporcionalmente à valorização absurda dos apartamentos e das casas porque são sujeitos a um fator limitante: o salário dos inquilinos. O preço justo do aluguel de um apartamento que custa R$ 1.000.000,00 seria aproximadamente R$ 5.000 (0,5% ao mês), mas há muitos apartamentos destes que são alugados por R$ 3.000,00 (ou até um pouco menos). E não é possível subir o aluguel para muito além do que isso porque a maioria das pessoas não conseguem pagar. Se os aluguéis acompanhassem o ritmo de crescimento de 20% ao ano, dificilmente o proprietário encontraria inquilinos e teria ainda mais prejuízo, pois ficaria com o imóvel parado e ainda pagaria um condomínio bastante caro.

Muitos desses especuladores, nesse momento, poderão querer se desfazer de seus imóveis, porque não valeria à pena permanecer com eles. Caso isso efetivamente aconteça, o acréscimo na oferta pode levar a uma redução brusca nos preços. Aliás, o próprio aumento da taxa de juros pode levar à redução dos preços, porque os potenciais compradores só poderiam comprar, com o mesmo dinheiro, um apartamento cujas prestações sejam menores. Digamos que alguém possa pagar R$ 2.000,00 de prestação hoje, a uma taxa de juros de 9% ao ano.  Nessas condições, ela poderia financiar um apartamento que custa, hoje, R$ 246.000,00. Caso a taxa de juros chegue a 12% ao ano, a mesma prestação poderia pagar um apartamento de R$ 193.000,00. Em outras palavras, com o simples aumento da taxa de juros, o mesmo apartamento perderia cerca de 22% de seu valor, caso o financiamento seja pelo sistema SAC, em que os juros são pré-fixados. Não adiantaria tentar vender o imóvel pelo mesmo valor de antes, porque, com o aumento dos juros, o poder aquisitivo da população caiu, não havendo como se pagar pelo preço anterior.

Por essas razões, além de tudo o que já expus antes, não acredito que as altas taxas de crescimento continuem por muito tempo ainda. Posso estar enganado, mas ainda acredito que as leis da economia se aplicam à cidade e um dia irão cobrar o preço da farra de hoje. Ou então a cidade terá milhares de pessoas que ficaram milionárias porque têm uma casa ou um apartamento, mas não terão pra quem vender.

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Categoria: Imóveis

Sobre o Autor ()

Fábio Portela é investidor desde 2006 e disponibiliza neste site seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, seja com sua experiência, seja por meio das leituras que fez ao longo dos anos. O autor é mestre em Direito Constitucional e em Filosofia pela UnB, e atualmente cursa doutorado em Direito Constitucional na mesma instituição.

Comentários (36)

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  1. Wilson disse:

    Bom artigo, Fábio. Identifico o fato de que não há como determinar com clareza qual o estado da situação imobiliária no DF, mas apenas perceber que é anômala.

    Acredito que existam, pelo menos, dois eventos-chaves no horizonte que poderão condicionar o futuro do mercado imobiliário aqui: a consolidação de Águas Claras como polo habitacional; o resultado das vendas no Noroeste (e a destinação dos imóveis depois de prontos).

    Questões a respeito de salários do funcionalismo não precisam necessariamente vir à baila, embora acredite pessoalmente que o futuro não é muito brilhante. Fico de acordo contigo, não acho interessante olhar o mercado imobiliário de Bsb pelo viés da demanda, porque ela é simplesmente uma grande e enfadonha incógnita. Há demanda por imóveis acima de 500 mil? Há. Quem são os compradores? Sei lá.

    Pelo lado da oferta, o que penso é que a disponibilidade de imóveis em Águas Claras, caso haja a ocupação dos lotes vagos com edifícios, poderá saciar parcialmente a demanda por apartamentos da classe média. Já existem muitos à venda, mesmo que com ágio, e a tendência é, acho, de permanência do aumento da oferta. A acomodação dos preços lá talvez esteja bem próxima.

    Quanto ao Noroeste, vi uma reportagem hoje na capa do Correio a respeito do retorno dos aluguéis no DF. Achei muito ilustrativa, e coloca em termos claros que investir em imóveis, em geral, É muito conservador, senão um mau negócio em termos econômicos. Não há como o retorno de eventuais aluguéis de imóveis ali localizados se manter na margem dos 6%, 8%. Quanto à valorização em cima do valor venal dos imóveis, acho que este artigo já dá evidências suficientes para não se cair em papo de corretor. Esse papo de valorização infinita, já o ouvimos algumas vezes: antes de 2001, antes de 2008…

  2. Enteu disse:

    Caro Fábio,
    Bem observado por você essa bolha imobiliária que cresce em Brasília.
    Com esses preços absurdos os mutuários assumem prestações altíssimos por várias décadas.
    Diante disso é possível imaginar o desespero desses compradores quando os preços desses imóveis voltares ao um preço real e justo.

  3. Leandro disse:

    Mais um excelente texto!
    Parabéns pelo blog!
    Vamos ver até onde vai essa loucura em Brasília.

  4. Leandro disse:

    Acredito que a alta nos salários dos servidores públicos influenciou bastante a valorização imobiliária em Brasília.
    Se eles continuarem aumentando como aumentaram nos últimos 8 anos (o que não acredito), os preços continuarão a subir. Em 2002, um Juiz ganhava cerca de 6.000,00 por mês e hoje ganha 22.000. Um Procurador Federal ganhava 3.000 e hoje ganha 15.000. Assim aconteceu com quase todo o serviço público. A capacidade de endividamento aumentou muito. Hoje, porém, a tendência é a estagnação desses salários. A capacidade de endividamento não aumentará. Pelo contrário, diminuirá, haja vista a inflação que já começa a reaparecer com força.
    Que venha a Bolha!

  5. Rodolfo disse:

    Olá Fabio. Como sempre, mais um bom artigo, parebens!
    Moro no Rio de Janeiro e aqui acontece exatamente a mesma coisa, os preços dispararam. Só discordo de uma coisa: Este apartamento novo em área nobre do Rio com 2 quartos por R$220k. Não sei onde nem como é esse apartamento, mas um nessas características sai por R$500k se for bem pequeno (60m2)

    Abraço,
    Rodolfo.

  6. M. Trindade disse:

    Salve!
    Moro em Brasília, no plano piloto, em apartamento próprio. Já fui informado que o meu apartamento "vale" R$1 milhão.
    Acabo de receber o IPTU de 2010 e para minha surpresa… na base de cálculo ele está "avaliado" em R$320 mil. E como ficamos? Qual dos dois valores é o certo?
    Converso com muita gente sobre o que está acontecendo em Brasília e todo mundo acha isso a coisa mais normal do mundo. Quando digo que pretendo vender o apartamento para comprar um menor e investir o resto da grana é como se eu estivesse blasfemando! As pessoas me chamam de doido, maluco ou perguntam se eu estou bêbado… Acho que nenhuma das três opções cabe a mim.
    O grande problema, acho, é esse: as pessoas acham isso normal. Concordo que o plano piloto é bom de se morar, se o prédio é mais antigo você vai ter uma parede bem feita, com bom isolamento acústico, os materiais usados na construção são bons, a localização, a área verde em volta da quadra, o comércio bem variado… tudo é argumento ou desculpa para a super valorização dos imóveis. Por mim, tudo bem.
    Outro dado importante é o aumento no consumo de produtos de luxo. Brasília hoje só perde para São Paulo quando se trata de produtos de alto padrão. Em matéria do Correio Brasiliense, foi dito que o mercado de luxo em Brasília cresce 60% ao ano. Não é difícil de acreditar. Ver Ferraris em Brasília virou um troço banal; basta passear pelo Lago Sul em um sábado qualquer. Não temos mar e o mercado náutico de Brasília é o terceiro maior do país.
    Não me espantaria em nada que meu vizinho comprasse uma Ferrari pra ele, que meu apartamento fosse vendido por 5 milhões. O que me espanta é ver que Brasília, pela sua essência, não é um lugar onde se cria riqueza. Não temos indústrias, não temos polos de desenvolvimento tecnológico e até mesmo a cultura/espetáculos aqui na cidade são sofríveis.
    Enfim, o custo Brasília é muito alto e isso vale pra qualquer coisas. E ainda sim, todo mundo acha normal.

    • Wilson disse:

      Comentário sobre o comentário de M. Trindade: ESTE é o ponto, quando analisamos a demanda aqui em Bsb! Não se cria riquezas aqui… acharia normal ver carros esportivos na Barra da Tijucas ou no Morumbi, pois no RJ e SP há muitas empresas e negócios acontecendo. Mas aqui?
      Achei pertinente sobre o seu dado a respeito da avaliação "informal" do seu imóvel e os dados constantes no IPTU. Vou pensar um pouco a respeito. Sds.

  7. André disse:

    Parabéns pelo excelente texto! Passarei a acompanhar o blog, que ajuda a desmascarar a farsa que é o mercado imobiliário de bsb.

    abs

  8. Pedro Paulo disse:

    Pessoal, eu pensava mesmo que era um absurdo essa valorização etc.. mudei um pouco de idéia quando vi que em outras cidades acontece o mesmo.. e especificamente em braslia, plano piloto que não tem pra onde crescer, o preço continua alto mesmo. Esse movimento não encerra tão rápido e nem garanta que vai descer.. claro que pode ate estabilizar mas cair o preço é muito difícil porque existe sim demanda, tem gente compra para morar.. investir é menos de 1/3 dos compradores! Se voce for a nova york, sao paulo e pasmem até mesmo BH o valor que se consegue de aluguel sobre o patrimonio é inferior mas sempre foi.. então o que importa é que no grosso a maioria aida ta comprando para morar e nao investir, especulando..

  9. Flavio DF disse:

    Faltou considerar que Brasilia é uma cidade que tem o monopolio dos terrenos controlado pela Terracap, que os vende quando e como quer, já furou a lei da oferta e procura. Outro fator é a obrigatoriedade de que os prédios do plano piloto devem ter até 6 andares, logo, o custo fixo (terreno, elevador, área comum) são dividos por poucas unidades de apartamentos, o que aumenta preços.

    • Fábio disse:

      Flávio,

      Por que então os preços da cidade antes não eram tão altos? Pegue os preços dos anos 90 e início dessa década: havia ainda menos oferta de imóveis e mesmo assim os preços não eram tão altos, comparados com a renda da população. Lembro bem do caso de uma amiga minha que vendeu um apartamento por um bom preço em 2001, por cerca de 20 vezes o salário mensal dela. Mantido esse parâmetro, mesmo considerando a atualização do salário para os dias de hoje, o mesmo apartamento custa cerca de 50 vezes o salário dela. Todos os critérios que você falou já existiam naquela época, com muito menos oferta de imóveis, mas os preços estavam relativamente baixos. Por que agora, com um aumento enorme da oferta (Águas Claras era um sonho em início de construção, e nem se pensava em Noroeste), os preços continuam subindo a taxas altíssimas? Não consigo acreditar que seja um movimento racional. E, quando a irracionalidade impera, alguém toma prejuízo.

  10. Vix disse:

    Creio que estejamos dentro de uma bolha imobiliária. Não apenas em Brasília, mas no mundo todo. A bolha teria estourado se o FED não tivesse mantido as taxas tão baixas. Baixas taxas de juros inundam o mercado de crédito e empurram poupadores de renda fixa para outras opções de rendimento. Alguém disse aqui que a média histórica de rendimento de aluguéis é de 6%. Errado, sempre se falou em 12% (aqui no Brasil). Já houve casos de 30%, já no Plano Real! Imóveis tem riscos e custos de aquisição e manutenção e baixíssima liquidez. Para mim, o preço já se descolou há muito tempo dos fundamentos (que é a renda de aluguéis). Compra-se porque há crédito e se acredita que vão vender mais caro um dia. O curioso é que ninguém tem coragem de vender, até é claro , quando a bolha estourar. A partir de então tudo acima, se inverte…

  11. Glauco Sabino disse:

    Olá, muito bom todo o texto e os argumentos. Bem pautado.
    Porém não concordo, apesar de eu atribuir boa qualidade na explanação.
    A idéia na capital é trabalhada por metro quadrado.
    Entenda que um pedacinho de terra custa mais caro no plano do que em outras Regiões administrativas.
    E assim sempre foi toda vida.
    Porém quando se completa alguns ciclos 5, 10 anos a terracap libera alguns terrenos para vendas, já supervalorizados tal como asa norte, noroeste, sudoeste. Lago Norte ainda tem terrenos na mão da terracap, imagina ai comigo!
    A questão é que quando ocorre isso toda a vizinhança acompanha essa valorização.
    O x da questão é equiparar imóveis antigos com os novos para que os novos sejam vendidos facilmente.
    Veja que nos últimos 8 anos de governo lula aposentaram muitos servidores com contas gordas, e foram contratados muitos servidores novos. Foram quase 10mil contratações ou mais. Muitas pessoas que vem de fora do estado morar em brasilia. Ou seja DF cheio de dinheiro no bolso e com demanda! em outras palavras Demanda quente!
    Ao mesmo tempo em que o período de 8 anos alguns jovens de 20 anos completam 28 e estão casando ou procurando investir em imóveis, já com alguma estabilidade financeira.
    Este é o cenário a qual se explica a demanda.
    Temos o cenário de empresários investidores não só moradores de brasilia, mas de todo o brasil, que tomam conhecimento do mercado imobiliário.
    O setor imobiliário aparenta ser uma bolha prestes a estourar, para quem não conhece a fundo toda cadeia produtiva.
    Porém digo que não é normal, é anômalo comparado com outras capitais, principalmente pela existência de uma terracap!

    Os valores acompanham o crescimento da cidade, principalmente nos últimos dois anos vimos uma ascensão brusca, mas esse movimento tende a desacelerar até o 2º sem. de 2011, porém continuará subindo os valores mas não da forma como é vista hoje.

  12. Marcos disse:

    Realmente o que esta ocorrendo aqui em brasilia é um imenso movimento. Estou entrando no mercado de trabalho hoje e tento imaginar se sera possivel comprar algo proximo ao plano piloto em 10 anos. Algum condominio ou algo do tipo.
    Mas gostaria de adicionar mais alguma coisa a tudo que foi colocado anteriormente, veja por exemplo, aki no Cruzeiro está ocorrendo um excesso de oferta de imoveis, varias pessoas estao tentando ir para o plano, ou entao para condominios no Vicente Pires, sobradinho e lago. E ouvi falando que havia fila para compra de imoveis no noroeste, entao temos uma alta demanda no segmento mais rico, e uma demanda bem menor, ou uma grande oferta na area de media renda, ou baixa.
    Acredito que a riqueza produzida realmente ta sendo de toda a especulação, e quem entende esta ganhando bastante dinheiro com isso tudo, e vai vender tudo na hora certa antes da bolha estourar, isso se ele mesmo nao provocar um estouro.

  13. Marc disse:

    Marc says:
    12/05/2010 at 11:18Your comment is awaiting moderation.

    Parabenizando-o pelo site Beto, deixo um questionamento a você e aos demais.
    Acreditam que quando chegar a época da entrega das chaves no Noroeste, chuto uns 4 anos(?), muitos talvez estejam pensando em se desfazer dos imóveis próprios onde vivem. Afinal, quantos irão adquirir um segundo imóvel no Noroeste?!
    Deste modo, muitos dos que hoje moram no Plano Piloto provocarão uma oferta de imóveis visando quitar o investimento no Noroeste. Mais um fator a ajudar a estourar a bolha imobiliária em Brasília.

  14. Frederico disse:

    Fábio…também sou morador de Brasília…as vezes me pergunto se vão exitir tantos moradores, pra este tanto de imóveis que são lançados. Show de morar com 13 torres, mais de mil apartamentos por exemplo…Você sabe se exite uma correlação do número de imóveis lançados com o crescimento demográfico do DF?

  15. Do contra disse:

    A bolha não vai estourar! Não há bolha, há sim muito lobby, um mercado imobiliário cartelizado, e uma forte demanda de pessoas que estão comprando imóveis a um preço muito alto para daqui a algum tempo vendê-lo por um preço mais alto ainda e adquirir outro imóvel de preço ainda maior. Ou será que alguém acha que é razoável pagar mais e vender por menos?

    • Fabio disse:

      Prezado "Do Contra",

      Nos EUA as pessoas também pagavam preços absurdos com o objetivo de vender por preços maiores ainda. Quando a bolha estourou, contudo, não faltou quem aceitasse o prejuízo para evitar prejuízos ainda maiores. Mesmo pessoas que não deviam nada venderam imóveis para evitar perder mais dinheiro.

      • Cristina disse:

        Senhor Fábio, acredito numa bolha imobiliária no DF, pois um apto de 2 quartos na 113 Sul custava 134 mil em 2006 antes do gov. Arruda, hoje o mesmo apto custa 660 mil, não vi nenhum aumento significativo de salário ou poder aquisitivo do brasiliense, o que vejo é uma especulação dos empresários do ramo imobiliário. Não sei se é bom para o DF uma bolha imobiliária, porém, hoje, apesar de estar fazendo um pé de meia para adquirir um apto na Asa Sul, não vejo uma melhor saída do que essa (bolha) para que eu possa comprar um apto. Acho que só assim o setor imobiliário cairá na real e colocará os preços mais justos como era anterior ao desfecho político que ocorreu no DF (caixa de pandora).

  16. Prezados,
    Muito interessantes todas as colocações.
    Realmente o mercado imobiliário do DF é inusitado, porém, isso fica mais evidente se nos limitarmos a ele.
    Como foi citado em um comentário anterior, isso não está acontecendo somente em Brasília, muito pelo contrário.
    No Rio de Janeiro, por exemplo, não é raro ver o m² ser vendido a 16mil em lugares nobres como Leblon ou Ipanema.
    Acredito que todos acompanham bastante o mercado imobiliário e já devem estar cientes que o Brasil, não Brasília, mas o País todo teve no último ano a terceira maior média de valorização em imóveis do mundo.
    Ficando atrás apenas de Hong Kong e Singapura.
    A média de valorização no País foi de 22% a.a.
    Mas, mesmo assim o Brasil está longe de ter o m² comparado aos mais caros do mundo,ocupando a 64° posição.
    Claro que Brasília se destaca no cenário brasileiro, e apresentou uma média de valorização de 30% em apenas 06 meses.
    ISSO É MUITO PREOCUPANTE, PRINCIPALMENTE PARA QUEM NÃO INVESTE, AOS QUE DEIXAM SEU DINHEIRO DESVALORIZANDO EM ALGUMA POUPANÇA OU SIMPLESMENTE AOS QUE NÃO TÊM DINHEIRO ALGUM PARA INVESTIR!
    Esses ficam FRUSTRADOS, pois a cada dia que passa, seu SONHO DE ADQUIRIR UM IMÓVEL fica cada vez mais distante, e assim, tentam justificar sua frustração provando aos outros que investir é muito arriscado, ou até mesmo uma "burrice".
    Já quem comprou um apartamento na planta 06 meses atrás, investiu uma média de 10% do valor total do imóvel, mas se vender corre um sério risco de faturar 3x o que investiu.
    Não digo que seja fácil vender esse apartamento, mas por mais que demore o lucro sobre o investimento continua sendo alto.
    Investir em imóveis na planta é o jeito que muitas pessoas com pouco capital, vendo seu sonho da casa própria cada vez mais distante encontraram para terem a oportunidade de se realizarem neste sentido.
    As facilidades de pagamento e a constante valorização são um grande atrativo.
    A correção até a entrega é relativamente baixa, já que é apenas sobre o INCC sem acréscimo de juros.
    A captação também, se bem escolhido o plano de pagamento, não chega a 40% do valor total.
    Pela alta nos preços dificilmente um trabalhador consegue comprar de cara o apartamento que deseja, ou simplesmente um que atenda suas necessidades.
    Assim, ele opta por comprar um menor, mas com boas condições de pagamento e um preço compatível com suas condições financeiras.
    Este trabalhador fica pagando prestações durante um tempo considerável como 02 anos, por exemplo, neste meio tempo as unidades diretas com a construtora são liquidadas, e o nosso amigo pagou mais ou menos o equivalente a 20 ou 30% do valor do imóvel, conseguiu economizar um dinheiro que de outra forma não conseguiria, e está na hora de vender o seu ágio para comprar um apartamento que atenda suas necessidades.
    Se esse caso estivesse acontecendo de 2008 pra cá, este apartamento teria valorizado algo próximo a 100% sobre seu valor inicial. Assim, hoje aquele trabalhador que investiu 30 ganharia cerca de 80% para vender mais rápido.
    Comprar o apartamento que precisa ficaria mais fácil, já que o valor que conseguiu juntar em dois anos diminuiria consideravelmente o valor das prestações que provavelmente precisará continuar pagando já que o imóvel maior também se valorizou.
    Com dinheiro, este mesmo trabalhador pode optar inclusive por comprar um imóvel pronto, e sair do aluguel.
    Isso retrata claramente a questão citada: “pessoas que estão comprando imóveis a um preço muito alto para daqui a algum tempo vendê-lo por um preço mais alto ainda e adquirir outro imóvel de preço ainda maior."
    Já pensaram quantas pessoas estão envolvidas neste ciclo, e é este o ciclo que alimenta a valorização no DF, assim como em todo o Brasil.
    Nossa economia cresceu bastante nos últimos anos, a taxa de desemprego diminuiu consideravelmente, e a população também mudou, assim como seu perfil e potencial de consumo, hoje a idade média dos brasileiros é 30 anos, idade de começar a pensar no futuro, começar a construir patrimônio.
    Se todos os brasileiros deixassem de comprar imóveis acreditando que o preço é injusto e que mais cedo ou mais tarde eles vão cair, isso provavelmente aconteceria mesmo.
    Mas, como muitos já arriscaram e conseguiram alcançar seus objetivos, é improvável que isto aconteça.
    Além do mais, os preços já foram baixos e nem por isso todos conseguiam comprar.
    A valorização tem sido um grande facilitador, junto com os financiamentos e a grande demanda de imóveis.
    É importante realmente que a população brasileira pense, e questione principalmente as construtoras que são quem realmente comandam esta valorização para que não fuja do controle e continue favorecendo a nós brasileiros.
    E a vocês que tanto criticam, por que não, abaixar a guarda um pouquinho e fazer um teste?
    Investir é arriscar!
    Quanto maior o risco, maior o lucro!
    Que tal deixar de trabalhar por dinheiro e fazer seu dinheiro trabalhar por você?
    “O papel de um degrau na escada da vida, é dar suporte a um de seus pés enquanto você coloca o outro um pouco mais alto!”
    Esta é a minha opinião sobre a bolha imobiliária, pode ser que aconteça, mas nos próximos 20 anos acho pouco provável, talvez a valorização não continue na mesma proporção que nos últimos dois anos, mas perder investindo em imóveis, acho que não!
    Então, o meu conselho é, invista você também!
    O máximo que pode acontecer é que em alguns anos você terá algo seu!
    E isto, é realmente gratificante!
    Abraços.

  17. Roberto Berlim disse:

    O movimento de bolhas econômicas é sempre o mesmo, e sempre gera os mesmos argumentos. No entanto, é interessante verificar que o ritmo de crescimento é insustentável: é impossível que os preços continuem a subir no mesmo ritmo que tem subido indefinidamente, principalmente em um país com inflação baixa e estável como é o Brasil de hj, e como aliás tende a continuar. Antigamente alguém que colocava um apartamento ou carro para vender a um preço acima do de mercado não precisava dar o braço a torcer e baixar o preço: a inflação comia o valor do bem e o próprio tempo encarregava de fazer o devido ajuste no preço.
    Na minha opinião, quem tem muitos imóveis hoje em dia está na hora de realizar parte dos lucros e diversificar um pouco. Como o autor bem colocou, o valor do imóvel para aluguel está absurdamente baixo, e aplicações seguras como renda fixa podem ter ganhos até 3 vezes maiores. No caso, no momento vender um imóvel para aplicar em renda fixa é trocar o duvidoso pelo certo.
    Mas quem tem dois ou apenas um tem que decidir o quanto gosta de correr riscos. E imóveis, na minha opinião, neste momento, são aplicações de risco elevado.

  18. Rodrigo disse:

    Pessoal, o negocio aqui ta feio. Eu Dou 3 anos para que o setor imobiliario entre em colapso e despenque. A minha sugestão é que ninguém compre imóveis agora, pq o valor está muito alto e muitos usados já estão desvalorizando. E quem diria, imóvel no df se tornando um péssimo negocio.
    Pensse cá comigo, se eu compro um imóvel na planta em aguas claras que vale 450 mil e financio ele em 30 anos, no fim das contas, com os juros, eu vou estar pagando quase 1 milhão e provavelmente em 5 anos ele vai valer 350 mil pq ninguem vai querer comprar um ap caro desses sendo q existe um leke de opções para se adiquirir imoveis mais baratos. E digo mais, se o Roriz voltar (o que é bem provavel). A grilagem de terras vai voltar com toda força e vai ser bem facil comprar lotes irregulares por uns trocadinhos. Os imoveis regulares q hoje estam la em cima vão ser reduzidos a pó pq ao invez de comprar um ap em aguas claras eu compro com o mesmo dinheiro dezenas de lotes no lago sul. rsrs E alem do mais, como em muitos casos o valor do aluguel esta valendo 0,2 % do imovel. então é um bom negocio morar de aluguel por uns anos e fik comprando carro novo pq vc vai perder menos dinheiro e vai ter menos dor de cabeça.
    Dica: quanto menos pessoas investirem agora, mais a demanda vai diminuir e o preço vai cair.
    Abraços.
    Obs.: palavra de quem tem imoveis alugados e que está a procura de adiquirir novos imoveis mais desistiu por causa dessa especulação sem fundamento.

  19. Valentina disse:

    Sou servidora pública e não pretendo fazer financiamento para a compra do meu imóvel. Estou lendo, pesquisando, conversando com pessoas experientes e percebo que mesmo demorado, ainda é melhor poupar e comprar um imóvel a vista!
    Aguardo o estouro dessa bolha!

  20. FERREIRA disse:

    Prezado Fábio, respeito suas opiniões, inclusive as leio. Mas, quero dizer que o absolutismo anda muito próximo do fundamentalismo.
    Há sim, alguns exageros no mercado, mas, o mercado imobiliário do DF merece uma análise mais moderada. Quem mora aqui sabe disso.
    Ademais, “papo de corretor”, é uma expressão pouco elegante, até mesmo desrespeitosa para falar sobre um profissional.

    Acredito que em geral todos merecem ser respeitado, inclusive você.

    • Fabio Portela disse:

      Absolutismo? Absolutismo é você ver na mídia a todo instante que o que está acontecendo no mercado imobiliário daqui é absolutamente normal. Eu sou apenas um defensor de um ponto de vista contrário!

  21. Nélio disse:

    Fábio, sou servidor do poder legislativo federal e queria lembrar a você que um dos responsáveis pela escalada dos preços nas áreas nobres de Brasília (e nas não tão nobres, como Águas Claras) são justamente os servidores mais antigos, já com patrimônio formado, geralmente residentes nos Lagos Sul e Norte ou em apartamentos de alto padrão das Asas Sul e Norte, com “penduricalhos” incorporados aos salários, filhos criados e MUITO dinheiro parado na poupança, que vêem nesses lançamentos a oportunidade de “investir pra ganhar mais do que na poupança”, ou mesmo presentear o filho com “um espacinho pra ele começar a vida”.

    Uma colega de trabalho nessa situação queria comprar um “imovelzinho”, nas palavras dela, pro filho mais novo (já trintão), mas não queria nada que ultrapassasse R$ 400.000,00 (sério). Isso em 2008. Acabou comprando um dois quartos fantástico nas 700 da Asa Sul, hoje já vendido e transformado num lote no Park (a)Way.

    Abraços,

    Nélio

    • Fábio Portela disse:

      Concordo, Nélio… os servidores mais antigos do funcionalismo público federal são responsáveis por boa parte da bolha, já que têm milhares de penduricalhos em sua remuneração. Só tenho dúvida quanto ao “MUITO” dinheiro parado na poupança, já que muitas dessas pessoas torram dinheiro até não poder mais.

  22. Cristina disse:

    Fábio, com o estouro da bolha imobiliária os imóveis de Brasília voltariam ao preço normal, isto é, antes de 2006 (apto 2 quartos – 134 mil) ou não? haveria alguma consequência direta psobre a poupança? por favor me explique, pois tenho lido artigos relacionados, mas sou leiga no assunto e quero saber sobre a consequência real (positiva e negativa) para nós cidadãos honestos e pagadores de impostos “bastantes elevados”.

    • Fábio Portela disse:

      Cristina,

      É difícil saber como o mercado se comportaria. Não é possível dizer nem quando a bolha vai estourar, ou se haverá um lento declínio nos preços! Não dá pra antecipar, também, qualquer outra consequência. Mas, se acabarmos seguindo o que aconteceu nos EUA, na Espanha e na Irlanda, o tombo pode ser muito feio…

  23. Pedro Costa disse:

    Oi Fábio, eu também tenho o mesmo questionamento seu: se os preços vão continuar subindo, e até quando? Mas te digo uma coisa, no Setor Park Sul, os preços já estão caindo, e os próprios lançamentos do Noroeste já estão caindo pra R$ 6.500 o metro quadrado. Creio que é por conta da falta de compradores.

  24. Ivan disse:

    Porque não há levantamentos históricos da valorização dos imóveis no DF?

    Será que não há ninguém interessado?

  25. XEBERÊ disse:

    vamos comprar imóvel!!! o melhor investimento que existe e mais seguro!!!! não vamos dar ouvidos a essa galera que não sabe de nada e fica falando asneira!!!! IMÓVEL É O MELHOR INVESTIMENTO QUE EXISTE!!!!!!

  26. guerraluz30 disse:

    Em 2010 quando essa matéria foi publicada, eu estava adquirindo a minha kitnet de 150 mil. Hoje, final de 2012 ela está em preço de mercado 350 mil. Em dois anos que o pessoal ficou blogando sobre bolha eminente, eu ganhei 200 mil de valorização.

    Acredito que o valor dos imóveis irão aumentar mais, pois o Brasil está em evidência no mundo, e muitos investidores estrangeiros estão apostando no país. Contudo espero que meu imovelzinho bata nos 500 mil, então eu vendo.

  27. Samuel Souza disse:

    Guerraluz,

    Se você conseguiu REVENDER, ou seja, achou comprador para sua kit por 350 mil, parabéns !

    Agora, se isso ainda não aconteceu, está na mesma situação que o coprólito (cocô de dinossauro) que tenho no quintal de casa: para mim, ele vale um milhão, o problema é achar quem me pague isso (rs)!

    De qualquer forma, sempre foi e sempre será possível ganhar $$ com imóveis, mas não de qualquer jeito. Falando nisso, você botou na sua conta a despesa que já teve com esse imóvel: IPTU, ITBI, condomínio, mobiliário e etc ? Por dois anos, dá uma boa soma no que já investiu nesse imóvel, e quase ninguém reconhece isso.

    Abraços !

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