E a Apple lançou o iPad, seu esperado Tablet

28 de janeiro de 2010Sem comentários

wpid-safari_20100127-2010-01-28-11-25.jpg

A grande notícia do mundo da tecnologia de ontem foi o lançamento do iPadwpid-bbli-2010-01-28-11-25.pngpela Apple, seu tão esperado Tablet. Depois do grande sucesso que foi o Iphone, que assustou as tradicionais Motorola e Nokia (que chegou inclusive a processar a Apple por violação de patentes, ao utilizar as tecnologias Wi-Fi e 3G), o mercado esperava que novamente Steve Jobs apresentasse um produto inovador, que de uma só tacada arrebatasse tanto os mercados de tablet PC quanto de livros eletrônicos (e-books), até aqui dominado pelo Kindle, da Amazon.

O resultado foi inovador, embora não exatamente tenha sido o que os fãs de tecnologia esperavam realmente. Havia quem tivesse a expectativa de que o produto fosse recarregável por energia solar ou via rede Wi-Fi ou que fosse possível realizar vídeo conferência pela Internet, ou ainda que tivesse tela com a tecnologia OLED (que economiza mais energia, aumentando a expectativa de duração de sua bateria). Nada disso foi implementado, mas isso não significa que o produto seja ruim.

O produto veio para competir em nichos que a Apple havia negligenciado até então. Com um aparelho só, a empresa entrou em três mercados novos: o de netbooks, o de livros eletrônicos e o dos tablet pcs. O preço que a empresa teve que correr para competir em três mercados com um único produto foi assumir o risco de que seu aparelho não fosse exatamente o que há de melhor em cada um dos nichos. O iPad não parece ser tão confortável para a leitura de e-books quanto o Kindle, que utiliza a tecnologia e-ink, e sua capacidade de processamento não parece ser tão poderosa quanto a dos tablet pcs de outras empresas, que praticamente são um pc que rodam Windows com a mesma funcionalidade de um desktop ou notebook. Por outro lado, o iPad me pareceu um concorrente fabuloso para os netbooks, que basicamente são notebooks pequenos cuja única funcionalidade é navegar na Internet.

O que parece ser uma falha no produto pode se revelar na verdade um trunfo para a Apple. Ele é muito mais fácil que usar do que um netbook (basta apertar um botão que já se está navegando), tem muito mais funcionalidades do que o Kindle, e sua interface é muito mais amigável do que o aparelho da Amazon, e além disso também parece bastante adequado para ser um computador touch screen, já que a Apple anunciou que suas ferramentas de produtividade (o iWorks) também rodarão no aparelho. O iPhone já passou por essa fase de desconfiança: o aparelho é menos potente do que alguns outros celulares, tem uma câmera pior, mas a diversidade de aplicativos (a AppStore) e a sua intuitividade no uso mais do que compensam suas deficiências.

Isso tudo mostra que a Apple tem uma certa vantagem competitiva no mercado que atua: ela conseguiu captar o espírito de nosso tempo atual de uma forma que nenhuma outra empresa conseguiu. Ela lança produtos admirados, que serão copiados pela concorrência. Mas tudo isso vem a um custo, que já salientei em outro artigo: ela precisa inovar constantemente, se reinventando a cada quatro ou cinco anos, o que demanda muitos custos com pesquisa e desenvolvimento. E esse custo vem acompanhado de um risco alto: sempre pode surgir na concorrência alguém com uma idéia melhor, que será rapidamente absorvida pelo mercado. Por isso, é complicado investir em empresas de tecnologia: ao contrário de outros setores. A Apple tem se saído bem porque na última década conseguiu finalmente consolidar sua marca e tem lançado produtos que praticamente definiram uma geração tecnológica: o iPod, o iPhone e, acredita-se, agora o iPad. O mercado ainda não sabe como será a consolidação do iPad, mas com certeza já pergunta qual será a próxima surpresa de Steve Jobs…

Você gostou do post? Então ajude o blog a crescer divulgando-o! Basta clicar em um dos botões abaixo:
Tags: ,

Arquivado em: Atualidades
Tags:

Sobre o autor ()

Comente

 Assine nossa newsletter 

Back to Top

SEO Powered By SEOPressor