O casamento e os investimentos
Primeiramente, peço desculpa aos leitores pela demora na redação do novo post. Mas o motivo é justo: me casei semana passada e, com a mudança de lar e a adaptação à nova rotina, sobrou pouco tempo para postar no blog. Aproveitando o clima matrimonial, escrevo sobre as peculiaridades relacionadas ao casamento, em se tratando de investimentos.
A primeira questão que considero importante é o planejamento da própria cerimônia. Muitos casais passam por dificuldades financeiras no início de sua vida conjugal justamente porque não se planejaram para esse momento. Assim, acabam assumindo muitas dívidas que se tornam um grande peso por alguns anos, limitando sua capacidade de poupança, apenas para a realização de um evento grandioso. Além disso, todos os produtos e serviços (fotógrafo, flores, buffett, decoração…) relacionados a casamento são sempre mais caros do que para outros eventos. Assim, é importante ter em mente que o mais importante é o momento posterior à cerimônia – a vida a dois -, e não a cerimônia em si: não adianta ter uma cerimônia belíssima e passar anos pagando as dívidas do evento.
Também é importante planejar a vida financeira do casal, estabelecendo a divisão de contas a serem pagas, o quanto do orçamento deve ser destinado aos financiamentos, decidir se o casal viverá de aluguel ou pretende adquirir um imóvel logo. Tudo deve ser incluído em planilhas ou pelo menos escrito em papel, para se facilitar o planejamento, cuja execução também deve ser acompanhada minuciosamente.
Além disso, todas as decisões financeiras devem ser discutidas pelos dois, a fim de que ambos saibam os riscos dos investimentos, as dívidas existentes e as perspectivas de rentabilidade. Sem que haja cumplicidade, eventual prejuízo nos investimentos pode ser descontado no cônjuge responsável, levando a brigas que, com um pouco de diálogo, poderiam ser evitadas.
Outro aspecto relevante é, no caso de os dois trabalharem, a facilidade maior de economizar, principalmente na hipótese de o casal ainda não ter filhos. Como a renda é maior, é possível destinar uma parcela maior do salário aos investimentos. Assim, o casal deve aproveitar essa peculiaridade para investir o máximo que puderem, a fim de assegurar uma vida financeira mais tranquila no futuro.
Também é importante adequar o estilo de vida à renda familiar. Viver com menos do que se ganha, e guardar o excedente, é a receita para o sucesso financeiro. Novamente, ambos devem estar comprometidos com um estilo de vida compatível com o salário de ambos e com a economia do excedente.
Como se vê, grande parte do que se exige para um casamento financeiramente feliz coincide com as exigências de um matrimônio bem sucedido: cumplicidade, diálogo, planejamento e paciência. Sem essas virtudes, dificilmente alguém pode ter uma vida financeira ou um casamento feliz.
Sucesso nos investimentos!!
Arquivado em: Educação financeira





Só você mesmo pra discutir investimentos nesse momento, hahaha!Muito bom o seu post ;)
Gostei do post, namoro a 5 anos e atualmente estou abrindo uma empresa com minha namorada, nosso dinheiro em poupança e investimentos entraram totalmente no investimento inicial da empresa, juntamente com um financiamento do BNB.Ambos temos nossos empregos, enquanto não podemos viver apenas da empresa.Pretendemos nos casar em breve, desde já estamos nos programando para entrar na vida de casado sem dívidasParabéns pelo blog, gostei bastante.Abraço!João Paulo Brasil
Olá,Estou pensando em casar e gostei bastante do seu post. Informações muito interessantes. Abç.