Investindo em ações na crise…
Algumas pessoas têm me perguntado o motivo de o blog ainda não ter tocado em um assunto tão presente no horizonte financeiro atual: os investimentos em meio a uma crise financeira de proporções globais como a que o mundo está enfrentando agora. Não seria melhor deixar para investir depois da crise, quando as coisas estiverem mais calmas?
Há dois motivos pelos quais não enfrentei o problema da crise até agora.Â
A primeira razão que acredito que o melhor momento para investir é, justamente, no meio de uma crise financeira.  Não sei onde é o “fundo da crise”. Muitos acreditam que o fundo já passou, outros dizem que o IBOVESPA ainda cai a 29.000 ou 25.000 pontos. De qualquer modo, isso não importa muito para a filosofia de investimentos que adoto – formar preço médio o mais baixo possÃvel,  investir constantemente, diversificar, pensar no longo prazo (mais de 10 anos). Essa filosofia funciona muito bem nos momentos de crise, porque possibilita a aquisição de ações de boas empresas a preços excepcionalmente baixos. Deixar para investir depois, quando a crise já tiver sido ultrapassada, seria perder as oportunidades que a crise abriu. Com efeito, desde o fundo do poço, em outubro/novembro do ano passado, o Ãndice BOVESPA subiu de aproximados 29.000 pontos para perto dos 52.000 pontos (uma alta de 79%!). Â
A segunda razão é a de que acredito que uma filosofia de investimentos é boa se ela pode ser utilizada independentemente do momento financeiro corrente – crise ou crescimento econômico. No caso dessa filosofia de investimentos, comumente denominada de “Buy and hold”, ela funciona excepcionalmente bem em ambos os momentos, porque possibilita a compra de ativos a preços médios muito bons (que decrescem nos momentos de crise), de empresas estudadas cuidadosamente. Além disso, a estratégia Buy and Hold não pressupõe a venda das ações apenas porque seus preços subiram, para “realizar lucros”. Sua força está justamente no acúmulo de ações ao longo do tempo, reinvestindo-se os dividendos na aquisição de novas ações, o que gera uma máquina de “juros compostos”.Â
Partindo-se desses pressupostos, não faz muito sentido, de fato, considerar a atual crise econômica para decidir adquirir ou não acões. Pelo contrário, o pior momento para se adquirir ações é justamente no topo, quando os preços sobem irracionalmente.
Boa sorte nos investimentos!
Â
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Pois é, não entendo a lógica das pessoas! Os grafistas sumiram na época deste post e agora voltaram a entulhar as notícias.
Espero que continue a haver muitos grafistas!